O governo da meritocracia não quer competição escolar

Por Luis Nassif

Esqueça a discussão entre modelos de governo, a ilusão de que o governo Temer é uma alternativa liberal a um suposto modelo intervencionista petista.

Com Fernando Haddad, o MEC (Ministério da Educação) instituiu uma competição de mercado, ao definir o ENEM com divulgação de classificação entre as escolas.

Agora, é  óbvia a intenção do Ministério da Educação de eliminar a classificação das escolas no ENEM.

Nas últimas décadas proliferaram os grupos que entregam alunos por fornada, investindo pouco na qualidade e muito na publicidade. Há grandes grupos buscando algum nível de excelência. E, especialmente, escolas menores com grau de excelência.

A maneira das escolas sérias de contornar a barreira publicitária é o ENEM. Através da lista de classificações do ENEM, pais se informam para escolher os melhores locais de ensino para os filhos.

O Ministro da Educação Mendonça Neto é estreitamente ligado a grupos educacionais do nordeste. A Secretária Executiva do MEC, Maria Helene Guimarães,  conseguiu o feito de, sendo uma das gurus do modelo educacional paulista, conseguir uma regressão nas notas de ensino, mesmo no período fiscal áureo do estado e do país.

Ao eliminar a classificação das escolas, o que pretendem é acabar com a competição pela melhoria do ensino é transformar a rede pública e privada em um enorme armazém de secos e molhados.

Temer não representa neoliberalismo, mercadismo ou o que seja. É um governo de negócios.
 

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