9 de junho de 2026

Toffoli mostra subserviência a militares nos EUA

Em palestra a empresários, ministro do STF diz que Argentina ficou “presa no passado” por conta das punições a criminosos da ditadura
Foto : Carlos Moura

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a Argentina por punir os militares responsáveis por torturas e assassinatos durante o governo militar no país.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Nós não podemos nos deixar levar pelo que aconteceu na Argentina”, disse Toffoli a empresários durante evento em Nova York.

Para o ministro do STF, o país vizinho ficou “preso no passado”, “sem conseguir se superar”.

Vale lembrar que o ministro é o relator da ação que questiona a validade da Lei da Anistia para os agentes que torturaram e mataram durante a ditadura brasileira.

Tal fala pode ser interpretada como mais um sinal de subserviência de Toffoli aos militares brasileiros. Como lembra o jornalista Bernardo Mello Franco no jornal O Globo, Toffoli começou a se aproximar dos militares durante a campanha eleitoral de 2018, que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro (PL) para a presidência.

Entre outros sinais de proximidade de Toffoli com os militares brasileiros, está a aproximação do general Villas Bôas e a nomeação de dois generais como assessores – sendo que um deles, Fernando de Azevedo e Silva, chegou a virar ministro no governo bolsonarista.

Leia Também

MPF defende exclusão de crimes de agentes públicos da Lei da Anistia

Para Nunca Mais?, por Paula Franco

Viúva e ex-sócia de vítima da ditadura militar vêm ao Brasil

MPF questiona doação de material sobre memória da ditadura militar

Os horrores da Ditadura Militar do ponto de vista das mulheres que lutaram por democracia. Assista

Caminhada do Silêncio lembra vítimas da ditadura militar e do Estado brasileiro

Governo Bolsonaro age para recontar história da ditadura militar

Justiça para os crimes da ditadura militar no Brasil: antes tarde do que nunca, por Nadejda Marques e Manoel S. Moraes de Almeida

Não é o governo que nos pauta, mas, sim, a nossa história, por Francisco Celso Calmon

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Paulo

    16 de novembro de 2022 2:03 pm

    Não é ele que recebeu o epitomo de ” O Frouxo” ? Certamente merece um complemento que faça maior justiça a sua ausência de outras qualidades que – na minha geração – se dizia da falta de Hombridade

  2. ADALBERTO SIDNEY HAJMASY FALSETTI

    16 de novembro de 2022 4:56 pm

    Nossos Hermano só vivem o ódio na cabeça azeitona desse traíra que com certeza tem o rabo preso com os militares. Onde Lula estava com a cabeça quando o nomeou? Se Julio Strasera estivesse vivo, morreria agora de vergonha alheia.Melhor nem falar das famílias dos nossos torturados e desaparecidos.Toffoli é um verdadeiro sacripanta.

  3. Marcos Rossi

    16 de novembro de 2022 5:54 pm

    Não se trata de vingança, é uma questão de justiça que sempre é tardia. A justiça não pode acalentar perdão para o imperdoável, aquilo em que as vítimas sequer tiveram a menor chance de defesa. A aparência de tranquilidade do presente carrega o sangue inocente, calado, reprido e que nenhum magistrado pode se dar ao luxo de ser pacifista com o sangue alheio. Os que sofreram o ardor das atrocidade cometidas é que clamam por justiça que deve ser atendida ao mais duro golpe da lei, para que nunca mais se repita. Não havendo justiça que pune, haverá sempre um braço armado civil disposto a compensar…

  4. AMBAR

    16 de novembro de 2022 6:17 pm

    Toffoli,não sabemos se ele é um excelente medíocre ou medíocre por excelência. Vamos aguardar com serenidade os rumos do ministro, que mesmo abrigado pela toga, não se furtará ao destino do traidor, que indigno e ingrato insiste se manter na corte como se a merecesse.

Recomendados para você

Recomendados