5 de junho de 2026

Os caminhos para o crescimento da China, por Luís Nassif

O Conselho de Estado chinês, em sua última reunião, decidiu-se por políticas macroeconômicas mais flexíveis para estimular a demanda efetiva.
Reprodução vídeo

O crescimento da China foi baseado em alguns motores, renovando-se sucessivamente.

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O primeiro motor foi a criação de zonas de exportação e tornar-se o chão de fábrica do mundo, não apenas para bens de baixa tecnologia, mas para produtos de alta tecnologia.

À medida em que foi sendo criada uma mão-de-obra urbana, o segundo movimento foi de urbanização e fortalecimento do mercado interno. E agora?

Permanece a sombra da crise imobiliária, que vitimou a principal empresa chinesa, a Evergrande. O último balanço demonstrou perdas líquidas de US$ 66 bilhões e US$ 15 bilhões, respectivamente, em 2021 e 2022. 

A bolha imobiliária foi furada quando o governo chinês definiu regras em 2022, limitando os limites de dívida para cada incorporador. A medida provocou uma crise de liquidez na Evergrande. À medida em que os financiamentos evaporaram, a empresa deixou projetos inacabados, atrasou pagamento de fornecedores, espalhando os problemas por todo o mercado imobiliário.

O crescimento abaixo das expectativas foi atribuído à crise imobiliária. O setor responde por um quarto da economia chinesa. Houve queda também no ritmo das exportações e o país enfrenta a ameaça de uma deflação. Um índice de preços de casas chinesas mostrou uma queda de 2,2% em relação ao ano passado.

A resposta do governo chinês foi um pacote de apoio ao setor até o final de 2024. As medidas incluem reduzir o valor do pagamento à vista e taxas de juros menores, visando garantir a entrega de casas concluídas aos compradores.

Fu Linghui, porta-voz do Departamento Nacional de Estatísticas, apresentou três pilares para a nova etapa: modernização industrial, desenvolvimento robusto da economia e o impulso para uma transição verde.

Apesar de ter registrado um crescimento graúdo – de 6,3% ano ano – a expectativa geral era de um crescimento de 7,3%. Mesmo assim foi uma vitória, considerando-se o novo normal da demanda externa a interna.

Um dos setores mais promissores, de veículos elétricos, registrou vendas de 3 milhões de unidades no primeiro semestre, crescimento superior a 30%. 

Esse movimento foi facilitado pelas decisões do Conselho de Estado. Na última reunião executiva, em 6 de julho, decidiu-se por políticas macroeconômicas mais flexíveis para estimular a demanda efetiva, fortalecer e otimizar a economia real.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. ed.

    19 de julho de 2023 2:33 pm

    Enquanto isso, nosso braZil vai tropeçando, subindo barrancos e caindo em abismos…há séculos! A China, em cerca de 30 anos, cresceu de um PIB menor que o nosso na década de 1990 já para o maior do mundo em PPP), quando aqui optamos pelo assombroso neoliberalismo na veia. Seria bom começarmos a nos comportarmos como um dos países geograficamente mais ricos do planeta…antes que ele acabe.

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