Sobre o atual fenômeno “espiritismo de direita”, por Rogério Mattos

Robson Pinheiro, o médium que resolveu dar “conteúdo espiritual” a capas da Veja

Sobre o atual fenômeno “espiritismo de direita”, por Rogério Mattos

O espiritismo no Brasil dá sinais nítidos de decadência. O caso do médium acusado de violência sexual já é a cópia da cópia de um processo bem mais amplo. Para determinados assuntos chegarem ao noticiário, contudo, na maioria das vezes se recorre a expedientes grosseiros. Assim, o público acaba recebendo uma ideia bastante reduzida e distorcida sobre inúmeros assuntos.

Como a Lava-Jato cansou de demonstrar, a questão criminal não nos leva para muito longe. Também por isso ela foi um sucesso de bilheteria. Igualmente, já chegou à estafa as acusações ao conservadorismo de Divaldo Franco, com seus louvores despudorados a Sérgio Moro, as alegres fotografias ao lado de João Dória e seu último vaticínio espiritual, talvez seguindo “planos maiores”, de que a capital do Brasil agora é Curitiba.

Falo do médium Robson Pinheiro para ilustrar o caso mais amplo do “espiritismo de direita” por ter sido um leitor entusiasmado de seus primeiros livros. Conheço relativamente de perto determinados aspectos de seu desenvolvimento como escritor, por ter acompanhado parte considerável de sua produção.

Gostava daquele negócio de Tambores de Angola (e quantos não?), a chamada “trilogia das sombras”, e até quando trouxe ao debate público, sob o tema da “reurbanização extrafísica”, o pesquisador do Azerbaijão, Zecharia Sitchin. Pouco importa se o médium, na ocasião, fazia referências a armas climáticas (HAARPs), ao Clube Bildberg, a “larvas astrais”, agêneres, exus ou filosofia védica. Escândalo frente a qualquer tipo de teoria é um excesso dos “bens pensantes” que, afinal, se não vêem nada de novo, tampouco tem a capacidade de rir às gargalhadas. Nessa “loucura” de Robson Pinheiro, existia uma razão muito séria.

No mais, frente a qualquer catástrofe ou ao escândalo, frente a abril de 1964 ou a maio de 1968, o trabalho deve continuar sendo feito quase como se nada houvesse ocorrido e com a mesma gana se tivéssemos a instantes da mais consagradora vitória, aquela que por nada devemos deixar escapar.

Depois de lançada a “trilogia das sombras” (talvez seu livro mais “especulativo”), houve uma demanda por parte de almas mais sensíveis para que fosse escrito algo a respeito do “mundo da luz”. O médium se pôs de prontidão e escreveu nova trilogia, a das luzes.

Mas que estranhas luzes apareceram ali! Parecia uma propaganda de governo Lula entregue a um imigrante azerbaijanês recém-chegado. A consciência era mínima a respeito do que estava sendo descrito. Um Brasil mulato, com imensas universidades, uma multidão de estudantes, e firmemente comprometido com o futuro. Ao lado disso, a inconsciência com o processo social e histórico mais amplo, como se a metáfora dissesse respeito ao “mundo espiritual”, a Aruanda, e não a história concreta.

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A trilogia perdeu assim em dois aspectos: o primeiro, a confusão entre o empírico e o transcendental (problema de estilo); o segundo, pela ausência de ruptura entre um aspecto e outro da realidade, não se chegou nem a descrever nem o “empírico” ou o “transcendental” (não servia nem para fins políticos, tampouco para revelações do além). Livros, portanto, que não trouxeram novidade alguma.

Foi quando o médium começou, talvez, a se tornar fácil demais, vendável demais…

O que colocou fim para mim a qualquer novidade que seus livros poderiam trazer foi sua publicação a respeito da homossexualidade. Tema tabu no meio espírita, Robson Pinheiro foi extremamente corajoso e arcou com todos os ônus trazidos por suas palavras. Livro corajoso pelo tema e corajoso pela forma. Ainda existia o apreço pela inovação formal, como no antigo livro Crepúsculo dos deuses, de acentuado teor nietzschiano, escrito sob o pseudônimo de um hindu falecido há mais de mil anos. Vendo retrospectivamente, fica mais claro o tamanho da inconsciência do médium, porque sem dúvida se abria ali um horizonte de trabalho bastante interessante e que não foi explorado posteriormente.

Coloco esse livro, O próximo minuto, como ponto de ruptura ao lado da “trilogia das luzes”. Um ato de coragem ao lado de uma consciência crítica não muito desenvolvida. Parece que nessa fotografia se cristalizou as capacidades do médiuns. O próximo passo foi uma dupla fuga do real. Quer dizer, pouco importa o que bens pensantes consideram “o real”. Houve uma fuga no estilo esquizofrênico ao combate da verdade. Apareceram discos voadores e se materializaram capas da Veja em seus livros.

Os parcos recursos estilísticos não deram conta de descrever, por exemplo, o “buracos de minhoca” do universo, determinados portais de comunicação entre mundos distantes. Ao lado de parcelas de verdade, o veio poético talvez devesse falar mais alto do que revelações extrafísicas ou prováveis confirmações da ciência moderna. Conforme o conteúdo de verdade parecia se acumular, a prosa se tornava cada vez mais rala…

Até que surgiu a surpresa da “trilogia política”. São sugestivos os nomes dos livros: O partido, A Quadrilha, O Golpe. Nesse momento já me encontrava a relativa distância das publicações da Casa dos Espíritos Editora. Um muro então se ergueu. Como os seus livros aprofundavam a tendência de capas espetaculosas, letras grandes, espaçamento gigante, cada vez ficava mais fácil perceber que pareciam mais artigos diligentemente alongadas por ferramentas editoriais do que estudos sérios e extensos. Em relação aos três livros, o que me impediu até uma leitura crítica foi a publicação da carta de Tancredo Neves (veja bem o sobrenome), de conteúdo duvidoso e tornada pública em meio ao conturbado processo eleitoral de 2014.

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O que não me impediu de folhear alguns deles nas livrarias. Numa leitura rápida, se vê que Lula é uma reencarnação de Lênin e Dilma a de Rosa Luxemburgo. Isso seria muito bom (pelo menos é o que penso), mas vinha enquadrado nas teorias conspiranóicas sobre o Fórum de São Paulo e considerações bastante retrógradas a respeito da multiplicação de direitos sociais. Existiria uma dicotomia, por exemplo, entre Cuba e Curitiba…

Num grupo do Facebook vi uma descrição interessante sobre um dos livros de alguém que conseguiu se ocupar com isso: “O Partido no caso fica claro q é o PT e seu plano de dominação. Coloca claramente o PT com seus agentes espirituais do mal agindo nas sombras, influências e tudo o mais. Coloca Lula como um “cachaceiro das sombras” , recebendo ordens diretas das entidades infernais… Nesse lenga lenga, aparecem naves, obsessões complexas, gadgets espirituais, preto velhos, flash gordons genéricos etc… Uma mistura de umbanda com x-men”.

Não dá vontade de falar mais nada depois disso, porém existe dois comentários mais gerais que não posso deixar de fazer. Se existe algo que diferencia o espiritismo no Brasil e o movimento francês do século XIX é seu nítido conteúdo social. Allan Kardec dizia fazer ciência e tinha interlocutores da alta sociedade europeia. Era um fenômeno eminentemente iluminista. Já Chico Xavier é aquela figura romântica, que psicografava ouvindo Roberto Carlos, e tinha mais como objetivo consolar mães e desalentados do que falar para interlocutores privilegiados.

O espiritismo no Brasil me faz lembrar palavras de Gilles Deleuze sobre o cinema no Terceiro Mundo: ele serviria para criar uma memória para o mundo. O cinema europeu nunca faria isso, já que suas reivindicações de identidade são as do cidadão branco médio, de cultura conservadora e horizontes previsíveis. Se existe uma memória do mundo ela não está nos chamados países desenvolvidos. Igualmente, no Brasil qualquer movimento da cultura (o espiritismo não é nada mais do que isso) tem que estar atrelado às questões sociais do país e todo o chamado “pensamento crítico brasileiro”, de Capistrano de Abreu e Manoel Bomfim até Ruy Mauro Maurini e Haroldo de Campos, só tem validade caso sirva para ser essa denúncia e esse pensamento sobre si que cria uma memória para o mundo.

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Nesse sentido, como é exemplificado na “trilogia das luzes” ou (inconscientemente) “lulista” de Robson Pinheiro, fora qualquer consideração a respeito de sua capacidade pessoal ou intelectual (que demonstrou ter dentro de determinados parâmetros), infelizmente ele não se mostrou a altura daquela imensa universidade que talvez tenha visto em sonhos. Era o povo mais pobre tendo acesso não só a possibilidade de desenvolver de forma mais ampla seu pensamento crítico, como também se capacitando para exercer novas profissões, algo inadiável com a plataforma para o futuro que se abria com os governos do PT.

De certa forma, o médium se mostra como a parte perdedora desse imenso retrocesso social que vivemos. De origem pobre, é vítima das carências que sem sucesso procurou identificar em livros mais antigos, sem ter sido suficientemente beneficiado dos valores que timidamente reconheceu. Ele é mais um retrato do que um agente da moral de escravos que assaltou o poder.

Como diz a moral nietzschiana, os chamados senhores são escravos por serem reféns do ressentimento e da má-consciência. Os senhores, os homens livres, são a minoria. A luta das minorias é a luta pelos valores verdadeiramente nobres ou “aristocráticos”, se é que esses podem ser denominados assim. A chamada “maioria”, imbuída do espírito de negação (o éthos do século XIX, sua sofisticação, “preferir desejar o nada do que nada desejar”), age de modo vingativo e destruidor, ou seja, procura entorpecer a dor, suas frustrações pessoais, através de uma forte descarga de afeto. Como as manchetes grotescas dos jornais, tudo isso é extremamente contagioso.

O caso Robson Pinheiro é como o daquele cidadão desavisado num ponto de ônibus que vê uma vã passar em baixa velocidade, com as portas abertas, e embarca. Mas a vã não tem motorista, está vazia. É de origem e destino altamente duvidosos. Trem fantasma.

O fenômeno “espiritismo de direita” é a normalidade de um Brasil doente, decadente, vítima do mesmo mal do século XIX, o niilismo. Atualmente, por causa do desenvolvimento tecnológico, chega a adquirir características apocalípticas frente a uma realidade cada vez mais complexa, oxalá mais justa e soberana, que se avizinha.

Rogério Mattos: Professor e tradutor da revista Executive Intelligence Review. Formado em História (UERJ) e doutorando em Literatura Comparada (UFF). Mantém o site http://www.oabertinho.com.br, onde publica alguns de seus escritos.

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19 comentários

  1. Pois é

    O que facilita essa passagem à direita mais tosca é que o espiritismo é, na sua origem, de direita. Basta ler ‘A Gênese’, de Kardec – especialmente o capítulo XI. De fato, religiões reencarnatórias tendem, por default, à direita.

    • Tente ler outras obras de Kardec.
      Amigo, leia as demais obras de Kardec, em especial “O Livro dos Espíritos” ou “O que é o Espiritismo”, e verá que as ideias sociais e humanistas de Kardec já eram bem aguçadas naquela época. Não creio que o Espiritismo possa ser enquadrado de um lado ou de outro, mas com certeza de direita (essa direita tacanha, como diria Darcy Ribeiro) ele não é. Recomendo também o livro “Ideias Sociais Espíritas” de Cleusa Colombo, que que retrata as origens do Espiritismo na França e no Brasil, com enfoque no envolvimento espírita nas questões sociais, inclusive citando ideias de Kardec para fundamentar a proposta do livro. Forte Abraço.

       

      • Olá.

        Li algumas outras coisas sim. E convivi bastante com a comunidade Brasil afora. Nada de mal vi. Mesmo pelo contrário.

        Não tenho problemas com a direita não tacanha. Keynes, FDRoosevelt e a social-democracia nórdica são muito interessantes.

        Meu ponto é que, se emprestarmos atributos anteriores aos que acabaram de nascer, estamos fadados à direita. Nesses modelos reencarnatórios, as pessoas não nascem iguais: trazem histórias. Podemos gerenciar essas histórias ao longo da vida, mas há uma diferença obrigatória na origem. Considero moralmente inaceitável.

        De qualquer forma, grato pela resposta, abraços.

  2. Tentei ler o livro

    Tentei ler o livro “Nefillins” do Robson, na boa é uma puta picaretagem, ele é Dan Brawn brasileiro. Ele pega a fabula súmeria dos Anunakis, já estudada pela arqueologia de forma cientifica, romanceia, coloca alguns delirios e vende como revelações espiritas. Com todo respeito a grande maioria dos espiritas apesar de ler muito, lê apenas um repertório, o conhecimento é limitado, caem em qualquer conto basta dizer que foi psicografado…

    E na realidade Robson Pinheiro não se perdeu ele se achou isso sim, achou um nincho de mercado para sua “literatura”…cara é uma grande sacada…desde 2014 uma galera ganhou grana com o ódio ao PT, Lula , DIlma…e como um grande empreendedor aproveitou a sazonalidade do momento para enganar troxas e investiu. 

  3. O Norte, sempre.

      Sinceramente , não vejo o Espiritismo sendo de direita ou esquerda . A deturpação ,ou orientação , como queiram , vem das pessoas com a sua visão pré concebida. Continuo a ter como Norte, Francisco Cândido Xavier ,onde as suas obras não tinham viés à esquerda ou direita . A simplicidade ,a fé em Deus vindas dos seus ensinamentos mostravam que o Espiritismo e as demais religiões , são boas . O que as deploram , são o Orgulho ,pai da Vaidade e mãe da Ambição , tendo como origem o sêr encarnado.

    • Espiritismo de direita?

      Ao meu ver, esse “endireitamento” de espíritas tem tb muito a  ver com autopreservação.

      Percebendo a direção dos ventos na Terra da Santa Cruz, ora sob crescente influência de seitas neopentecostais afeitas a “expurgo  de infiéis”,  “não convertidos” de maior visibilidade tratam de ajustar os seus discursos para escapar da fogueira.

      • .

        Que fogueira? Cara palida…

        Quem realmente entendeu a filosofia espirita, não trata de adotar o proselitismo, nem quer convencer ninguem.

        A verdadeira batalha é vencer a si mesmo. Conhecereis a verdade e ela vos libertara.

        O maior inimigo do homem é o próprio homem. Atraves das fraquezas que as obsessões se instalam e levam a criatura a miseria e a derrota.

        Este negócio com Jonh of Good é um ensinamento, mostra que ninguem esta livre de cair nas proprias armadilhas, criadas pela propria pessoa.

        No mais o que esta escrito no meu texto expressa muito bem que adotar o vigiar e orar, com sinceridade é sinal de inteligencia.

        Qto a não misturar a filosofia religiosa com as coisas materiais é impossivel, porque ambas andam juntas, intrinsecamente.

  4. O cara pra ser médium precisa

    O cara pra ser médium precisa ter uma predisposição orgânica pra isso e só. Então não vamos confundir médiuns com Doutrina Espírita ou Espiritismo se quiser, são duas coisas completamente diferentes.

    Espiritimos é uma doutrina calcada na ciência, filosofia e na moral. Bem entendido moral como uma regra de bem proceder em observando as leis da natureza.

    Médiuns indivíduos que apresentam uma predisposição orgânica que permitem aos espíritos produzirem no mundo material dois tipos de manifestações: físicas e intelectual. Física, movimentação de objetos, ruídos e etc. Intelectual manifestar uma idéia.

    Médiuns você pode encontrar internados como loucos nos hospícios, presos nas cadeias, extorquindo dinheiro em templos, como professores, médicos, lixeiros e etc.

    • No espiritismo, ou ao menos

      No espiritismo, ou ao menos no espiritismo de Alan Kardec não existe ciência. Os espíritas, desde Kardec nos tempos de sua Revue Spirite preconizavam que sua doutrina reunia “religião, filosofia e ciência”. Ocorre que a ciência verdadeira tem como norte o princípio da falseabilidade e portanto, rejeita qualquer verdade como absoluta. Assim sendo, qualquer afirmação dotada de lógica e construída a partir da observação é válida até o momento em que é superada por outra melhor. Como o espiritismo é ancorado por axiomas (verdades não negociáveis, perenes), não pode ser enquadrado como ciência.

      Resta-lhe filosofia e religião. Como filosofia é um arremedo espiritual do positivismo contiano, este muito melhor escrito e argumentado. Resta-lhe a religião que, como sabemos, é território para quaisquer teorias e histórias.

      • Espíritismo como ciência

        Espíritismo como ciência experimental William Crookies tem trabalhos na área. Sabe quem foi William Crookies? Quero ver vc dizer que ele não é cientista.

        Filosofia leia o Livro dos Espíritos.

        Kardec nunca disse que Espiritismo é religião. O que ele afirma é que o espiritismo é um ciência e filosofia que geram consequências de ordem moral.

  5. Aceitação-Resignação

    Faz seis anos que a minha mãezinha vive na minha casa. Ela morava com minha irmã em Mairiporã numa chacara, numa madrugada ja debilitada pela idade ao procurar a geladeira de madrugada ela caiu e fraturou o femur. Foi uma madrugada dramatica, chamaram meu irmão em São Paulo que melhor administra estas situações. 

    Bem, pra sintetizar, ela foi trazida para um hospital aqui perto de casa para ser operada. E ai veio viver comigo.

    Começou meu calvario… Estou indo para o sétimo ano nesta convivência de provação.

    Viver com pessoas que possuem doenças mentais degenerativas, é a verdadeira provação.

    Muita vez a gente perde a paciência e se revolta com Deus, com o mundo com a situação, com tudo. Até passei a compreender aquelas descrições dos demonios revoltados no umbral, levantando os punhos com a aproximação dos seres de luz.

    Eu percebi que há muito pouco tempo tambem me revoltava contra as injustiças, enquanto a gente não desenvolver uma Fé robusta em Deus e aceitar que tudo no Universo possui um proposito, permaneceremos nesta situaçõe de desarmonia.

    Não tem jeito, a unica maneira é desenvolver a aceitação. O Espiritismo ajuda neste sentido.

     

    Este tópico é bem apropriado para falarmos alguma coisa, sobre revolta e rebeldia diante da vontade de Deus.

    Os demonios que governam o inferno e grande parte da humanidade, são antes de tudo estes rebelados, muitos possuem grande poder de raciocinio e inteligencia humana. Mas, notem bem, inteligencia humana, perante o conhecimento da espiritualidade de mundos que se encontram mais aprimorados de que a Terra, não passa de inteligência embrionaria. É lhes interdito o acesso a estes mundos, por simples questão de vibração, a vibração predominante nestes mundos, assim como o ar que respiramos aqui na Terra é o amor.

    Infelizmente para estes seres rebelados o amor é o ultimo sentimento que se permitem refletir. Assim como o gaz carbônico mata com o ser que necessita do oxigênio neste planeta, o amor aniquila com estes seres infernais. Por esta razão fogem do amor assim que o pressentem.

    Assim como Jesus evoluiu para Deus sem maiores dificuldades, seres infernais se afastaram de Deus na mesma proporção. Para Deus tanto Jesus como os seres rebelados são filhos amados da mesma maneira.

    Acontece que a distancia que separa os seres infernais de Deus conta-se por milhões de anos luz, e eles sabem disto. Portanto nenhum argumento racional é capaz faze-los mudar de idéia de praticar o mal. Sabem de que é quase impossível deixar a condição em que se encontram.

    Eu consegui um texto de Rochester que é precioso, e muito raro,o personagem do livro,consegue conversar com um destes seres infernais e faze-lo usar de uma sinceridade, dificil de encontrar nesta condição.

    A lição nos serve para cultivarmos a resignação diante da vontade de Deus e aguardar o concurso do tempo que nos dara condições de provar a Deus que somos dignos, finalmente, de lhe servir de instrumento para auxiliar o proximo. Recentemente tive uma inspiração, diante de um momento de dificuldade em aceitar esta vontade, uma voz disse claramente e ai finalmente consegui entender porque deveremos ser pessoas de bem. A voz disse: – Toda vez que vc auxiliar uma pessoa em dificuldade, voce estará auxiliando a Jesus e a Deus.

    É impossível Jesus auxiliar diretamente os sofredores deste mundo, Ele usa das pessoas para auxiliar as pessoas.

    Assim todo ato de bondade que conseguirmos realizar neste mundo o estaremos fazendo para ajudar a Deus e a Jesus.

    Um riso escarnecido interrompeu os seus pensamentos e Supramati olhou temeroso para o ser que representava a encarnação do grande mal, espreitando de forma invisível e imperceptível os humanos para destruí-los.

     

    — Não, não!… Você não está sonhando e os verdadeiros doidos seriam os que se propusessem a tratá-lo – observou Sarmiel. – E agora pergunte o que você quiser!

    — Posso? Então, com a sua permissão, eu gostaria de saber por que você e seus subordinados têm por objetivo fazer o mal? Por que vocês semeiam discórdias e desordens por todos os cantos? Que prazer lhes pode proporcionar o sofrimento dos homens? Por fim, eu gostaria de saber por que vocês lutam contra as forças que governam o Universo, mais poderosas que as de vocês. Por que vocês se insurgem contra as leis inabaláveis que traçaram o caminho ao espírito através de todos os reinos da natureza, cujo objetivo é a perfeição?

    — Ora! Você quer saber muito!

    Mas antes de responder, eu quero lhe fazer uma pergunta difícil.

     Por que, então, o poder superior e a perfeição criam seres imperfeitos, obrigam-nos a elevar-se até o protoplasma de um arcanjo, através de milhões de mortes, a padecer em função de seus instintos, cujo germe foi concebido junto com eles, e a torturar-se com todos os sofrimentos possíveis da alma e do corpo?

    A que aspiram eles através dessa agonia infinita? À perfeição, como à bem-aventurança suprema? Vaga promessa de uma felicidade duvidosa! Como se fosse tão desejável alcançar a harmonia, que representa, sob a máscara de imparcialidade e amor à humanidade, nada mais além do que uma profunda indiferença e egoísmo empedernido.

    Nós nos insurgimos contra essas leis implacáveis que prometem alegrias remotas e desconhecidas, enquanto sentenciam, de antemão, as infelizes criaturas aos sofrimentos inumanos – elos inquebrantáveis de uma corrente infinita, geradas imperfeitas e escravas do trabalho sem fim, que a força criadora suprema dirige autocraticamente.

    Agora eu lhe responderei, sem vacilar, por que nós lutamos contra as forças muito mais poderosas que as nossas.

    É porque nós estamos no limite do desespero. Nós não podemos contar com o senhor invisível que nos criou. Ele não tem misericórdia com suas criaturas – somente a indiferença de um factótum, semelhante a uma máquina infernal que arrasta não se sabe para onde a humanidade enlouquecida, cujo coração e inteligência sempre esbarra no incompreensível.

    “Por quê?!”

     

    Agora… É importante saber diferenciar aas coisas. Este tal de Robson Pinheiros pode ser tudo, espiritualista, mistico, mago ou feiticireiro. Mas Espirita não é. Não vou mais cansar os leitores e explicar porque. É óbvio. É só comparar Chico Xavier e ele.

     

    Qto aos adeptos do discurso socialista só digo o seguinte. Voces nunca, jamais, conseguirão continuar implantando o que pretendem pela simples razão de serem mais incoerentes e contraditórios do que os Donos do Poder de que tanto criticam e que permitiram que chegassem ao Poder, por um pequeno espaço de tempo, diga-se de passagem, desde o advento da era industrial e que agora chega ao fim.

     

    Mataram Deus. E não colocaram nada no lugar a não ser a revolta e a rebeldia.

    Dentre os que lutam pelo Poder o povo não conta. As ideologias são ferramentas da guerra. Os fins justificam os meios. E ai não tem santo, estão todos no mesmo saco.

    Todos discursos interminaveis da social democracia, do socialismo e do comunismo estão chegando a um final melodramatico. A proposta pos revolução industrial de tornar um mundo socialmente justo e igualitario vem sofrendo de anemia por simplesmente estar impossibilitada de alimento. As massas humanas que sustentavam tais propostas, foram definitivamente cooptadas pelo canto da sereia da possibilidade de viver com certo conforto, mantendo o mundinho particular inalterado. O ser humano é extremamente conservador naquilo que o mantem vivo. É aquela coisa, estamos resignados em viver na pocinha do charco e a unica coisa que esperamos é que não se faça marola para evitar que engulamos a lama que nos sustenta.

    Desde Adão e Eva o ser humano mudou muito pouca coisa.

    A utopia socialista tentou vender um mundo do qual se poderia conservar esta tendencia de estagnação espiritual, conquanto que se mantivesse no poder os camaradas, off course. E ainda por cima impondo uma sociedade laica. Mataram Deus. O “altruismo” socialista, seria suficiente para manter o Shangrila de nossos sonhos.

     

    Terradois. Revolução 4.0. Matrix. Estações em orbita da Terra onde a elite planetaria realizaria seus sonhos de conforto.

    Enquanto isto o homem… O velho homem arrastando na superficie sua vida de miseria.

    Pois é… Mataram Deus. Recorrer a que nestas alturas do campeonato.

    Revoluções são coisas ultrapassadas. Do passado.

    • Vocês não tem vergonha não?

      Vocês não tem vergonha não? de ficar misturando assuntos espirituais, transcedentais…seja lá o que for…

      com teorias economicas e politicas? Qualquer conceito economico, politico e social, seja o nomade, feudal, escravista, capitalista, socialista…foram desenvolvidos pelo homem, de acordo com seu tempo e demandas da sociedades de cada periodo.  Que porra que o espiritismo tem que ficar delirando sobre,  coisas terrenas?

      Robson Pinheiros pode não ser espirita mas a grande maioria de trouxas que cai no seus contos são. Amigo esse teu argumento de socialismo é utopico e não deve nem se tentar, é um grande cliche. Falavam o mesmo no século 18 quando se propunha..Republica como regime de governo, falavam a mesma coisa quando se propôs abolir a escravidão, mulher votar….

      E corrija-se por favor, os primeiros a propor laicidade do estado foram os protestantes.

      Os espiritas tem que parar com essa palhaçada de usarem sua fé e convicções pessoais, para tentar justificar todas as cagadas do mundo.

  6. o espiritismo

    sou espirita, praticante ´mais de dez anos, e vivo em estudos continuos para tentar compreender o que é ser espírita, que no meu entender é praticar a caridade e o amor ao proximo ensinado por jesus, e aprimoramento moral de mim mesma acima de tudo entender quem sou e ser melhor hoje do que fui ontem, antes de eu falar ou julgar o outro, olhar pra mim mesma, minhas atitudes e defeitos o que ja é bem dificil.fazer sempre o meu melhor que posso ser. é isso que eu queria deixar aqui como reflexão, vamos cada um a seu modo sermos melhores a cada dia e pelo menos tentar entender a Lei do Amor que Jesus veio nos ensinar para o nosso melhor e do proximo e nao tirar proveito em nosso favor.tudo que for contrario a isso nao é espiritismo

     

    é isso!!!

  7. Esse artigo é totalmente parcial escrito por um socialista. Simples assim. Socialismo anda em lado contrário ao espiritismo e demais religiões cristãs.

  8. + comentários

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