Um desastre chamado Banco Central

 
O dia em que se fizer o inventário da atuação do BC na gestão Alexandre Tombini, provavelmente se terá o retrato de uma das mais desastradas gestões da história pós-estabilização, só superada pela de Gustavo Loyolla e seus 45% de taxa básica ao ano.
 
Desde o primeiro governo Dilma, avaliações incorretas do BC sobre a economia comprometeram a política econômica e ajudaram a jogar a economia nesse buraco.
 
O erro fundamental foi a reversão da política monetária em fins de 2012, voltando a subir a Selic justo em um momento em que se iniciava um remanejamento dos investimentos – dos fundos de pensão e dos grandes gestores de fortunas – em direção à infraestrutura e a investimentos de longo prazo.
 
A reversão da Selic pegou todos no contrapé, especialmente os gestores de fortuna que, entusiasmados com o sucesso das políticas anticíclicas de 2008, convenceram seus clientes a apostar no longo prazo.

 
Sabe-se lá qual cenário foi soprado no pé de ouvido de Dilma para essa mudança de rota. Mas no início de 2013 fiz uma longa entrevista com ela para tentar entender seus motivos. A explicação que a convenceu foi a de que o FED (o Banco Central norte-americano) em breve iria começar a aumentar as taxas de juros, provocando uma fuga de capitais externos do Brasil. A alta da Selic, portanto, seria preventiva.
 
O grande operador de mercado é o que consegue intuir melhor a linha de médio prazo da economia real e identificar os chamados fatores de volatilidade. Tendo clara essa linha,  vai dando bicadas nos pontos fora da curva, acentuados pelo superdimensionamento de eventos políticos ou econômicos, sabendo que mais cedo ou mais tarde o mercado volta para a linha principal..
 
O quantitative easing teve o mesmo papel para o mercado do “bug do milênio” para o setor de informática: aumentar a volatilidade através do pânico para faturar em cima do medo, ajudando a ampliar as oscilações.
 
Não havia nenhuma base séria para se acreditar em mudança radical no FED. Dada a fragilidade da economia mundial e norte-americana, as feridas ainda abertas dos mercados e do sistema bancário, e aos enormes impactos das decisões do FED na economia mundial, nenhum analista de fôlego apostaria em inflexões bruscas em sua política monetária. Mas o douto Banco Central do Brasil preferiu acreditar nas marolas do mercado.
 
Conclusão: a política monetária do BC brasileiro sofreu mudança brusca de rota, enquanto a política monetária do FED até hoje segue sem alterações.
 
Os cenários pós-eleições
 
No pós-eleição, repetiu-se o mesmo erro baseado em fantasias absurdas.
 
Para convencer Dilma a adotar políticas fiscais pró-cíclicas, que obviamente aprofundariam  a recessão, o ex-Ministro da Fazenda Joaquim Levy apelou para estudos do Departamento Econômico do BC sustentando que seria necessário um sacrifício mínimo do mercado de trabalho para se derrotar a inflação.
 
Em março, na entrevista dada a blogs, Dilma dizia que “o pior já passou”. Qualquer analista, com um mínimo de experiência sobre os humores da economia interna, com um mínimo de informações sobre a economia real, e de experiência histórica, sabia que a crise mal tinha começado.
 
Depois do desastre consumado, o BC divulgou novos trabalhos retificando as projeções otimistas.
 
O terceiro erro foi a manutenção da política monetária, mesmo após a divulgação dos dados do PIB mostrando uma economia desabando.
 
A carta formal de explicações pelo fracasso no alcance das metas de inflação é um clássico contemporâneo dos cabeças de planilha. Como justificar elevação – ou mesmo manutenção da Selic nos atuais patamares – com a demanda desabando, o PIB caindo, o desemprego em vias de explodir?
 
O relatório se valia dos dados existentes (passado) para admitir a queda do PIB – mesmo porque eram fatos. Para justificar a política de elevação da Selic, valia-se de suposições, meras suposições – não alicerçadas em nenhum dado quantitativo, nenhum conjunto de fundamentos consistentes – de que a economia iria melhorar.
 
A convicção era tão precária que, mal saíram as projeções do FMI, Tombini jogou a toalha e endossou suas previsões de que a recessão continuaria. E na véspera da reunião do Copom! Como entender que uma instituição internacional, que tem por obrigação analisar a economia de TODOS os países do globo, tenha mais convicção sobre a economia brasileira do que o BC, com uma enorme equipe de PhDs dedicando-se exclusivamente a estudar o Brasil?
 
As razões dos erros do BC
 
Vários fatores explicam essa sucessão de erros.
 
O primeiro, o próprio enfraquecimento da discussão macroeconômica brasileira, com os economistas de mercado tornando-se o único referencial da mídia e do BC.
 
O segundo, no fato de se ter entregue o BC à corporação
 
Em princípio, nada contra. Em outros tempos, a Sumoc e, mais tarde, o BC, teve papel relevante em momentos cruciais da história conduzida pela nata do funcionalismo público brasileiro da época. Mas eram técnicos que transitavam por todos os setores da economia, até por sua ligação original com o Banco do Brasil.
 
O BC atual foi vítima de um conjunto de erros.
 
O mais relevante foi subordinar toda a análise econômica a uma única linha de pensamento, cm interlocução exclusiva com o mercado. Como resultado, tocavam a economia brasileira com o manual de funcionamento da economia norte-americana. O FED mantém nas suas agências estaduais e na central compartilhamento de informações com setores da economia real discussões entre economistas de linhas econômicas diversas sobre problemas reais.
 
O BC brasileiro regrediu, tornou-se vítima de um vício de gestão já superado em empresas modernas, de cada departamento definir metas para si independentemente dos resultados de sua ação sobre a companhia como um todo. O BC age como se os efeitos da política econômica sobre a dívida pública, o nível de atividade, a queda da arrecadação não fossem problemas dele.
 
Além disso, a insegurança de Tombini fê-lo focar todas as discussões exclusivamente no sistema de metas inflacionárias – que ele ajudou a desenvolver – em si. Seu conhecimento restringe-se à literatura econômica norte-americana. E a insegurança de Dilma fê-la espanar o recurso à dúvida. Porque a dúvida exige compreensão, para justificar a decisão.
 
A entropia do BC foi de tal ordem que seus PhDs sequer se deram conta de uma correlação óbvia, brandida por eles próprios:
 
1. Seundo eles, não se pode reduzir os juros enquanto a parte fiscal não for equacionada.
 
2. Juros elevados derrubam a arrecadação, inviabilizando qualquer possibilidade de ajuste fiscal.
 
3. Sem ajuste fiscal, os juros têm que continuar aumentando.
 
E como é que se sai desse círculo vicioso? Simplesmente admitindo que, com o PIB despencando, com a demanda despencando, teria que rever a política monetária.
 
Precisou o alerta do FMI para o BC começar  a despertar.

116 comentários

  1. O “perdidão”

       A partir do momento que uma simples constatação do FMI,  um orgão planilheiro e conservador, em 48 horas, modifica unanimemente uma posição, a qual o “mercado”, com anuência do BC, já tinha definido como “altista” ( o papo da Tatiana Santander, no post anteiror , é  furado, estava alavancada em 0,50%, amanhã vai ter que vender para recompor, só alguns operadores estavam posicionados em + 0,50, a maioria estava nos + 0,25% ), alem de mostrar insegurança, não apenas do Tombini et caterva, mas do Governo, com relação a sua politica monetária, e os agentes ( o famigerado “mercado” ) irão cobrar a “fatura”. ( amanhã/hoje, não se trocará “chumbo”, vai ser “ferro”, “barata voa” ).

        A insegurança de Tombini ficou patente ontem, em suas extemporaneas e inéditas falas, e agora ele parece alem de um “pau mandado” da Sra. Rousseff , como tambem um banqueiro central conduzido pelo FMI, que está certo, mas um chefe de politica economica, jamais pode parecer fraco ; enviar expectativas ao mercado, menos de 24 horas de uma descisão importante, deveria até ser motivo de avaliação pela CVM.

         Eles despertaram ? Espero que sim, mas não acredito, apenas agiram sobre pressão, pela leitura dos “malvados” do Mercado, ele fraquejou, se submeteu a Dilma, ao FMI, portanto independente do provavel acerto macroeconomico da medida, ele perdeu a confiança.

    • No tempo …

        No meu Tempo de conhecimento, não conheço um presidente de BC no Brasil que seja bom, todos foram criticados, ou por que antecipavam sua decisões ou por que não tinham credibilidade.

         Um dos grandes problemas do Brasil é que o BC brasileiro, trabalha sempre antecipando sua decisões, as apostas não são apostas, o que Nassif falou concordo em parte, Dilma “forçou a queda de Juros”, depois o Trobine para recuperar a “credibilidade” aumentou, então Credibilidade é apenas aumentar Juros. 

  2. Nassif,
    Vc é um crítico do

    Nassif,

    Vc é um crítico do Presidente do Banco Central Alexandre Tombini, do ex-Ministro da Fazenda Joaquim Levy, do Ministro da Justiça Cardozo etc.

    Por que então defende o governo Dilma?

    Afinal, essas pessoas são o governo Dilma.

  3. Alexandre Schwartsman, uma palinha

    O UOL fez um A FAVOR e CONTRA, sobre a manutenção da Selic. Coube ao plantonista da GloboNews defender, claro, a elevação da taxa. Ele quer a paz dos cemitérios:

    – Contra: subir os juros faria a inflação cair

    O economista e ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman diz que a inflação de 2015, afetada por preços controlados pelo governo e alta do dólar, é passado, e que a alta dos juros poderia, sim, ajudar a segurar a inflação neste ano.

    “O BC não pode fazer rigorosamente nada contra a inflação que já passou. A questão é a inflação de 2016 e de 2017”, diz.

    A alta dos juros, segundo Schwartsman, faria cair a expectativa de inflação e, consequentemente, a inflação em si.

    “Suponha que um empresário vai definir, no início do ano, o preço do seu produto. Se ele acha que a inflação no ano vai ser de 10% [expectativa de inflação], acaba embutindo esses 10% no preço final”, diz.

    Se o BC tivesse subido os juros, o consumo cairia ainda mais. Então, segundo Schwartsman, o empresário não repassaria a expectativa de inflação para o preço ao consumidor. “Se repassasse, ele simplesmente não conseguiria vender”. Assim, a inflação diminuiria.

    ***

    O Shwartsman foi demitido do Santander após seu envolvimento e militância na campanha presidencial de 2010. Posteriormente, também demitido do Valor Econômico, sobrou a Folha e a GloboNews, onde dá plantão. Meu filho tem um grande amigo que trabalhou no Valor, na área administrativa, mas próximo da redação. Ele conta que o conceito do professor de Deus é tão alto que a redação do Valor é terminantemente proibida de citá-lo como fonte em qualquer artigo. 

  4. Claro, a culpa é do Tombini,

    Claro, a culpa é do Tombini, do Levy, do Paulo Bernardo, do Mercadante, do Cardozo…

    Nunca é de quem tem a caneta para colocar o cara errado, na hora errada, no lugar errado…

    Estamos vivendo o pior governo em termos economicos desde o fim da ditadura… Dilma consegue ser (muito) pior do que Sarney e Collor.

    Maaaaas… A culpa é dos ministros, ne….

    • Meu caro, os ministros você pode mudar com as críticas,

      Mas o presidente não, pois precisa de uma nova eleição, a menos que se utilize outra ferramenta que não se chama eleição mas golpe.

    • Tá faltando neurônios

      Ou não lembra mais o que FHC aprontou. Juros de 45% por que teve crise na Coreia, México ou Russia. Estamos na maior crise mundial desde 1929! Ou acha que é apenas crise no Brasil?

      • Claro, a culpa é da crise…

        Claro, a culpa é da crise… O mundo inteiro decresceu -4% em 2015, e vai decrescer -3% em 2016, não é mesmo…?

        Lembrando que a crise começou em 2008, e já em 2010 o Brasil cresceu 7,5%, antes da incompetenta chegar ao poder.

        É incrivel como militonto só sabe repetir as mesmas desculpas do governo (Dilma é a primeira a culpar a “crise”) e ainda assim se acha muito esperto para acusar os outros de não ter neurônios…

         

        • Estranho foi FHC

          Choramingar sua incompetência ao Clinton acusando evasão de divisas brasileiras pela crise no México. Ou também não assitiu a esta gravação Coxinha. Criticar a Dilma até eu faço, fingir que esqueceu a merda que FHC fez a este país é muita conivência e mal caratismo sua bicudo!

          • Prezado, FHC é de outra

            Prezado, FHC é de outra década.

            Por favor, pare de justificar o erros atuais, com erros das décadas passadas.

            Funcionario publico justifica tudo da seguinte maneira:

            “Quando eu cheguei ja era assim…”

          • Ah é ?

            E não é analisando o passado que se pode escobrir onde erramos ? s/partidarismos. O sr. é médico ? é daqueles que fazem ou não um histórico da vida do paciente para tentar identificar a raiz dos problemas atuais e não simplesmente, como muitos fazem, dar um remedinho para eliminar a dor?

    • Nunca é de quem tem a caneta ….?

      A caneta da Dilma é forte e responsável!

      Quem assina, mas que a firma não vale nada, é o Temer, como aconteceu com as pedaladas fiscais que ele pessoalmente assinou.

  5. A saída está aqui
    Lula se reúne com Belluzzo e Delfim para discutir crise econômica

    A perspectiva de aumento da taxa de juros foi objeto de crítica durante almoço com ex-presidente

     PUBLICADO EM 19/01/16 – 19p0 FOLHAPRESS

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça (19) com os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo, em busca de propostas para recuperação da atividade econômica. A perspectiva de aumento da taxa de juros foi objeto de crítica.

    No almoço – que também contou com a participação dos jornalistas Franklin Martins e Mino Carta -, Lula manifestou preocupação com a estagnação econômica e disse que “a economia precisa crescer”. “Sem isso, nada se resolve”, afirmou o ex-presidente.

    Na reunião, a avaliação foi de que a situação requer pressa. O grupo discutiu a adoção de um programa de infraestrutura, com reequilíbrio estrutural do orçamento.

    Na conversa, o jornalista Franklin Martins defendeu que esse plano seja acompanhado de uma política mais eficaz de comunicação com vistas à aprovação das propostas no Congresso Nacional.

    Lula tem dito a interlocutores que a reação na economia é fundamental para que o governo debele a crise política. O anúncio de um programa poderia dividir espaço com o debate do impeachment no Congresso Nacional.

     

  6. O BC (Tombini) só estava esperando uma Desculpa: O FMI a deu…

    Lendo as Entrelinhas de 3 Notícias: “2016 Pode Surpreender” (Trabuco/Bradesco)…

    E, o BC precisava de uma Desculpa para Recuar de sua Política Monetária Suicida..

    Daí veio o Forecast do FMI.

    Timing Perfeito para o Tombini.

    1. A Oposição (PSDB) será “Motivada” à Convergência (palavra usada pelo Trabuco/Bradesco, abaixo), ou “Acordão” (ou Pizza):

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/01/1731322-justica-aceita-denuncia-sobre-corrupcao-na-petrobras-desde-1999.shtml

    Justiça aceita denúncia sobre corrupção na Petrobras desde 1999

    Saiu, discretamente, sem título, sem subtítulo, quase não se percebe: 

    “Pegaram o FHC com a mão na Petrobrax”

    “Teve que sair da Vara do Não Vem ao Caso (Sérgio Moro – Nota Wong) – PHA”

    2. Os “Sucessores Naturais” da Dilma (Impeachment no Congresso ou no TSE) estão sendo, paulatinamente, “Desidratados”.

    Ou, você acha Coincidência estas 2 Notícias:

    a) Marina (Chapa Alternativa na Cassação via TSE):

    http://oglobo.globo.com/brasil/analise-futuro-politico-de-eduardo-campos-estaria-em-xeque-18509167

    Análise: Futuro político de Eduardo Campos estaria em xeque

    Cotado para 2018, presidenciável, se vivo, teria de enfrentar denúncias na Lava-Jato

    b) Temer (e, o Pós-Cartinha de Amor)

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/01/dilma-e-temer-se-reunem-pela-primeira-vez-em-2016.html

    O último encontro entre a presidente e o vice ocorreu há mais de um mês, no dia 16 de dezembro, quando eles participaram de almoço oferecido pelas Forças Armadas, em um clube de Brasília. Na ocasião, a banda militar que se apresentava executou a música “Amigos para sempre”, o que rendeu inúmeros comentários na internet, principalmente nas redes sociais.

    4. Entrevista do Trabuco (Bradesco) ao Valor.

    Resumo (para os que “não têm Tempo a Perder”…):

    i) OK. Os Bancos acham que a Selic já não precisa Subir;

    ii) Os Nossos Clientes, com a ajudinha da Recessão do Levy/Tombini/Dilma, já estão “suficientemente Asfixiados”, e, já Ganhamos muito Dinheiro Renegociando (ou, no Jargão Financista: ”Reestruturando”) os Contratos de Linhas de Crédito Assinados no Passado (quando a Taxa de Juros era bem mais Baixa que a Atual).

    Claro que “Renegociamos/Reestruturamos/Alongamos” tais Contratos a Taxas bem Mais Altas (Agradecimentos à Dilma que subiu a Selic aos Níveis Recordistas Atuais);

    iii) Se o BC do Gordinho (Tombini) continuar o Aperto, não teremos mais Receitas Novas (isto é, fora as Renegociações/Restruturações, não existe mais a Demanda para Novas Linhas de Crédito, e, se não me engano (rs,…), os Bancos vivem disso e, também, claro, de Tarifas e Títulos da Dívida Pública);

    iv) Os Bancos Estatais (BB, CEF e BNDES) agora, com o Pagamento das Pedaladas, estão Capitalizadas (“Merreca”, uns R$ 72 Bi ou quase 3 Anos de Bolsa Família!):

    a) Então, eles (Bancos Públicos) que deem Crédito para as Pequenas e Médias Empresas, que são, obviamente, os Clientes de Maior Risco;

    b) Isso vai Reativar a Economia, e os Bancos Privados poderão então oferecer Crédito às Grandes Empresas, com Menor Risco…

    v) Portanto, os Bancões Privados (Bradesco/Itaú/Etc.) estão Apostando em “Uma agenda de convergência talvez possa ser a surpresa positiva de 2016”, que nós, Pobres Leitores de Veja/Globo/& Similares, chamaremos, indignados, de “Pizza”…

    Confira:

    http://www.valor.com.br/financas/4400850/demanda-por-credito-e-quase-inexistente-diz-trabuco

    Trabuco: não é tempo de cada um por si

    “O Brasil tem que ser protagonista de sua História”

    Demanda por crédito é ‘quase inexistente’, diz Trabuco

    O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, disse que a demanda por crédito novo na economia é “quase inexistente” e elogiou a nota divulgada pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, sobre as projeções do FMI para o Brasil. Em Davos, onde se preparava para participar do Fórum Econômico Mundial, Trabuco disse ao Valor que a política monetária “tem exercido seu papel” no combate à inflação.

    “A inflação ficou fora do patamar, em grande parte, pelo equacionamento dos preços administrados. O nível de atividade econômica e o nível de demanda de crédito estão muito baixos. Às vezes, você pode aumentar a taxa básica de juros para esfriar a economia, mas ela já está fraca.” Questionado, o executivo não quis comentar especificamente sobre a próxima decisão do Copom.

    Ao lado do economista Octavio de Barros, chefe do departamento de pesquisas econômicas do Bradesco e a quem Trabuco pediu que acompanhasse a conversa, o executivo alertou que a ideia de usar os bancos públicos como instrumento para reativar a economia é correta, mas ressaltou: sem crédito direcionado e subsidiado. Ele disse ainda que a presidente Dilma Rousseff está com a “consciência expandida” para a necessidade de reformas. Leia os principais trechos da entrevista.

    Valor: Há um ano, o senhor dizia em Davos que o Brasil estava em trajetória de resgate da credibilidade, mas houve rebaixamento e recessão. O que deu errado?
    Luiz Carlos Trabuco Cappi: Quando estivemos em Davos, no ano passado, era o primeiro ano do segundo mandato e o ministro da Fazenda tinha compromissos extremamente definidos com relação ao ajuste fiscal. Não teríamos PIB, nem inflação para comemorar no fim de 2015. Poderíamos ter comemorado um ajuste fiscal, mas houve muita ambiguidade no ambiente político. Só temos um ponto muito positivo: a correção do balanço de pagamentos. Olhando para 2016, a mensagem em Davos deveria ser de que a saída para a crise é reafirmar o tripé que dá sustentabilidade à economia: os princípios de política monetária, política fiscal e política cambial.

    Valor: O que acha da ideia aventada pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, de aproveitar o pagamento das “pedaladas” fiscais e usar os bancos públicos na tentativa de reativar a economia?
    Trabuco: Eu acho o mais correto, mas desde que o custo do financiamento esteja perto do custo de emissão do Tesouro. Não temos espaço para crédito direcionado com subsídios. Como se reativa a economia? No ano passado, quando estávamos aqui, o Mario Draghi [do BCE] soltou um afrouxamento quantitativo, mas não reavivou a economia. Temos margem fiscal para fazer política anticíclica? Não. O livro-texto recomenda que haja muito juízo. Não cabem ideias preconcebidas, experimentalismos, nada que comprometa mais nossa previsibilidade. O Brasil tem que voltar a ser previsível.

    Valor: A demanda por crédito nos bancos privados não deve crescer, em termos reais, neste ano. É por falta de demanda?
    Trabuco: Banco existe para dar crédito. Essa é a nossa principal fonte de receita. Posso avaliar pelo Bradesco e também com base em conversas com outras instituições: a demanda é muito baixa, quase inexistente. O maior volume de crédito é de renegociações, reestruturações. Em 2014, o mundo corporativo brasileiro aproveitou uma janela de oportunidade e houve muitos alongamentos. Se pegarmos as carteiras de bonds que vencem em 2016 e em 2017, são números irrisórios. Acelera só em 2018. As taxas eram extremamente favoráveis. O meio corporativo está administrando o impacto da macroeconomia nas suas atividades, isso é inevitável, mas não há demanda de crédito novo. A inadimplência das pessoas físicas não aumentou de forma tão acentuada porque o nível de comprometimento da renda ainda é baixo, quando tiramos os empréstimos de longo prazo, como o imobiliário, mas elas estão mais cautelosas para tomar novos financiamentos.

    Valor: Qual é a sua expectativa para o anúncio da Selic hoje?
    Trabuco: Não gostaria de opinar, mas observamos que a política monetária tem exercido seu papel no controle da inflação. A inflação ficou fora do patamar, em grande parte, pelo equacionamento dos preços administrados. O nível de atividade e o nível de demanda de crédito, como disse, estão muito baixos. Às vezes, você pode aumentar a taxa básica para esfriar a economia, mas ela já está fraca.

    Valor: Foi prudente a comunicação do presidente do BC, Alexandre Tombini, em sua nota?
    Trabuco: A declaração dele foi adequada pelo fato de ter informações que nós, aqui no mercado, não temos. Houve fatos importantes. Um deles foi o relatório do FMI, que mostra como o processo recessivo brasileiro vai seguir de dois para três anos, já que em 2014 tivemos um PIB perto de zero.

    Valor: Mas isso já se pode ver todas as semanas no boletim Focus…
    Trabuco: Talvez o FMI venha a chancelar um pensamento de que o arrocho monetário é sempre adotado para fazer um esfriamento da atividade econômica, mas principalmente pelo canal do crédito.

    Octavio de Barros: Desde a palestra do Tombini no dia 10 de dezembro, na Febraban, os cenários global e doméstico se deterioraram enormemente. Mesmo o relatório de inflação deixa claro que o Copom poderia tomar a decisão quando e se julgar oportuno. Tenho, para mim, que a realidade acabou se impondo. Houve degradação forte nos últimos 35 a 40 dias.

    Valor: O que tem provocado essa degradação agora?
    Trabuco: Me lembrei da poesia “E agora, José?”. E agora, que a China desacelerou e a Europa continua sem crescer? E agora, que o minério de ferro baixou a US$ 40? E agora, que o petróleo caiu de US$ 120 para menos de US$ 30? Pois agora as perguntas estão muito mais evidentes. Não podemos esperar que as locomotivas chinesa, europeia e americana vão movimentar o Brasil. Ou somos a locomotiva de nós mesmos ou perdemos mais uma geração. Precisamos restaurar a confiança porque os investidores ainda estão aí. A liquidez internacional favorece bons projetos. Para aproveitá-la, precisamos voltar à moda.

    Valor: Isso é possível ainda no governo Dilma?
    Trabuco: Hoje o governo aprendeu, com as várias lições do manejo da macroeconomia e da política, que o que está em jogo é o futuro do país. Não cabem voluntarismos, não cabem experimentações. Neste momento cabe tomar providências, cabe o bom livro-texto, uma boa ortodoxia, fazer as reformas. Nos últimos 30 dias, vimos manifestações do governo a favor das reformas previdenciária e trabalhista. A presidente está com uma consciência expandida para esses problemas.

    Valor: Mas o governo tem capacidade de aprovar projetos no Congresso? Aliás, a presidente já escapou do risco de impeachment?
    Trabuco: Não tenho condições de avaliar quais são os desdobramentos do processo político. A crise política deve continuar, tem muitas questões a serem resolvidas, mas não pode entorpecer a sociedade. O Brasil tem que ser protagonista da sua história. As pessoas, os empresários, os políticos têm que ser protagonistas – mas voltados para o bem comum. Há uma passagem da Guerra de Canudos em que o coronel Moreira César perdeu a batalha e se viu forçado a passar o comando para o capitão Tamarindo. Vendo-se diante da confusão, ele olhou um pé de fruto e comentou: “É tempo de murici, cada um cuide de si”. Não é tempo de murici no Brasil.

    Valor: O senhor faz esse trocadilho, mas a oposição também tem pensado só em si?
    Trabuco: Existe uma agenda tópica, que não pode ser rancorosa e nem dominada exclusivamente pela discussão política, mas de convergência. As reformas são indispensáveis. Quem vai usufruir delas não é o atual governo. São os próximos. O Brasil está envelhecendo antes de enriquecer. Já perdemos o bônus demográfico. Ou a reforma previdenciária acontece ou, daqui a alguns anos, teremos um conflito de gerações. As relações políticas estão tão esgarçadas que, resolvendo algumas pendências, talvez seja possível construir essa convergência. Não falo em pacto nacional, nada disso, mas o entendimento em torno de uma agenda. Uma agenda de convergência talvez possa ser a surpresa positiva de 2016.

  7. Rentistas
    Aí você assiste Alexandre Schwartsman na Globo News e nos jornais clamando por mais juros exatamente às vésperas da reunião do Copom. Logo vem à mente (suja) que o rapaz advoga interesses que vão além das razões econômicas.

    • A Globo tem anunciantes banqueiros

      Os anunciantes pautam a Globo e mandam na Globo,. No caso, os anunciantes de peso, são os grandes bancos. Banqueiro só quer saber de aumentar sua meta de lucro, mesmo que para isto tenha de jogar o país no abismo.

    • A Globo dudante 3 dias

      A Globo dudante 3 dias consecutivos na véspera da reunião do COPOM fez reportagem sobre inflação como forma de pressionar o Banco Central a dar mais uma pauldada na SELIC como se a taxa exorbitante de 14% já não fosse o bastante.

  8. O Nassif comprou a dominância fiscal

    Primeiro equaciona o fiscal, depois a taxa de câmbio via juros.

    Eita racionalização a posteriori.

    A verdade é que o BC aumenta e diminui a Selic quando quer e acha conveniente.

    O negócio dele é manter a perspectiva de poder dos que lhe dão emprego.

    Ou seja, faz o que é melhor para o BIS e os BCs do mundo, o resto é historinha da carochinha.

    Comprem ouro.

  9. Um desastre chamado Dilma

    Tombini só faz o que quer, por que a sua chefe Dilma Roussef tem medo de chamá-lo as falas. O Brasil com uma presidente hesitante, e pulsilânime, é como um navio sem leme, vagando numa tempestade, cheia de icebergs por todos os lados.

    A Selic só não subiu hoje por um golpe de sorte. Graças ao FMI ter criticado as asneiras de Tombini, ele recuou, e nos safamos de uma piora na recessão econômica. Dilma pratica roleta russa o tempo todo, desde que assumiu em 2014, e desta vez deu um pouco de sorte.

    • Se você diz antes que vai dar

      Se você diz antes que vai dar errado, enfatiza durante que vai dar errado e confirma depois que deu errado, você está certo. Se fosse fácil, todos diriam antes e durante e não haveria depois. 

  10. O cenário mudou radicalmente, Copom não

    Nenhum dos cenários projetados pelo Copom em dezembro de 2014 se confirmaram, e mesmo assim o Copom insistiu em manter a atual politica de extremo aperto monetário.

    Em dezembro de 2014 quando o Copom iniciou o processo de aumento de juros o BACEN projetava crescimento do PIB de 0,6% para o período de quatro trimestres encerrado em setembro de 2015.

    Mesmo com a queda significativa no ritmo da atividade econômica e das projeções para 2016, o Copom continua tentando derrubar a demanda para controlar a inflação.

    Do ponto de vista da demanda nada justifica um aumento dos juros da Selic, muito pelo contrário, os juros deveriam se negativos considerando a atual queda do PIB e a projeção de queda do PIB para 2016.

    A maior parte da inflação atual é derivada da maxidesvalorização do real de mais de 80% ocorrida nos últimos 15 meses, hoje o Brasil importa a maioria dos componentes eletrônicos, o que elevaria o preço deste produtos em reais, além disso há uma série de produtos que utilizam o dólar como referência, soja, milho(base da ração animal-gado e frango), trigo café, nafta, cobre, ferro, ouro, prata, petróleo e derivados, nafta, energia elétrica produzida em Itaipu(20% energia elétrica do Brasil), a inflação de hoje é oferta derivada do câmbio, e não de demanda.

    Precisamos mudar a política monetária com a redução dos juros da Selic e redução direcionado do compulsório bancário para o financiamento de bens duráveis.

    Além disso precisamos mudar a condução da política cambial, vendendo parte das Reservas Cambiais no mercado à vista e estabilizar o câmbio no atual patamar.

    Não podemos cair na tentação de utilizar novamente o câmbio pra trazer a inflação para meta estipulada pelo CMN, colocando em risco novamente o equilíbrio das contas externas.

    Com uma estabilidade relativa da taxa de câmbio, haverá uma redução gradual no nível da inflação, até que o preços internos se ajustem ao atual patamar da taxa de câmbio.

    Diante do aumento do juros americanos, será necessário vender parte das Reservas Cambiais, acompanhada de uma redução das operações compromissadas realizadas pelo BC, e da redução gradual do compulsório bancário,  para evitar uma falta de liquidez em reais no mercado financeiro.

    O melhor seria o Copom antecipar este processo, e iniciar rapidamente um processo de redução de juros da Selic, reduzindo a taxa de retorno do investimentos, o que pode acelerar o processo de substituição das importações pela produção nacional, já que com a redução dos juros da Selic os investimentos na produção de bens e serviços podem se tornar maior do que o retorno dos investimentos em aplicações de renda fixa.

     

     

    • Parabéns pela análise Dr. Roberto

      Leio aqui neste sítio sobre diversos assuntos. Mas aguardo sempre os posts de Luis Nassif sobre assuntos econômicos. Após lê-los sempre procuro os comentários do Dr. Roberto (sim, ele é digno deste predicativo porque comenta com domínio sobre a dita “ciência”). Grato por mais este comentário.

  11. Fico aqui imaginando que

    Fico aqui imaginando que quando era o Lula o presidente, quantas vezes ele deve ter ouvido  os diagnósticos brilhantes não só do BC como de outros “burrocratas”,  agradecer ao gênio a ponto de ele se sentir merecedor do prêmio nobel e assim que o sujeito saiu da sala dele pegou toda aqueles quilos de papeis cheios de planilha e mandou tudo aquilo ipro triturador e em seguida fez a coisa certa, usando a intuição e inteligência de quem sabe como funciona a economia real, que vê nos números das planilhas gente de carne e osso. O negócio é Dilma trocar o Tombini e a gente torcer pro dedo ruim dela não colocar um pior. Mas me parece que Tombini e Cardoso são os intocáveis dela. 

  12. Dilma pode entrar ( em

    Dilma pode entrar ( em política, enquanto não terminar o mandato, não pode se ter inveja ou desprezo por um político) como o presidente que conduziu um mandato inteiro sem crescimento econômico e deixou a petrobras uma empresa anã comparada ao que já foi. E tudo isso porque ela incorporou o cabeça de planilha perfeito, que não saiu da sua ilha mesmo que na outra ilha exploda uma bomba atômica. Realmente, não temos uma elite pensante. 

  13. Gestão desastrada

    Gestão desastrada para quem, cara pálida? Tem muita gente achando ótimo o atual nível de juros e até pensa em sugerir à Dilma a troca dos atuais dirigentes do BC pelos antigos diretores da Petrobras (tão logo eles saiam da cadeia).

  14. Não é o que vendem á

    Não é o que vendem á população, vc ve um jornal de manhã e assiste um “economista” saido não sei de onde espumando que o bc está errado e deveria aumentar os juros, é a midia trabalhando com afinco para que o 1% fique mais rico do que já é.

  15. BC independente = Desastre Ferroviário

    a economia popular não resiste ao rentismo canalha dos BCs guiados pelo deus Mercado…

     

    🙁

     

    ps – quando ACABA o famigerado “relatório Focus”?

    • O Banco Central no Brasil NÃO

      O Banco Central no Brasil NÃO é independente. Se a Presidente Dilma quiser, troca o Presidente do Bacen.

  16. curva de juros, dólar, swap

    Os juros longos subiram. O Tesouro devia encurtar o prazo dos seus papéis para evitar um ágio muito elevado sobre a SELIC.

    A direção correta é uma redução gradual da SELIC, com o abandono, por tempo indefinido, da meta de inflação, até que a política monetária possa voltar a ser exercida sem grande impacto no resultado fiscal e sem esse efeito devastador para a atividade. É indispensável a contenção de gastos pelo governo central, para que o superávit primário amorteça o impacto inflacionário da redução da SELIC.

    O dólar vai subir, vai haver algum prejuízo com os (lamentáveis) swaps, mas haverá alguma compensação com a valorização das reservas. O BC devia parar de rolar esses swaps. Se empresas relevantes (inclusive estatais) tiverem problema com o dólar, cabe uma ação mais focada, sem renúncia de recursos públicos, como ocorre com esses swaps. É evidente que os tais swaps só contribuem para pressionar ainda mais o câmbio, porque potencialmente correspondem a uma saída de moeda estrangeira num volume muito maior do que o ingressado graças a essa “garantia” dada pelo BACEN.

    Eu espero que a direção, a partir de agora, seja essa, e que a nossa cara “presidenta” não amoleça diante da chantagem da grande imprensa que, evidentemente, trabalha para essa quadrilha que opera em cima das altas taxas nominais de juros que vem sendo costumeiramente praticadas pelo Banco Central. Se persistir nesse rumo, com o tempo a popularidade vai retornar. 

  17. curva de juros, dólar, swap

    Os juros longos subiram. O Tesouro devia encurtar o prazo dos seus papéis para evitar um ágio muito elevado sobre a SELIC.

    A direção correta é uma redução gradual da SELIC, com o abandono, por tempo indefinido, da meta de inflação, até que a política monetária possa voltar a ser exercida sem grande impacto no resultado fiscal e sem esse efeito devastador para a atividade. É indispensável a contenção de gastos pelo governo central, para que o superávit primário amorteça o impacto inflacionário da redução da SELIC.

    O dólar vai subir, vai haver algum prejuízo com os (lamentáveis) swaps, mas haverá alguma compensação com a valorização das reservas. O BC devia parar de rolar esses swaps. Se empresas relevantes (inclusive estatais) tiverem problema com o dólar, cabe uma ação mais focada, sem renúncia de recursos públicos, como ocorre com esses swaps. É evidente que os tais swaps só contribuem para pressionar ainda mais o câmbio, porque potencialmente correspondem a uma saída de moeda estrangeira num volume muito maior do que o ingressado graças a essa “garantia” dada pelo BACEN.

    Eu espero que a direção, a partir de agora, seja essa, e que a nossa cara “presidenta” não amoleça diante da chantagem da grande imprensa que, evidentemente, trabalha para essa quadrilha que opera em cima das altas taxas nominais de juros que vem sendo costumeiramente praticadas pelo Banco Central. Se persistir nesse rumo, com o tempo a popularidade vai retornar. 

    • mas não é o contrário?

      prazos mais curtos não implicam taxas maiores?

      se o ágio é elevado em prazos longos, encurtá-los não implicaria num aumento dele?

    • “com o abandono, por tempo

      “com o abandono, por tempo indefinido, da meta de inflação” -> PT quer inflação????

    • São boas alternativas, mas a mim não parecem corretas

       

      Servidor Público (quinta-feira, 21/01/2016 às 09:18),

      Seu comentário parece próprio de quem não é leigo como eu sou. Ainda assim vou aventurar em apresentar os meus senões às suas críticas à política monetária do Banco Central do Brasil e à política fiscal do Poder Executivo.

      Primeiro faço menção ao questionamento que Mauro Silva1, em comentário enviado sexta-feira, 22/01/2016 às 10:26, e que vai ficar logo após o meu, faz ao primeiro parágrafo do seu comentário. Transcrevo primeiro o primeiro parágrafo do seu comentário. Segundo você:

      “Os juros longos subiram. O Tesouro devia encurtar o prazo dos seus papéis para evitar um ágio muito elevado sobre a SELIC.”

      E no comentário de Mauro Silva1 que ele intitulou “mas não é o contrário?” e que transcrevo a seguir ele diz o seguinte:

      “prazos mais curtos não implicam taxas maiores? se o ágio é elevado em prazos longos, encurtá-los não implicaria num aumento dele?”

      Entendo o questionamento dele, mas creio que ele considerou o aumento do ágio como equivalente ao aumento da Selic. Você tem razão em dizer que se se encurta o prazo da aplicação, o juro pode ser menor, pois o mercado pode aceitar um juro menor em um título de curto prazo porque lá à frente se o juro aumentar ele vai poder liquidar o título com menos prejuízo.

      Agora o problema que surge é que papeis de curto prazo constituem déficit público. E, além disso, títulos de curto prazo, possuem mais liquidez e, portanto, são mais inflacionários.

      Ai está um problema que aparece mas ao mesmo tempo se esconde no seu comentário e que é a questão da inflação. Todo mundo tem conhecimento sobre os efeitos práticos da inflação e em geral a grande maioria não gosta dela. As pessoas que possuem um mínimo de conhecimento técnico sobre a inflação não gostam de discutir a respeito dela, pois ficam intimidados de dizer o que realmente pensam, a menos que se põem contra a inflação.

      É difícil expor um ponto de vista favorável à inflação, quando estão todos a criticando e assim sofrer o antagonismo de todo mundo. Não é por outra que os meios de comunicação que precisam de audiência são sempre contrários à inflação.

      O pior é que o antagonismo contra a inflação é de certo modo um antagonismo egoísta. A inflação atinge todo mundo e o desemprego só atinge alguns. Se uma política econômico-fiscal-monetária produz mais inflação e produz mais empregos ela vai ser menos aceita que uma política econômico-fiscal-monetária que produz menos inflação e produz menos empregos.

      Em meu entendimento, quem se põe do lado do combate a inflação, como é o caso da imprensa, incentiva o comportamento egoísta do ser humano. Assim, fiquei muito satisfeito em ver que a essência do seu comentário é o processo inflacionário. E mais, de certo modo, a essência do seu comentário é não considerar o impacto inflacionário como um problema. Veja o que você diz no primeiro parágrafo:

      “A direção correta é uma redução gradual da SELIC, com o abandono, por tempo indefinido, da meta de inflação, até que a política monetária possa voltar a ser exercida sem grande impacto no resultado fiscal e sem esse efeito devastador para a atividade. É indispensável a contenção de gastos pelo governo central, para que o superávit primário amorteça o impacto inflacionário da redução da SELIC.”

      A sua proposta é o abandono da meta de inflação, portanto, você aceita uma inflação maior, e, por isso eu disse que “a essência do seu comentário é não considerar o impacto inflacionário como um problema”. Você, entretanto, não expõe claramente que você defende uma inflação maior. Você apenas propõe “o abandono, por tempo indefinido, da meta de inflação”. E ainda propõe medidas para amortecer o impacto inflacionário que a redução da Selic causará.

      E toda a defesa de uma inflação maior sem, no entanto, expor essa defesa claramente, é ainda reforçada quando no terceiro parágrafo você defende deixar o dólar subir, o que significa que você quer uma inflação mais alta, mas não apresenta explicitamente esse posicionamento menos rigoroso com a inflação. Você não informa sobre o impacto inflacionário que o aumento do dólar causa.

      Além de não explicitar a defesa de uma inflação mais alta, há três omissões na sua argumentação que vale mencionar. A primeira diz respeito ao fato de que você não dá a devida importância à repercussão na política do processo inflacionário. Uma inflação mais alta põe por terra qualquer popularidade de um governante. O egoísmo do ser humano insuflado pela mídia ávida por audiência traz esse efeito político do processo inflacionário. É bem provável também que a mídia receba pressão de quem tem interesse em uma inflação mais baixa para defender a redução da inflação.

      Você, entretanto, não considera este aspecto político da inflação. Implicitamente se percebe que você apenas considera a inflação pelo lado econômico e as grandes vantagens que ela causa sob o aspecto econômico-financeiro: redução das dívidas, aumento de receita, mais condições para a redução das despesas (basta só renovar os contratos sem incluir a inflação passada).

      A segunda omissão diz respeito a falar em contenção de gastos sem se referir à crítica que se fazia a Joaquim Levy pela recessão originada do corte de despesas que ele comandava, pelo menos para as pessoas que criticavam o Joaquim Levy.

      A terceira omissão é desconsiderar que o regime de metas é uma das heranças malditas do governo de Fernando Henrique Cardoso. É maldita porque não se pode mexer com ela. Veio para ficar até que venham a demonstrar que a inflação baixa é nociva para um país e até que surja um governante que tenha força e coragem suficiente para a enterrar, tendo a mídia e a maioria da populção se posicionado contrária a inflação.

      Não é razoável cobrar de um governo com tão pouco apoio popular e tão pouco apoio no Congresso Nacional uma defesa da inflação mais alta. Nem mesmo de modo dissimulado o governante tem condições de executar uma política econômica que pressupõe uma inflação mais alta sem que se aumente a rejeição ao governante e, portanto, que se diminua a popularidade desse governante. Para melhorar a popularidade o governo precisa reduzir a inflação.

      E há um ponto a considerar na proposta de abandonar por tempo indefinido a meta de inflação. Existe um aspecto na meta da inflação que é pouco mencionado. Esse aspecto foi bem expresso no comentário de Alexandre Weber – Santos – SP, enviado quinta-feira, 03/03/2011 às 17:25, para junto do post “A inflação distante do umbigo da blogosfera” de sexta-feira, 04/03/2011 às 09:41, aqui no blog de Luis Nassif e constituído de análises de Gunter Zibell-SP a respostas de Luis Nassif ou de análises de Luis Nassif à respostas dele em debate que eles tiveram sobre inflação e câmbio. O endereço do post “A inflação distante do umbigo da blogosfera” é:

      http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-inflacao-distante-do-umbigo-da-blogosfera

      E o comentário de Alexandre Weber – Santos – SP é o seguinte:

      “Falta considerar o tempo nas análises do Gunter, este tempo, em um mercado fechado onde quando um perde sempre um ganha. Neste tempo de oportunidades, os que comandam o mercado ganham quando a bolsa sobe e ganham quando a bolsa desce, não tem perdão, é sempre a mesma ladainha, o dinheiro correndo do bolso dos otários para o bolso dos espertos.

      Não considerar o tempo torna iníqua qualquer análise, pois está dissociada do mais importante fator em mercado de capitais.

      Só por curiosidade, com a dívida pública preponderantemente em Reais, uma inflação que diminua a taxa de juros reais, diminui, sobre qualquer ponto de vista, a transferência de dinheiro do povo para os rentistas. É lógico que os rentistas, a mídia e seus funcionários vão pregar uma redução da inflação e maliciosamente pedir ainda um aumento dos juros nominais para prevenir uma futura inflação que corroeria os seus ganhos.

      Esta estratégia é interessantíssima e seu eu fosse rentista ia mover os Céus e a Terra para implementá-la, como não sou, observo o que acontece.”

      Vale a pena reproduzir a parte do comentário de Alexandre Weber – Santos – SP que explica porque não há como abandonar o Regime de Metas de Inflação, ou melhor porque existem interesses fortíssimos que não vao permitir que se abandone o regime de metas de inflação. Diz então o Alexandre Weber – Santos – SP:

      “. . . uma inflação que diminua a taxa de juros reais, diminui, sobre qualquer ponto de vista, a transferência de dinheiro do povo para os rentistas. É lógico que os rentistas, a mídia e seus funcionários vão pregar uma redução da inflação e maliciosamente pedir ainda um aumento dos juros nominais para prevenir uma futura inflação que corroeria os seus ganhos. Esta estratégia é interessantíssima e seu eu fosse rentista ia mover os Céus e a Terra para implementá-la . . .”

      Agora o capitalismo é essencialmente dialético, contraditório e paradoxal. O germe que o alimenta é o mesmo que o corrói. Assim no mundo desenvolvido onde o regime de meta veio como uma garantia dos rentistas, a taxa de juros real tem ficado negativa nos últimos anos.

      E no terceiro parágrafo, a sua solução de deixar o dólar subir, além de não considerar o efeito inflacionário que o aumento do dólar causa esquece também que o governo vem sendo pressionado a não adotar políticas voltadas para salvar empresas que sofrem prejuízo no mercado.

      No fundo você apresenta solução que possuem como melhor qualidade trazer todos os benefícios econômico-financeiros da inflação. Só que o problema da inflação decorre de seus efeitos políticos.

      E no mais sua crítica embora bem construída assemelha-se em tudo com a crítica que Luis Nassif vem fazendo à política monetária do Banco Central do Brasil ancorada no Regime de Metas de Inflação. A semelhança aparece até no aspecto de criticar a utilização dos swaps. E o que é interessante é que como Luis Nassif que defende uma inflação mais alta, mas não tem o rompante de expor essa concepção, você também tenta esconder a defesa que você faz por uma inflação mais alta.

      E não esteja tão certo que a grande imprensa trabalha para a quadrilha que opera em cima das altas taxas nominais de juros. É bem verdade que toda a mídia pega dinheiro emprestado nos bancos, e a eles a mídia fica submissa. E fica submissa até o ponto de defender um aumento de juros, para reduzir a inflação o que pode aumentar o juro real que ela paga aos bancos aos quais se encontra submissa.

      O verdadeiro interesse da grande mídia, em meu entendimento, não é fazer chantagem ou “trabalhar para essa quadrilha que opera em cima das altas taxas nominais de juros”. O interesse é mais ter bastante audiência e para isso é preciso fazer o que a audiência quer, e, no atual momento, outra coisa que a audiência quer, além de criticar a inflação, é ver a caveira da presidenta Dilma Rousseff e é isso que a grande mídia tenta repassar.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 29/01/2016 (Em Pedra Azul)

  18. Estudos de araque, esses do

    Estudos de araque, esses do BC. Se não houvesse pressão teria aumento em, pelo menos, 0,50%. Vade retro!

     

  19. Estado de Emergencia Economica já!

    Por que a Dilma não aproveita o embalo da Venezuela e da França, decreta estado de emergencia economica, mete o pé no rabo do Tombini, uma paulada na taxa de juros e faz tambem uma revolução no COPOM, tornando seus membros mais representativos de toda a sociedade e não apenas do mercado financeiro, bem como instalando um distema de rodizio, digamos bimestral, no comando do BC entre os membros do Conselho.

    Creio que isso, por sí só, já daria um novo animo nos agentes economicos, que não se resume apenas aos agentes financeiros, como tem insistido em fazer crer os membros do COPOM e o presidente do BC.

  20. Se o BC fosse a unica coisa ruim no governo Dilma

    poderíamos comemorar, mas a realidade é que o conjunto do obra é um desastre. Estamos assistindo o crescimento exponencial de tragédia anunciada chamada zika e quem é que vai pagar pela vida das milhares de crianças microencefálicas? Esse governo é de uma inação criminosa em muitos sentidos, a mediocridade do Tomibini é apenas reflexo da comandante do barco furado.

  21. Ousadia e coragem

    Os cavalos-de-pau que dão na economia brasileira causam espécie. Mas que faltam mais ousadia para lidar com o Mercado e coragem para mudar os rumos das taxas de juros estratosféricas, faltam.

  22. Bola de neve

    Impressionante a teimosia de Dilma e, de consequência, do Banco Central.

    Até uma criança, se perguntada, sabe que, com juros baixos, as pessoas compram mais, aumentando a arrecadação do país.

    O potencial do Brasil relativamente ao consumo interno é enorme, bastando isso para o país voltar a crescer, mas a política adotada pelo Governo Dilma aposta no contrário.

    Lula tem alertado a Presidenta, mas, parece, em vão.

    Paciência tem limite.

  23. A “gestão”, como prioridade
    A “gestão”, como prioridade de governo vem ocorrendo desde a implementação do neoliberalismo com Reagan e Thatcher, e os resultados pelo mundo estão aí para todo mundo ver.

    O seu objetivo é reduzir os governos centrais e transferir para o particular funções de Estado, e neste sentido a própria “gestão” dentro dos governos deixa de priorizar serviços essenciais de natureza pública, e com o lema crescer, crescer, crescer passa a cuidar com exclusividade das condições que possam favorecer o desempenho das indústrias e do agronegócio, o dinheiro público deixa de ser utilizado para investimentos dos chamados serviços públicos essenciais e é direcionado para o setor privado.

    Esse é o crescimento neoliberal aprofunda desigualdades, traz dificuldades no acesso à educação e saúde e cria precárias condições de vida para a população, exceto para aqueles que podem pagar pelos caríssimos serviços particulares médico-hospitalar e escolas particulares.

    Em nome da “gestão” outros conceitos e eufemismos são utilizados como armas para reduzir o Estado, por exemplo:

    “Reforma”. Termo sempre utilizado para a eliminação de direitos do trabalho, para o fim da regulamentação pública do capital e à redução de subsídios públicos que tornavam a vida do pobre mais acessível, e nunca no sentido de possibilitar mudanças que diminuíam desigualdades e aumentavam a representação popular, promoviam o bem-estar público e a restrição do abuso de poder por regimes oligárquicos ou plutocráticos.

    “Austeridade”. Utilizado para encobrir os cortes em salários, pensões e bem-estar público. Com a “gestão”, medidas de “austeridade” passam a significar políticas para proteger e mesmo aumentar subsídios do Estado a negócios e negociatas, criar lucros mais altos para o capital e maiores desigualdades.

    “Recuperação econômica”. Significando a recuperação de lucros pelas grandes corporações. Ela disfarça a ausência total de recuperação de padrões de vida para as classes trabalhadora e média, a reversão de benefícios sociais e as perdas econômicas.

    “Eficiência”. Com esta máxima a “gestão” dos governos maquiaram as privatizações, e os serviços públicos essenciais e os estratégicos foram transferidos para o setor privado.

    Promover o crescimento do país com base na ideologia neoliberal, acima mencionada, ou promover o desenvolvimento com as ações de algo próximo ao “Estado de bem estar social” é decisão exclusivamente política e não tem, em sua origem, nada de gestão.

    • AR

      Você disse: ” desde a implementação do neoliberalismo com Reagan e Thatcher, e os resultados pelo mundo estão aí para todo mundo ver”. Realmente, estão aí para todos vermos, os EUA e a Inglaterra continuam potências mundiais enquanto nós estamos aqui patinando.

  24. O viés extraterrestre

    Olá debatedores,

    venceu o BOLÃO da taxa de juros quem votou no 0 x 0.

    Todavia, foi descoberta uma fraude no bolão, razão pela qual  este será anulado. A fraude foi descoberta após   auditores da respeitável Arthur Andersen( big five, ops!) apontarem  uma mudança de última hora no   “víes” da economia de mercado”…

    __________________

    Convenhamos caro Nassif, falar de  “política monetária”, taxa de juros, “mercado”, enfim  nessa baboseira de  “economia” é piada ou perda de tempo. ( talvez melhor dizer: “perca” de tempo)

    Tenho dito,  essa “ciência” é uma fraude.  Só serve para enganar a maioria. As decisões são tomadas baseando-se em “fundamentos” infundados. 

    Vejamos algumas  partes do seu texto:

    “Sabe-se lá qual cenário foi soprado no pé de ouvido de Dilma para essa mudança de rota.”

    “No pós-eleição, repetiu-se o mesmo erro baseado em fantasias absurdas.”

    “Vários fatores explicam essa sucessão de erros.” 

     

    Só a partir daí já se pode concluir que essa “ciência” não é séria. Trata-se de um engodo autoritário travestido de “democrático” etc.

    Não estou dizendo que o que você disse é autoritário ou falso. Estou dizendo que a sua análise demonstra uma perpetuação de “erros”. E erros  praticados por PHD´s que são pagos( bem pagos) para não “errarem ” ao analisarem o Brasil. Todavia,  mesmo assim, “cometem e perpetuam erros” de política econômica.

    Francamente…

    Não acho que seja um erro. Ao contrário,  o erro é o “acerto” da vez. Errar em matéria de política monetária é “errar” para maioria e acertar para minoria. Ora, é exatamente pra isso que ela existe! 

    A propósito, democracia tem um instituto que deveria  amenizar esses “erros”. Trata-se da função social da propriedade e dos contratos.

    Tudo isso, evidentemente, em tese. E bota “em tese” nisso. Vá saber como acontece! 

    Supõe-se que prática  não se pode  falar em  “nação” mas sim, em  “enganação”.

    Evidentemente, respeito aqueles pensadores(v. por exemplo)  que aqui e ali usam algum termo que se diz econômico para tentar explicar ou justificar CONDUTAS HUMANAS. É válido o esforço, porém, em vão. Isso porque, a ciência é uma fraude desde o nascituro.

    Por fim e em suma:

    1 – o salário nominal “remunera o trabalho dos mentecaptos. Se preferir, remunera o “capital intelectual” que paga a inflação inercial e portanto, recebe menos salário real.

    2- o juro e o lucro  real remuneram  aquele “capital produtivo” do século XXI. Trata-se de uma espécie de usura para agiotagem institucionalizada e  em conluio mundial.(Empresa “produtiva” e Banco)

    3 – O aluguel remunera os rentistas.

    Todos pagam “impostos” para remunerarem os PHD´s do Bacen. Lembrando que estes, baseando-se em profundas teses econômicas criadas  por seres extraterrestres( alienígenas com inteligência superior)  definem  o “viés soprado” da taxa de juros….

    _________________

    Próximo bolão:

    Meu voto vai para uma pequena “baixa” do “viés soprado” da taxa de juros.

    Fundamento o meu voto: Comemoração dos 20 anos do ET de varginha. Um amigo meu, disse que teve contado com  um ser dessa inteligência superior – mesma inteligência utilizada pelos PHD´s do Bacen- e que ele teria dito, em tom “especulativo” que o viés será de baixa no próximo bolão.

     

    Saudações 

    • Oh!!! Horror ! cravei no aumento e tudo ficou pelo quartel de ab
      Lampeduza na veia (lá vou eu de novo rsrsrsrs..).
      Já que você apelou para extraterrestres (grande escolha) vou recordar a história.
      Lá por uns anos atrás (não vou arriscar a data) em Londres, mudaram a sede do Banco de Londres, quando demoliram o antigo local encontraram um templo de Mitra.
      Esses caras que são donos do dinheiro estão nesta mamata desde antes dos Gregos e dos Romanos, não vão largar o osso no mole nunca, o que dá para conseguir é uma acordo melhorzinho e olhe lá.
      São piores que a Fenix que renasce do fogo, não morrem nunca.

      • Cinco de Paus e as discussões na Net

        O tarot enfrenta todas as questões pertinentes aos humanos, o cinco de paus fala de discussões e o aproveitamento delas para coisas úteis. Conclama ao ISTO SOU EU.

        Five of Wands Tarot Card Meanings and Description

        In the Five of Wands, five men wave around their wands chaotically without any regard for each other and appear to be in direct competition with each other and engaged in conflict. However, on closer observation, their wands are only raised and are not striking anyone. It is possible that they are actually enjoying themselves in this chaos with no real intent to harm anyone. The men wear different coloured clothes to symbolise the various backgrounds and belief systems that are held by the world’s populations.

        Upright Five of Wands Tarot Card Meanings

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        In the Tarot, the Fives typically represent conflict and change, and this is no different for the Five of Wands. This card indicates that you are in the midst of conflict, tension and competition and it is impacting your ability to move forward with your goals. Rather than being able to work together with others, you are coming up against it and are constantly being challenged on your point of view. The trouble is that everyone is trying to express their point of view and opinions but no-one is listening, and so there is little progress. There is only conflict, and there is little or no value in the discussions that are occurring. Similarly, this card is representative of a group of people who are committed to an end but they cannot fully agree on how to implement this goal, as each has their individual agenda as to how to bring this to fruition. Aim to turn this into constructive conflict by allowing each person to openly share their thoughts but then listen to other people’s thoughts. Once everyone has been heard and all opinions have been considered, determine the best path forward.

        Sometimes, this type of conflict and discussion can be very positive, such as in the case of group brainstorming and problem-solving. You need a positive environment where you can test your ideas and have them challenged, and improved, by others. You may benefit by establishing a working group, committee, or ‘mastermind’ group with other individuals who bring varying perspectives and experiences. Be open to this type of conflict and discussion as a positive contribution to improving the quality of your ideas and actions.

        The Five of Wands often points to competition where you are up against a number of people of similar quality or experience as you. You may not be used to having to compete with others just yet, as you have built your success on your own but now it is time to truly experience what competition really means and requires. It is like the top student who excels at university, only to enter the workforce with a number of other high-performing individuals and is forced to compete for the top spot. Where there is competition, respect your opponent but stand up for your point of view. Fight the tendency towards frustration, anger, hate and prejudice.

        The Five of Wands also encourages diversity and differences of opinion. You may be in a situation where you are dealing with people from different cultures and backgrounds, and may be struggling with accepting their way of living. Know that each person has something unique to bring to the table and that you will actually benefit by learning more about them and what they have to offer.

        The Five of Wands encourages an enthusiastic approach to change. Change is coming, whether you like it or not, however your challenge will be in ensuring that everyone is on the same page and is focused on dealing with this change constructively and positively. Currently, there is scattered energy resulting from misdirected enthusiasm. Everyone has many ideas but no-one is there to bring them into one consistent path forward. Your role may be in identifying a clear strategy and purpose that can be implemented by all involved.

        Sometimes, the Five of Wands indicates a personal struggle and conflict, either about external or internal issues that are causing a lot of tension and confusion for you. You have different opinions of your own about how you should approach your current circumstances and you have not really worked out in your own mind what your final stance is going to be. You may be trying to work through your personal point of view on a number of external contentious issues such as abortion, immigration, globalisation, or the environment, or you may be working through personal issues such as whether you stay or leave a particular relationship or job. At the same time, you have others around you who have strong views about what you should do and this, in total, is creating a huge amount of conflict, tension and disagreement. Just when you think you have a clear point of view, you are challenged on that view or you discover new information, and you change your standpoint again. This process is actually highly beneficial and will help you to come to a well-researched and well-thought out perspective. Know, too, that there is no ‘right’ answer, and whichever path you do choose, someone is not going to agree with it. So, you have to find the most comfortable option possible that sits best with you. It may not be 100% right for you but you need to choose whatever is closest.

        ****************************

        Kant  “Enlightenment is the human being’s emergence from his self-incurred immaturity. Immaturity is the inability to use one’s own understanding [= reason] without the guidance of another.” (Stanford)

        When we must depend upon others (mostly press/politicians) for our understanding, we will likely be led astray.  And as long as the masses are led astray, those having enlighenment will be sucked into the turmoil with them.

  25. O Brasil poderia copiar os

    O Brasil poderia copiar os Estados Unidos e dar ao nosso Banco Central o mesmo triplo mandato do FED: Inflação baixa, máximo emprego e juros de longo prazo moderados.

  26. Infelzmente vai ser assim até

    Infelzmente vai ser assim até o final. O governo Dilma só reconhece o erro às vésperas do desastre. É preciso estar a um milímetro do precipício para admitir que não está dando certo.

    Foi assim com a insistência com o Mercadante e o Levy. E continua com o Cardozo. A presidenta tem as melhores intenções do mundo. É honesta, séria e trabalhadora. Mas confunde firmeza nas convicções com teimosia.

    Mas o pior mesmo é a incapidade de leitura de cenário, o que a leva a se deixar convencer pelos piores conselhos, dos piores conselheiros. Discordo de que a Dilma seja a presidente mais incompetente no pós-ditadura, mas talvez tenha a pior equipe de conselheiros, antes dessa pequena melhora recente.

    Enquanto Lula, principalmente no segundo mandato, montou um ministério quase perfeito, com Dilma inclusive, um “dream team”, a presidenta montou no segundo mandato um verdadeiro “nightmare team”.

    • A pergunta que não quer calar

      A pergunta que nao quer calar, Juliano Santos. A Dilma esta cercada de incompetentes e, por isso, faz um governo desastroso,, mas quem os colocou nos respectivos cargos? A resposta esta na frase biblica: “Diga com quem andas que eu te direi quem tu es”.

      Seu eu fosse voce nao colocaria a mao no fogo por NENHUM politico.

  27. Não coloque a culpa só no BC! Nós não fizemos o dever de casa!!!

    É muito fácil colocar a culpa apenas no BC, mas respostas fáceis são respostas incompletas, e um passo para a falsificação pura e simples. Passamos mais de uma década incentivando apenas o consumo sem nos preocupar com a produtividade. Nada contra o estímulo ao consumo, mas o governo não fez o dever de casa para estimular ganhos de produtividade por parte da oferta. Nenhuma reforma, seja na nossa burocracia insana, seja no absurdo tributário em que vivemos foi feita. Nem um passo sequer foi dado para reduzir nossa dependência das commodities, muito pelo contrário, basta ver a carteira de empréstimos do BNDES. A inflação atual pode não ser de demanda, mas a de alguns anos atrás era, e ainda que menor que hoje, ainda assim era bem mais alta que a maioria dos países estáveis. O cenário de estagflação foi criado com incentivos à demanda sem contrapartida por parte de ganhos de produtividade na oferta – e depois que o ciclo vicioso começa, ele passa a andar por conta própria. O represamento de preços administrados, da gasolina à energia elétrica, completou o cenário de expectativas inflacionárias mesmo sem contrapartida na demanda. Agora o processo anda por conta própria, de maneira realimentada, como sabemos. O BC é só uma parte do ferramental econômico do governo, e todo o restante desse ferramental só fez lambança!!!!!! 

  28. desculpe nassif, mas a razão

    desculpe nassif, mas a razão para aumentar os juros em fins de 2012 foi para conter a inflação, essa mesma que estamos sentindo na carne hoje.. se a política monetária não tivesse sido alterada, quem sabe estaríamos hoje com inflação de 30%?

    outra razão para a alteração da política monetária, gêmea da inflação, foi a de que se os detentores de capital estavam desviando dinheiro para investimento em infra-estrutura, quem iria financiar o deficit do governo? a casa da moeda? 

    é uma pena mesmo que com a diminuição dos juros em 2012 todos os nossos problemas não tenham sido resolvidos.. é uma pena que a realidade seja bem mais dura do que um simples “vamos baixar os juros e tudo se resolve”.

    • Ô NASK, quer ir de apas ou

      Ô NASK, quer ir de apas ou navegar na maionese?

      Aspas, né? Olha só o que o BC europeu fez em 2015 para AUMENTAR A INFLAÇÃO!:

       

       

      O que é o “Quantitative Easing” que o BCE vai implementar?

       

      Rui Peres Jorge | rpjorge@negocios.pt |

      Jornal de Negócios (Portugal)

      22 Janeiro 2015, 13:49

      Bloomberg 

      O BCE anunciou esta quinta-feira que vai avançar com um programa de alívio quantitativo. Saiba o que implica esta medida, também conhecida por “Quantitative Easing” e as diferenças face ao outro programa de compra de dívida pública que a autoridade monetária já colocou em prática.

      O que é o Quantitative Easing (QE)?

       

      Perante o risco de deflação na Zona Euro, ou pelo menos de inflação muito baixa e distante do objectivo de 2% do BCE por um longo período de tempo, o banco central comprometeu-se no final de 2014 a expandir o seu balanço em 1 bilião de euros, para os três biliões até ao final de 2016. Com esta expansão monetária o banco central quer, na prática, gerar inflação.

       

      Este objectivo deverá ser atingido essencialmente por dois tipos de instrumentos: mais empréstimos aos bancos em maturidades longas e a juros baixos – caso estes desejem mais fundos – e medidas de alívio quantitativo (QE, sigla de “Quantitative Easing”) através das quais o banco central injecta directamente dinheiro na economia comprando activos.

       

      O BCE já está a aplicar medidas de alívio quantitativo desde Outubro de 2014 através de dois programas de compra de dívida titularizada privada (“covered bonds” e “asset backed securities”). No entanto, no arranque de 2015 só tinha ainda comprado 31 mil milhões de euros. 

       

      Para atingir a expansão de 1 bilião de euros para os 3 biliões, o banco central necessitará de comprar também dívida pública, como fez a Reserva Federal norte-americana e o Banco de Inglaterra (Já em Janeiro, os governadores do BCE estudaram a hipótese do BCE comprar até 500 mil milhões de euros). É esta compra de dívida pública que está a gerar polémica nas últimas semanas.

       

      A polémica volta a estar centrada na possibilidade do BCE estar a financiar Governos e assumir risco, em particular ao comprar dívida pública de países com ratings baixos.  

       

      O que é o OMT?

       

      O programa de Transacções Monetárias Definitivas do BCE, conhecido por OMT (de Outright Monetary Transactions), foi criado no Verão de 2012 para combater o risco de desintegração da Zona Euro, num dos momentos mais quentes da crise, com Espanha e Itália em risco de perderem acesso aos mercados financeiros.

       

      Com o OMT, o BCE disponibilizou-se a comprar dívida pública em mercado secundário, com maturidade até três anos, de países solventes mas sob pressão dos mercados, desde que:

       

      1. O Estado-membro esteja sujeito a um programa de assistência financeira do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira ou do Mecanismo Europeu de Estabilização.

      2. Que esse programa de ajustamento permita ao fundo europeu comprar dívida em mercado primário.

       

      O BCE recusou limitar ex-ante a dimensão do volume de compras a fazer – para que os investidores não se sentissem tentados a desafiar limites. Mas comprometeu-se a esterilizar essas compras, isto é, a retirar do mercado um montante equivalente de dinheiro injectado através do OMT de forma a evitar pressões inflacionistas.

       

      A criação do OMT marca um momento de viragem na crise, com os juros da dívida dos vários países do Euro a afundarem desde o Verão de 2012. O sucesso desta iniciativa do BCE é amplamente reconhecido pela maioria dos observadores, com a particularidade de banco central nunca ter gasto um euro a comprar dívida.  

       

      O QE é muito diferente do OMT?

       

      Sim, é que apesar do QE com dívida soberana implicar também a compra de obrigações do Tesouro, as políticas de alívio quantitativo visam todos os países do euro – ou pelo menos de um número alargado – e o seu objectivo final é gerar inflação. O impacto nos preços é secundário.

       

      Já no caso do OMT, o objectivo central é baixar os custos de financiamento de economias solventes, mas em relação às quais os investidores duvidem da sua solidez financeira e de liquidez. Por outro lado, o OMT pretende ser neutro em termos de pressões inflacionistas.

       

  29. Prezado Nassif

    Em primeiro lugar, acredito que você foi traído pela memória. A taxa SELIC só voltou a subir em meados de 2013, quando o BC abandonou os 7,25 e foi para 7,50.

    Ainda em fevereiro de 2013 você escrevia sobre a não necessidade de se subir os juros.

    http://www.cartacapital.com.br/economia/o-jogo-em-torno-da-selic

    Isto posto, no meu entendimento, como você bem disse, o cenário soprado ao ouvido de Dilma ( tenho cá minhas dúvidads se não foi ela mesma que criou o cenário ) foi o do Tsunami Monetário.

    Dilma foi a primeira a usar esse termo. E porque ela usava esse termo ?  A resposta é simples e está na mecânica conhecida de um tsunami marítimo. Primeiro há um refluxo ( crise de 2008/09), seguido por uma enorme onda derivada desse refluxo ( o quantitative easing de 2010/2011/2012 ) e finalmente o repuxo, que termina por arrastar tudo que resistiu a onda. Este repuxo seria a fuga de capitais que todos emergentes sofreriam com a subida dos juros americanos.

    Realmente, uma bela metáfora. Quem a criou está de parabéns.

    Com esta metáfora, criada ou soprada, Dilma saiu pelo mundo peregrinando e pregando o tsunami monetário. 

    Foi à Turquia em finais de 2011, foi à Alemanha reclamar diretamente a Merkel ( e levou um passa-moleque da alemã ), foi a Paris, foi a Davos, foi ao México e, supra sumo, a professora de deus foi prevenir o mundo contra o tsunami monetário na abertura da Assembléia Geral da ONU em setembro de 2012 e acusar os desenvolvidos por provocarem o Tsunami.

    Sem conseguir, obviamente, aliados na sua “luta contra o excesso de dinheiro”, afinal, qual é o país que iria reclamar de excessos de recursos ? Turquia ? México ? Como, se uma década antes eles reclamavam justamente da falta de investimentos e passavam o pires no FMI e no WB ?

    Ora, esses países aproveitaram o excesso de dinheiro para se ajustarem internamente e não partiram para uma luta inglória contra a oferta de dinheiro.

    Cito aqui o caso dos vizinhos sulamericanos, Argentina e Paraguay. O que fizeram diante da entrada de dinheiro que valorizava suas moedas e fazia sua commodities se tornarem muito baratas e acabavam gerando inflação ?

    Simples, taxaram as exportações de commodities. O Paraguay taxou em 10% a exportação de soja, vendeu toda a produção pelo mesmo preço que o Brasil ( afinal, é uma commoditie ), arrecadou impostos e saiu dando risada. Óbvio que os produtores de soja não ganharam tudo que podiam ganhar ( -10% ), mas mesmo assim ganharam muuuuuuito dinheiro.

    Até a Bolívia taxou em 10% a exportação de quinoa, que na época se tornou uma febre mundial.

    Mas não Dona Dilma.Com sua fé inabalável nas consequência do tsunami e seu repuxo, preferiu aproveitar o excesso de dinheiro torrando o mesmo com ações tresloucadas para “aumentar” a competitividade da indústria nacional afetada pela valorização da moeda local.

    Começou pela estória da conta de energia elétrica. A um custo apurado pelo TCU de 61 bilhões de reais até agora, Dona DIlma deu um presente aos industriais brasileiros bancando parte da conta de energia num discurso “histórico” em rede nacional no dia primeiro de maio de 2012.

    Concomitantemente, manteve o preço dos derivados de petróleo abaixo do custo de importação/produção, enquanto o preço do óleo subia lá fora, justamente pela oferta de dinheiro e aumento do consumo mundial. Mais alguns bilhões de reais de renúncia fiscal com a “zeração” da CIDE em 2012.

    E dá-lhe renúncia fiscal em redução de IPI sobre tudo que se produzia.

    Não satisfeita com a reação da economia nacional, sempre com o “pibinho” fazendo eco em sua cabeça oca, Mamãe Noel Dilma resolveu abrir mão de mais dinheiro, desonerando as folhas de pagamento. 

    E dá-lhe crédito subsidiado para casa própria, para mobiliar a casa própria e outras bondades mais.

    Em meados de 2013, já conformada que o fato de que o pibinho não viraria pibão naquele ano, com a inflação subindo graças as bondades tributárias, que os empresários transformaram em lucro e não em produtividade, com uma eleição a ganhar no ano seguinte e ainda com a idéia fixa de que o repuxo do tsunami arrasaria com a economia e consequentemente com sua reeleição. Depois de ter torrado dinheiro e disperdiçado a oportunidade que muitos países aproveitaram, Dona Dilma e sua equipe de Phd´s resolveram que a única maneira de manter o dinheiro aqui era se antecipar ao repuxo do tsunami e elevar a taxa de juros para evitar a fuga de capitais que a condenaria a perder as eleições vindouras.

    Deu no que deu. Ou não deu.

    Agora , em pleno repuxo, México e Turquia, que souberam aproveitar a oportunidade, crescem a taxas 3 ou 4% ao ano e nós micamos numa recessão da mesma magnitude.

  30. bem lembrado o artigo trazido

    bem lembrado o artigo trazido pelo bonna.. vamos ao que o nassif escreveu em 2013:

     

    1. a inflação não está fora do controle.

    era essa a conclusão do nassif em 2013, e por isso o BC não subiria os juros.

    o nassif dizia que inflação era coisa de “cabeça de planilha”.. e o que estamos sentido, agora, na carne? inflação!! deixando todos mais pobres.. como vc errou feio, nassif..

    nada como um bom link…

     

     

    • Prezado
      a inflação de 2015

      Prezado

      a inflação de 2015 nada tem a ver com a de 2013. Se quiser agir assim, sugiro pegar colunas minhas de 1989 dizendo que a inflação iria explodir.

      Ou então, pegar um comentário esportivo do Juca, sobre um jogo do Corinthians em 2012 e dizer que ele errou, porque o Corinthians venceu outro jogo em 2015,.

       

      • bom nassif, se vc analisar a

        bom nassif, se vc analisar a trajetória inflacionária verá que a inflação atual é a mesma de 2014, que era a mesma de 2013… vários analistas em 2013 previram que três anos adiante a inflação explodiria, mas esses eram os analistas “cabeça de planilha”..

        • Isso.
          Previram a crise

          Isso.

          Previram a crise política que jogou o dólar em 4 reais. Previram a explosão das tarifas de energia elétrica. Previram a seca de 2014.

          Você só se enganou quanto à sua especialidade: não eram economistas, eram astrólogos.

          • energia elétrica,

            energia elétrica, combustível, dólar.. era sabido que estavam sendo represados para controlar a inflação que explodiria mais adiante.. não precisava ser mago para perceber isso em 2013. todos os analistas “cabeças de planilha” previram isso em 2013, sem exceção, e com base em dados. vc errou feio sim nassif.

          • Sabe qual o problema?
            Você
            Sabe qual o problema?
            Você entra sem se identificar, chuta uma afirmação e me obriga a perder tempo respondendo.
            Aqui, uma matéria de janeiro de 2014 do Estadão, com analistas
            http://www.territorioeldorado.limao.com.br/noticias/not319187.shtm
            A previsão de inflação de 2014 estava em 6,1% e não havia nenhuma menção a preços represados, pois o foi posterior.
            Aqui o Boletim Focus do início de 2014. Onde estão as análises sobre preços represados?
            http://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20140131.pdf

          • com relação a preços

            com relação a preços defasados

            na petrobras:

            http://oglobo.globo.com/economia/com-defasagem-nos-precos-de-gasolina-diesel-petrobras-queima-27-bilhoes-7643081

            artigo de fevereiro de 2013

            no setor elétrico, era de se esperar que seria um desastre a intervenção de 2012, a queda de preços que beneficiou a inflação foi artificial

            com relação ao dolar, link de janeiro de 2013, “governo vende dólar para segurar inflação”

            http://veja.abril.com.br/noticia/economia/dolar-fecha-na-menor-cotacao-desde-julho-de-2012/

             

          • Não tergiversem.
            A inflexão
            Não tergiversem.
            A inflexão na Selic começou em 29/08/2012, quando passou de 7,25% para 7,50% e prosseguiu em alta dali por diante.

            169ª 29/08/2012 30/08/2012 – 10/10/2012 7,50 0,82 7,39

            A pesquisa Focus daquele dia mostrou as pressões de inflação de 5,20% para 2012 e estacionada há quatro semanas em 5,51% para 2013 (IPCA).
            No caso do IGP-M as projeções caiam de 8.2% em 2012 para 5% em 2013.

            Não havia nenhuma inflação represada quando a Selic inverteu a rota.

          • o boletim focus indica

            o boletim focus indica inflação de x% e isso per se indica que não há inflação represada? é isso mesmo?

          • O BC não faz o trabalho todo sozinho
            5% não é inflação baixa, e Argentina e Venezuela não são parâmetros, é algo que pode gerar crescimento, mas é arriscado a longo prazo. Mas esse é outro assunto. Independente disso o ponto relevante não é o momento de inflexão do BC, mas o porque de ele foi obrigado a manter por tanto tempo a trajetória de alta! A inflexão poderia ter parado poucos meses depois se a inflação nos anos seguintes não aumentasse a pressão. Dito isso, certamente concordo em um ponto com o Nassif: virou um vício deixar todo o trabalho de controle inflacionário nas mãos do BC. Uma década inteira de incentivo ao consumo sem se importar em tocar nenhuma reforma sequer para aumentar a produtividade do país não é sensato. Nada contra o estímulo ao consumo, o bolsa família teve um efeito extraordinário na microeconomia e consequências macro-econômicas excelentes. O problema é que falar em reformas no país virou um palavrão neoliberal. Em um cenário sem ganhos de produtividade, com alto consumo e com um governo perdulário, o único instrumento restante é o BC. Não saberia dizer o porque da mudança do BC em 2012, mas é fato também que a inflação desde então segue uma tendência de alta e com o BC lutando sozinho contra ela. Tanto estava sozinho que, enquanto aumentava a taxa de juros de um lado, o governo continuava incentivando o consumo e expandindo gastos a rodo de outro, uma esquizofrenia que parece uma receita ideal para a estagflação. A virada nos juros do BC é café pequeno perto da irresponsabilidade do governo em manter uma política anticíclica a todo custo por anos e anos. Sugiro alguns pontos para entender a inflação ATUAL (um problema muito mais grave que ficar pensando em qual foi o momento da inflexão do BC): Preços represados, gastos governamentais em ascensão, baixa produtividade, economia altamente indexada… e isso sem o governo dar qualquer indicação de querer intervir nesses fatores, o que gera EXPECTATIVAS de inflação que só aumentam com o BC sozinho tendo que lutar contra elas. Dá-lhe juros quando o governo não faz seu dever de casa e procura o caminho mais fácil. Como houve perda geral de confiança no governo, baixar os juros na marreta pode ser a gota dágua para uma hiperinflação. Ou não… vai saber… esse conjunto de fatores levou a imprevisibilidade na lua… você arriscaria dar essa marretada se fosse presidente do BC? Acho que deixar os juros como estão e esperar para ver se o resto do governo faz a parte dele é o mais sensato……….

          • Desculpe aí, Nassif

            Mas você está errado.

            Na 170A reunião é que a taxa caiu para 7,25%.

            Só voltou a subir para 7,50% na reunião 174 em Abril de 2013.

            175ª29/05/2013 30/05/2013 – 10/07/20138,00 0,887,90 174ª17/04/2013 18/04/2013 – 29/05/20137,50 0,827,40 173ª06/03/2013 07/03/2013 – 17/04/20137,25 0,807,16 172ª16/01/2013 17/01/2013 – 06/03/20137,25 0,907,12 171ª28/11/2012 29/11/2012 – 16/01/20137,25 0,917,14 170ª10/10/2012 11/10/2012 – 28/11/20127,25 0,887,14 169ª29/08/2012 30/08/2012 – 10/10/20127,50 0,827,39

             

            http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS

          • Poxa Nassif, a boa política econômica lida com o imprevisível
            A lei de responsabilidade fiscal, por exemplo, serve exatamente para estarmos preparados contra cenários imprevisíveis. Outro exemplo: ninguém previu a queda do preço do petróleo, mas uma boa governança na Petrobrás evitaria uma catástrofe desse tamanho. Alguém previu que a bolha chinesa começaria a estourar nesse ano? Não, mas uma política fiscal responsável evitaria um desastre horroroso em nossa economia no caso dessa eventualidade. O plano do Palocci em 2005 de zerar o déficit público em 10 anos era uma política preventiva contra o imprevisível: aproveitar os tempos de bonança, porque sabemos que depois virá um inverno, ainda que não se saiba de onde. É o que falo, acusam a lei de responsabilidade fiscal de “neoliberal”, mas ela é um mecanismo extraordinário para nos protegermos contra a especulação. Quer mais exemplos de possíveis medidas preventivas contra o futuro sempre incerto em um sistema tão complexo quanto a sociedade global atual? Reproduzo abaixo um comentário meu, são coisas que muitas pessoas vem falando a muito tempo, ainda que ninguém soubesse o momento em que elas gerariam problemas, tratam-se fragilidades claras: “Passamos mais de uma década incentivando apenas o consumo sem nos preocupar com a produtividade. Nada contra o estímulo ao consumo, mas o governo não fez o dever de casa para estimular ganhos de produtividade por parte da oferta. Nenhuma reforma, seja na nossa burocracia insana, seja no absurdo tributário em que vivemos foi feita. Nem um passo sequer foi dado para reduzir nossa dependência das commodities, muito pelo contrário, basta ver a carteira de empréstimos do BNDES. A inflação atual pode não ser de demanda, mas a de alguns anos atrás era, e ainda que menor que hoje, ainda assim era bem mais alta que a maioria dos países estáveis. O cenário de estagflação foi criado com incentivos à demanda sem contrapartida por parte de ganhos de produtividade na oferta – e depois que o ciclo vicioso começa, ele passa a andar por conta própria. O represamento de preços administrados, da gasolina à energia elétrica, completou o cenário de expectativas inflacionárias mesmo sem contrapartida na demanda. Agora o processo anda por conta própria, de maneira realimentada, como sabemos. O BC é só uma parte do ferramental econômico do governo, e todo o restante desse ferramental só fez lambança!!!!!!”

    • como todo bom enrolador…

      O Focus de 12/4/2013, ( o Focus é a base usada pelo próprio BACEN para fixar os juros), projetava inflação de 5.4 aa, portanto dentro do intervalo da meta. 

      A inflação de agora em parte é preço represado (energia e combustível). De qualquer forma, como É INFLAÇÃO DE CUSTO, não justificaria a inflexão em 2013 ainda que tivesse sido computada. Mas mais do que isso, NÃO ESTAVA PREVISTA (o reajuste, não que ninguém soubesse que o preço estava represado), logo o BACEN contrariou o seu próprio modelo ou foi querer levar à inflação para o centro sem a mínima necessidade.

       Ressalte-se que a outra parte da inflação de agora é decorrente da queda de preço das commodities, que fez o preço do dólar explodir. Isso só começou a acontecer, de verdade, A PARTIR DE 2014, principalmente com as commodities metálicas. ISSO TAMBÉM É INFLAÇÃO DE CUSTO, não se combate com taxa de juros, FICA-SE MAIS POBRE E PRONTO, não adianta empurrar com a barriga.

      Engraçadissimo quem quer justificar juro alto com a nossa baixa produtividade. Pelo contrário, o juro alto ESCAMOTEIA essa baixa produtividade, porque mantem por algum tempo o nível de preços abaixo do real potencial da economia. Ficamos ARTIFICIALMENTE baratos.

       

       

    • modelo Focus

      Apenas para correção: o Focus de 12/4/2013 previa inflação de 5,42%, porém com uma SELIC já majorada para cerca de 8%. Portanto, não posso dizer que o BACEN contrariou o seu modelo ao subir os juros.

      Entretanto, isso não muda a essência. Não se eleva juros básicos, ainda mais com resultados lesivos ao Tesouro, para combater inflação de custo.

      Só se eleva juros quando há inflação de demanda, ou seja, nas situações em que a alta de preços é causada por um crescimento da renda nominal agregada (destaco o agregada) consideravelmente maior que o aumento do produto real disponível. 

  31. A condução da política

    A condução da política monetária só será decente quando tivermos economistas compromissados com a economia real no COPOM, não essas meretrizes do mercado financeiro. 

  32. O PT perdeu para os rentistas…

    Ninguém se lembra? Foi há 4 anos atrás…

    A Selic foi se “recuperando” pelo factóide criado pelo Meirelles de que estava impactando negativamente a Poupança e os rendimentos pré-fixados.

    Pra mim foi o maior erro já cometido por economistas e governo. Como vc disse, já estavam todos esperando a continuidade de queda dos juros Selic, o Brasil recebia o Tsuname de Dólares. Perdeu a oportunidade de reduzir drasticamente a dívida pública e fazer grandes reservas de dólares.

    A Selic é o grande balizador de tudo que é emprestimo no país. O economista que levá-la abaixo do rendimento da poupança no Brasil ganhará o prêmio nobel de economia.

  33. Quem desdenha quer comprar.

    Querem é o Estado Brasileiro, Nassif.

    Existem oceanos de liquidez pelo mundo em busca de ativos reais. Alguém tem dúvida de que no dia seguinte à conquista do poder não vão mais furiosamente saquear o que puderem de ativos públicos e retroceder no que puderem nas relações sociais e trabslhistas? Alguém realmente acha que vão simplesmente “restaurar a confiança do ‘mercado'” passado o “sinistro projeto de poder petista”!?

    Quando em 2008, em plena crise, o Lula acenou com ampliação de gastos públicos é óbvio que ficaram felizes. Quando chegou em 2012, com os juros em 7,5% ficou claro que ficaram com medo. Quando fechou 2014 com déficit mais alto (ainda que com emprego recorde e inflação dentro do combinado) é óbvio que se encantaram com a oportunidade.

    O governo por um fio e ainda queriam que ele confrontasse o “mercado, é isso?!

    Não está claro demais quem é quem na política brasileira? Até quando vai essa conversa mole de “sinalizou pro mercado” e “erro do governo”?

  34. Os Idiotas, A Sustentável Leveza do Ter, Dos “Espertos”

    Os embustes apropriadamente comparados, do milênio e na SELIC, são medidas de quantos são muitos os idiotas convictos disponíveis e muito espertos os poucos expeditos irreversíveis em sugar o dinheiro alheio com o nada, sendo tudo.   

  35. Falar pouco e dizer tudo. Lula:
    ” O que nós estamos vendo: se em algum momento se acreditou que fazendo discurso para o mercado a gente ia melhorar, o que a gente percebeu é que não conseguimos ganhar uma pessoa do mercado. Nem o Levy, que era representante do mercado no Ministério da Fazenda, não virou governo. Não ganhamos ninguém e perdemos a nossa gente.

  36. Taxa de Juros do Banco Central

     É necessário e urgente que a Presidente Dilma DEMITA o Sr. Alexandre Tombini, e toda a equipe do COPOM. A economia brasileira não pode suportar mais um mês com essas absurdamente elevadas Taxas de Juros. É preciso juros baixos, para que a população tenha acesso ao crédito, de um modo geral, e especialmente ao crédito HABITACIONAL. Não existe nenhuma demanda inflacionária, o povo simplesmente não compra, pois não tem dinheiro para isso. As taxas de juros têm que cair vertiginosamente para que a Indústria invista no aumento da sua produção, o que significaria que haveria muitas contratações, diminuição do desemprego, injeção de dinheiro no mercado, o que possibilitaria que o comércio voltasse a contratar, etc., criando um círculo vicioso positivo. Eu estou do lado da Presidente Dilma, mas não do Alexandre Tombini. FORA ALEXANDRE TOMBINI. O Brasil precisa voltar a crescer.

  37. Semelhança entre o BC e o cachorrinho da RCA

    O Banco Central sabe bem o que está a fazer.  Ele ouve “a voz do dono” e obedece caninamente.

  38. O BANCO CENTRAL FAZ TUDO CERTO

    Oras, quem é a Chefe do Presidente do Banco Central ? A Dilma..Tem que falar é da economia sempre, Nassif, que está um verdadeiro desastre. Só quer falar sobre lava-jato… aliás, o PT acabou com o país…

  39. Pelas reações contidas  nas

    Pelas reações contidas  nas folhas do PIG,a banca,especuladores e coxinhas  tiveram  razoáveis prejuízos apostando na elevação dos juros. Tombini  chegou a ser chamado de  “covarde” por um ex- presidente do  BACEN. Os colunistas econômicos espumam. Desconfia-se que  Dilma assumiu o comando da economia para valer.Enfim,  parece que está ouvindo Lula e executando suas sugestões.

  40. Se aumentar mais ainda a

    Se aumentar mais ainda a SELIC a divida pública cresce numa velocidade tão rápida que não há corte de custeio que alcance, mas o mercado quer juros.

  41. Não há corte em custeio que

    Não há corte em custeio que segure a escalada da dívida com a taxa de juros nas alturas, depois venderemos nossas recservas para não ter que ir ao FMI como em 2001.

  42. Tira esse obtuso do comando

    Tira esse obtuso do comando do BC!!!! onde é que ele está vendo ecesso de liquidez e demanda aquecida para justificar uma taxa elevada dessas?

  43. bola de cristal
    Senhores … ja tinhamos falado sobre a desconexão do BC com o Planejamento e a Fazenda.

    parece que eram estranhos entre si . sempre esquivo, vivendo em sua redoma.
    mas nao vamos chorar pelo leite derramado .. precisamos de um nome forte e conhecedor de economia de mercado para reposicionar os vagões nos trilhos.

    o Brasil tem jeito, sim !!

  44. Qual melhor ferramenta de combate à inflação no atual momento?
    Uma pergunta melhor: quais as suas causas, antes de sairmos receitando remédios antes de identificar a doença? Uma pergunta melhor: quais as suas causas, antes de sairmos receitando remédios sem identificar a doença? Certamente não é uma inflação de demanda, como observou o Nassif. As causas originais já ficaram para trás e agora a inflação se move por realimentação própria. Essas causas iniciais, considero eu, foram preços represados, gastos governamentais em ascensão, baixa produtividade devido a entraves estruturais, economia altamente indexada, sinais contraditórios do governo em relação à economia. Agora isso é passado, apesar de serem pontos de alerta no médio/longo prazo. O ponto ainda presente é que as idas e vindas do governo, seu imediatismo e falta de precaução com o longo prazo destruíram a confiança e exatamente por isso baixar os juros na marreta criaria uma expectativa de inflação ainda maior, com risco de hiperinflação, uma vez que não foram identificadas claramente as causas da realimentação inflacionária nem tomadas medidas concretas contra essas causas. Seria extraordinário o Nassif abrir um post a respeito disso. Poderia ser uma discussão muito mais objetiva que a confusão ideológica generalizada na internet, tanto à esquerda quanto à direita. Temos que ser mais pragmáticos nas discussões. Vemos mais propostas de combate à inflação do que diagnósticos claros a respeito da sua causa. Esse parece ser um grande erro.

  45. Globonews está aqui

    Globonews está aqui espalhando terrorismo econômico, citou exemplos de pânico em crises econoômicas e citou a eleição do Lula em 2003, mas não falou da maxidesvaloriazação cambial de 1999, uma das maiaores da história do Brasil, quando o país foi à bancarrota, e continuou chamando de desastrosa a decisão do BC de manter a taxa SELIC, a estratosférica taxa SELIC.

  46. A culpa é da Presidente

    Não vejo razão para atirar no BC. A Presidente nomeou Trombini, logo ela concorda com o que está sendo feito.

    O mesmo raciocínio serve para o Ministro da Justiça.

  47. Sobre Dilma e Tombini…
    Diogo Mainardi, certa vez, escreveu “Lula é minha anta”. Mainardi, como bom reacionário obtuso, dedicava toda sua raiva, sarcasmo e ódio ao ex-presidente Lula, sem perceber que Lula era (e é) mais inteligente que ele. Mas se, hoje, Mainardi tirasse o Lula do título e colocasse Dilma e Tombini, é certo que seria mais realista.

  48. Economistas
    O que eu não entendo, até porque não sou economista, é porque um montão deles(economistas) estão falando que a CHINA faliu?

    Que a indústria automobilística Brasileira está quebrada?

    Que o desemprego no Brasil está um caos?

    Que a queda de 3% o PIB do Brasil vai nos deixar passando fome?

    ENTÃO:
    Queriam que a China crescesse a 12 ou 15% ao ano até quando?
    Indefinidamente? E agora que SÓ cresceu 7% e está quebrada?

    Queriam que as montadoras do Brasil continuassem fabricando mais de quatro milhões de automóveis ao ano por quanto tempo?Para quem? Os duzento milhões de Brasileiros ficariam TODOS ricos de uma hora para outra?

    Foram criados mais de 23 MILHÕES de empregos em doze anos, fora as novas (milhões)empresas individuais e micros, etc. Por causa de 1,5 milhões perdidos em 2015 (com carteira) o País está um caos?

    Nosso PIB passou de 509 bilhões de dólares em 2002 , para 2,375 TRILHÕES em 2014 e esses 3% de queda em 2015 faliram o Brasil?

    Tá difícil….vou estudar mais.

    • Realmente você precisa

      Realmente você precisa estudar muito ou, no mínimo,  ler um pouco de jornal e você já saberá a quantidade de bobagens que você escreveu.

      A começar por esses seu números inflados, só o PIB você aumentou em 1 trilhão e, detalhe, 2014 não tivemos crescimento….

  49. Se o BC e Dilma erraram foi pelo excesso de racionalidade

    Luis Nassif,

    Meus comentários têm se tornado cada vez mais repetitivos. De certo modo, depois de determinada idade não há algo de novo a dizer. Restaria o silêncio, na frase de Ludwig Joseph Johann Wittingstein e que é também o que preconiza o filósofo Harry Gordon Frankfurt no livreto “On Bullshit”, que se diga de passagem é, em meu entendimento, um desenvolvimento da frase de Ludwig Joseph Johann Wittingstein:

    “O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que não se pode falar tem de ficar no silêncio”.

    Considero, entretanto, que enquanto e aonde a ciência não estabelece a análise correta e definitiva, o leigo que é o meu caso pode meter o bedelho à vontade. E já não conseguindo inventar só me resta a repetição. Assim de imediato repito uma frase que venho reproduzindo com frequência aqui no blog e que nem criação minha é, mas sim de Antoine de Saint-Exupery no livro “O pequeno príncipe”: “você se torna sempre responsável pelo que você cativa”.

    Repito essa frase em razão do tipo de crítica que vi aqui neste seu post “Um desastre chamado Banco Central” de quinta-feira, 21/01/2016 às 00:02. Não se faz a análise de avaliar ou apresentar a opinião sobre a correção ou equívoco do seu post. O que interessa para alguns comentaristas é que você faz a crítica ao Alexandre Tombini e não faz a crítica à presidenta Dilma Rousseff. Esse é o caso, por exemplo, do comentário de Aleandro Chavez enviado quinta-feira, 21/01/2016 às 00:48, e que se encontrava na segunda página quando havia 83 comentários. Quando se faz posts como este em que classifica a atuação do Banco Central como um desastre, sem o suporte ou da doutrina ou dos fatos, não resta muito mais do que esperar comentários como o de Aleandro Chavez.

    O que se deveria avaliar era o contexto do seu texto e a base fatual em que você se apoia na crítica ao Banco Central do Brasil. Há um pouco nesse sentido no comentário de Nask enviado quinta-feira, 21/01/2016 às 13:15, bom na parte que ele remete para o comentário de Bonna enviado quinta-feira, 21/01/2016 às 12:49. Bonna queria a correção sobre o momento em que o Banco Central começa a subir o juro. E o que temos a esse respeito pode ser visto no quadro do Banco Central intitulado “Histórico das taxas de juros” no seguinte endereço:

    http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS

    O que se vê lá foi que a última baixa da Selic foi na 170ª reunião do Copom realizada quarta-feira, 10/10/2012, quando a taxa de juro foi de 7,5 para 7,25. E a taxa ficou nesse patamar até a 174ª reunião do Copon realizada na terça-feira, 17/04/2013, quando se iniciou o ciclo de alta e a taxa foi elevada para 7,50%.

    Em vez de aceitar a correção que o Bonna fez e que Nask reproduziu, você preferiu aproveitar a parte ruim do comentário do Nask para defender seu ponto de vista que estava fundado em informação equivocada.

    E não era só isso que se pode identificar como não factual. Logo no início você faz a seguinte comparação:

    “O dia em que se fizer o inventário da atuação do BC na gestão Alexandre Tombini, provavelmente se terá o retrato de uma das mais desastradas gestões da história pós-estabilização, só superada pela de Gustavo Loyolla e seus 45% de taxa básica ao ano”.

    Não critico o trecho pela comparação que é fruto de opinião. O que critico são as bases factuais da comparação. Ora o Gustavo Jorge Laboissière Loyolla foi presidente do Banco Central de junho de 1995 a agosto de 1997, quando foi substituído por G. Henrique de Barroso F. E o que é mais importante durante a gestão de Gustavo Jorge Laboissière Loyolla a tendência do juro foi praticamente declinante, é que se pode ver no que consta do “Boletim do Banco Central do Brasil – Relatório 1996” a respeito das taxas de juros no Gráfico 2.9 no seguinte endereço:

    http://www.bcb.gov.br/pec/boletim/banual96/banualc2.asp?idpai=BOLETIM1996

    No Gráfico 2.9 do “Boletim do Banco Central do Brasil – Relatório 1996” há os dados para os juros apenas em relação a 1995 e a 1996. Para o final da gestão de Gustavo Jorge Laboissière Loyolla, os dados podem ser conferidos no quadro do Banco Central intitulado “Histórico das taxas de juros” indicado em link acima. A alta da taxa de juros que ocorreu em 1997 para que o país pudesse enfrentar a crise asiática ocorreu na reunião extraordinária de quinta-feira, 30/10/1997, quando a taxa saltou de 19,05% para 45,67%. E teve ainda a taxa a 42,12% na 29ª reunião do Copom realizada na quarta-feira, 07/10/1998, taxa que foi elevada para enfrentar a crise russa. Tudo isso durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso.

    Já no segundo governo Fernando Henrique Cardoso, logo no início do ano, para enfrentar a desvalorização do real a taxa de juro foi elevada em decisão de quinta-feira, 04/03/1999 para 45,00%.

    A comparação então não tem base nos fatos. A questão é que a gerência de um Banco Central não é algo fácil. O Brasil caiu em uma armadilha, mas não se sabe a quem culpar. Talvez a culpa possa ser mesmo do Banco Central do Brasil, mas é preciso fazer uma análise mais substanciosa para poder lançar a acusação. O que a Ciência Econômica informa sobre a condução da política monetária no que diz respeito a taxa de juros? Não há nada definitivo e assim nós os leigos temos um amplo campo de atuação. Ainda assim é preciso ter mais cuidado ao emitir opiniões. Qual é o caminho mais correto a se adotar: deve-se fazer variações pequenas ou se deve agir bruscamente como ocorreu durante o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso e no primeiro ano do segundo governo?

    E não são só essas duas alternativas. Pois há também a discussão sobre adotar uma regra que determina a taxa de juro como quer o economista John Brian Taylor. Persistente na adoção da regra que traz o nome dele, ele vem trabalhando junto a Paul Ryan no Congresso dominado por republicanos para forçar o Banco Central americano a aceitar a regra e que alega que se ela tivesse sido adotada não haveria a crise de 2008.

    E na análise do comportamento do Banco Central no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff não se pode esquecer que a economia retomou forte no primeiro semestre de 2013, ao ponto de Francisco Lopes dizer em artigos naquele período que o Banco Central do Brasil deveria ser menos parcimonioso na elevação do juro.

    A questão é saber se a elevação do juro pelo Banco Central apesar de parcimoniosa foi suficiente para fazer a forte reversão na taxa de investimento que ocorreu no terceiro trimestre de 2013. Se foi essa a causa, então pode-se culpar o governo (Se houvesse sido mais austero com as finanças o crescimento seria menor e o juro poderia subir menos) e o Banco Central por não terem sido capazes de atuar em harmonia.

    Agora, e se a reversão se deu por uma causa exógena que não estava nos cálculos do governo e nem de mais ninguém, como se poderia acusar o Banco Central? É preciso primeiro afastar a possibilidade dessa causa exógena para então começar a acusar o governo e o Banco Central.

    Assim, acusar um Banco Central que manteve a taxa de inflação durante quatro anos no intervalo de 5,5% a 6,5% no ano e enfrentou a desvalorização cambial com a menor variação da taxa de juro e da própria inflação de ter feito a mais desastrada gestão é estapafúrdio, disparatado e descabido. A única acusação que pode ser feita ao Banco Central é que ele pecou por excesso de racionalidade.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 21/01/2013

    • Colateral Brasil

      A hipótese de o Brasil ter sido um colateral num fogo cruzado internacional não é de todo descabido. Mas a Dilma têm culpa de deixar o Brasil desprotegido em vez de tê-lo levado para um embate, cansei de falar aqui no blog. Falta Rumo, Norte e Estrela para o País, sem isto continuamos como uma nau ao léo, esperando a próxima catastrofe.

      Acorda, Dilma!

      • Um exemplo, entre muitos, de como o mundo é complicado

        NWO motto:  Order out of Chaos.  Corollary: Creative Destruction

        This is also likely an example of engineered “disaster capitalism” by the banksters.

        The wealthiest man in Syria, billionaire Rami Makhlouf, controls over 60 percent of Syria’s economy through his networks.  Makhlouf is the major investor in an a multinational oil company operating extensively in Syria for years, under the control of the likes of Goldman Sachs, Bank of America, Barclays, etc.  Much of Mahklouf’s wealth, considered to be the assets of the larger extended Assad clan, is invested in western investments, NWO-model city Dubai where he has a large estate, and hidden in offshore shell accounts in the Virgin Islands and elsewhere.  In 2002, Makhlouf’s company Cham Holdings became the largest investor in the new Syria Sustainablity model in line with the Syrian government formally agreeing adopt the UN’s Agenda 21 program.

        The Apex Globalists continue their n-dimensinion chess game of building their new Big Brother Global Technocracy paradigm with the cooperation of the world’s oligarchs while the rest of use read about and analyze TPTB’s old crimes and paradigms.

        What’s going on behind the curtain?  Too many layers of deception and obfuscation for most mortals to keep up with.

        • 18 de março -Multi polar comando do mundo

          March 18, 2014 – Historic Turning Point: The Apex of Globalism and the Ascent of a Multi-Polar World System

           
          Vladimir Putin: Against the equality of good and evil.March 18, 2014 – The address of Russian President Vladimir Putin to the State Duma deputies, Federation Council members, heads of Russian regions, Representatives of the Republic of Crimea and Sevastopol, civil society representatives in the Kremlin, and to “The West”: 
           […] After the dissolution of bipolarity on the planet, we no longer have stability. Key international institutions are not getting any stronger; on the contrary, in many cases, they are sadly degrading. Our western partners, led by the United States of America, prefer not to be guided by international law in their practical policies, but by the rule of the gun. They have come to believe in their exclusivity and exceptionalism, that they can decide the destinies of the world, that only they can ever be right. They act as they please: here and there, they use force against sovereign states, building coalitions based on the principle “If you are not with us, you are against us.” To make this aggression look legitimate, they force the necessary resolutions from international organisations, and if for some reason this does not work, they simply ignore the UN Security Council and the UN overall. […] I understand those who came out on Maidan with peaceful slogans against corruption, inefficient state management and poverty […] However, those who stood behind the latest events in Ukraine […] resorted toterror, murder and riots. Nationalists, neo-Nazis, Russophobes and anti-Semites executed this coup […] We understand what is happening; we understand that these actions were aimed against Ukraine and Russia and against Eurasian integration […] We have every reason to assume that the infamous policy of containment, led in the 18th, 19th and 20th centuries, continues today. They are constantly trying to sweep us into a corner because we have an independent position, because we maintain it and because we call things like they are and do not engage in hypocrisy. But there is a limit to everything. And with Ukraine, our western partners have crossed the line. […] It is at historic turning points such as these that a nation demonstrates its maturity and strength of spirit. The Russian people showed this maturity and strength through their united support for their compatriots. Russia’s foreign policy position on this matter drew its firmness from the will of millions of our people, our national unity and the support of our country’s main political and public forces […] Obviously, we will encounter external opposition, but this is a decision that we need to make for ourselves. Are we ready to consistently defend our national interests, or will we forever give in, retreat to who knows where? […] Russia will also have to make a difficult decision now, taking into account the various domestic and external considerations. What do people here in Russia think? Here, like in any democratic country, people have different points of view, but I want to make the point that the absolute majority of our people clearly do support what is happening. In his 2013 annual Presidential address to the Federal Assembly Vladimir Putin clearly expressed: […] Today, many nations are revising their moral values and ethical norms, eroding ethnic traditions and differences between peoples and cultures. Society is now required not only to recognise everyone’s right to the freedom of consciousness, political views and privacy, but also to accept without question the equality of good and evil, strange as it seems, concepts that are opposite in meaning. This destruction of traditional values from above not only leads to negative consequences for society, but is also essentially anti-democratic, since it is carried out on the basis of abstract, speculative ideas, contrary to the will of the majority, which does not accept the changes occurring or the proposed revision of values. We know that there are more and more people in the world who support our position on defending traditional values that have made up the spiritual and moral foundation of civilisation in every nation for thousands of years: the values of traditional families, real human life, including religious life, not just material existence but also spirituality, the values of humanism and global diversity. Of course, this is a conservative position. But speaking in the words of Nikolai Berdyaev, the point of conservatism is not that it prevents movement forward and upward, but that it prevents movement backward and downward, into chaotic darkness and a return to a primitive state. 

          The President of Russia is leading the global resistance against the Empire of Wall Street and the City of London. Hestopped their genocidal depredation in Russia. This is why they hate him, why they attempt to kill him, why the corporate media is cheering thugs of the ilk of Yulia Tymoshenko and Mikhail Khodorkovsky as if they were heroes of democracy. Since 25 years the imperial ‘West’ is waging wars, destroying nation after nation, producing failed states, terrorism, chaos and millions of casualties. This was the second NATO-coup in Ukraine within a decade. The road to Moscow leads through Kiev. But this time around Vladimir Putin’s Russia was prepared, and not alone: After the latest coup in Ukraine, Crimea hastily joined Russia on March 18, 2014 before becoming subjected to IMF-looting or another ‘civil war’ orchestrated by NATO. The unification of Crimea and Russia is backed by the Shanghai Cooperation Organization (SCO). This military and economic alliance was founded in 1996 responding to globalizing NATO-savagery. Today the SCO comprises 6 member states, 5 observer states, 3 dialogue partners, and 3 guest attendances of 5 non-Western civilizations (Russian, Chinese, Muslim, Hindu, Buddhist – 4 nuclear powers among them) from the South China Sea to the Baltic Sea and from the Persian Gulf to the Bay of Bengal. In terms of potential, production, infrastructure, economic growth and prosperity, this is the most successful and promising alliance in recorded history. This is not an empire. It is an alliance of sovereign states and their relations are governed by international law. This is the very opposite to the poisonous ‘one-world’-gospel of the globalists and the ‘clash-of-civilization’-ideology of the liberals. 
          Pro-Russian protesters hold a banner reading “Odessa for referendum!” stage 
          a rally in the center of the Ukrainian city of Odessa on March 23, 2014China knows very well it is next in NATO’s linefor ‘freedom’ and ‘democracy’ and that without the SCO and Russia’s energy supply it would fall prey to the Empire. Therefore China supports Russia, Syria, Iran, Sudan, Pakistan, Afghanistan and a new multi-polar world-system. The fascist regime in Kiev has no legitimacy at all, and won’t last. The EU has no means to sanction Russia. The EU is not a superpower. The EU is not the White Knight and won’t rescue anybody. The EU is but a deeply corrupted, pitiful and bankrupt US protectorate on the brink of collapse and revolution itself. However, in this latest freedom-and-democracy-scam the EU is once again the colonial aid of the international banking cartel. And once again they came to loot: Ukraine’s gold was flown out to London or New York two weeks ago. last week the EU showed up in Kiev offering a multi-billion Euro-credit. Conjured by Mr. Draghi out of nothing. To support the Ukraine. Nobody takes this. The Ukrainians will overthrow Euro-fascism and join the Eurasian Customs Union. Or split up the country. Any sanctions will only strengthen the Eurasian integration and increase unemployment and misery in the EU.Saudi ArabiaQatar, and Israel are financing and practicing international terrorism, war and subversion. They are derailed enemies of civilization, and more and more isolated and doomed in their short-sighted and racist activities. They are the major obstacle for unity, peace and development in the Middle East. Turkey plotted with Saudi Arabia, Qatar, and Israel against Syria. The Turkish government will fall while Assad is winning the war. Iran is about to settle the nuclear issues and to take the lead in the Gulf-region. Sooner or later Turkey will join Syria and Iran in the SCO. 

          The Bank of International Settlements (BIS) in Basel, Switzerland, is the central bankers’
          central bank. It is the centre of control of the world financial system, the Vatican of
          globalization. The BIS not only owns the FED and the ECB, but is also the largest share-
          holder in some other 80 central banks around the globe, as well as the largest shareholder
          in the IMF and other multilateral financial institutions. And who owns the BIS? It is a
          private cartel of only 8 families. The Americans, the Japanese, the Germans, the French, 
          the Italians, etc. owe trillions of dollars to this cartel. Of course they will never be 
          able to pay back. But this is just perfectly fine. From the very inception the Euro was 
          not even based on fractional reserve banking but on thin air plus the ability of the state 
          apparatus to tax the 99.9% of the population and to cater hundreds of billions of interests 
          every year to the cartel. This is perfectly fine since this money buys real assets, commodi-
          ties, services, everything. Globally. A supertanker of crude, a shipment of cars, quadril-
          lions of working-hours – all for a bunch of paper or digits created in cyber-space. And if 
          one doesn’t agree with this sort of deal, the overlords of money will send in the hit-men, 
          the jakals, the drones, color revolutions, mercenaries, Al-Qaeda, NATO. This sort of 
          banking and the scam of interests on the money are the very essence and holy spirit of 
          globalized neo-feudalism.  The US will keep playing India as the continental dagger against China and Pakistan until an Indian Putin will emerge and integrate the country in the SCO. Venezuela is fighting imperialism since 1998. Without nuclear defence capacity and no strong allies in the region, the people of Venezuela may soon perish and see its oil, gas and gold once again stolen and become degraded into poverty. However, with more than 60 % of the world’s population, the momentum towards a new international system, future world trade and economy are intimately related with the SCO and the BRICS. All of them are building up gold reserves and are about to create an independent currency, a BRICS-bank and a BRICS currency reserve pool. Already the SCO and the BRICS could destabilize the Euro and the US dollar by dumping them into the exchange markets. The FED and the ECB would not be able to arrange currency swaps with other countries large enough to buy up the dumped currency, and the exchange values would fall. Such an action could be the response to more hostile NATO activities.

          If this is now indeed the “beginning of the end” for the globalist’s Empire, this is still only the very beginning of a long and most dangerous process: The next big NATO war will be the end-game for absolute rule of a cynical world hegemon over the 99% of the global rest. Some Empires die more or less peacefully, destroyed by economic ruin, over-stretch and social implosion; others prefer to doom in an orgy of violence.

           

          • Panopticon e Foucault

            Foucault and His Panopticon

            by Moya K. Mason

            Michel Foucault

            Above all else, Michel Foucault believed in the freedom of people. He also realized that as individuals, we react to situations in different ways. His used his books as a vehicle to show the various factors that interact and collide in his analyzation of change and its effects. As a philosophical historian and an observer of human relations, his work focused on the dominant genealogical and archaeological knowledge systems and practices, tracking them through different historical eras, including the social contexts that were in place that permitted change – the nature of power in society. He wrote that power “reaches into the very grain of individuals, touches their bodies and inserts itself into their actions and attitudes, their discourses, learning processes and everyday lives” (Foucault 1980,30).

            Along with other social theorists, Foucault believed that knowledge is always a form of power, but he took it a step further and told us that knowledge can be gained from power; producing it, not preventing it. Through observation, new knowledge is produced. In his view, knowledge is forever connected to power, and often wrote them in this way: power/knowledge. Foucault’s theory states that knowledge is power:

            Knowledge linked to power, not only assumes the authority of ‘the truth’ but has the power to make itself true. All knowledge, once applied in the real world, has effects, and in that sense at least, ‘becomes true.’ Knowledge, once used to regulate the conduct of others, entails constraint, regulation and the disciplining of practice. Thus, ‘there is no power relation without the correlative constitution of a field of knowledge, nor any knowledge that does not presuppose and constitute at the same time, power relations (Foucault 1977,27).

            For him, power exists everywhere and comes from everywhere; it was a key concept because it acts as a type of relation between people, a complex form of strategy, with the ability to secretly shape another’s behaviour. Foucault did not view the effects of power negatively. For him, power didn’t exclude, repress, censor, mask, and conceal. Foucault saw it as a producer of reality: “it produces domains of objects and rituals of truth” (Foucault 1977,194). The importance for him always lay in the effect that power has on entire networks, practices, the world around us, and how our behaviour can be affected, not power itself.

            One of the techniques/regulatory modes of power/knowledge that Foucault cited was the Panopticon, an architectural design put forth by Jeremy Bentham in the mid-19th Century for prisons, insane asylums, schools, hospitals, and factories. Instead of using violent methods, such as torture, and placing prisoners in dungeons that were used for centuries in monarchial states around the world, the progressive modern democratic state needed a different sort of system to regulate its citizens. The Panopticon offered a powerful and sophisticated internalized coercion, which was achieved through the constant observation of prisoners, each separated from the other, allowing no interaction, no communication. This modern structure would allow guards to continually see inside each cell from their vantage point in a high central tower, unseen by the prisoners. Constant observation acted as a control mechanism; a consciousness of constant surveillance is internalized.

            Foucault’s Panopticon

            The Panopticon was a metaphor that allowed Foucault to explore the relationship between 1.) systems of social control and people in a disciplinary situation and, 2.) the power-knowledge concept. In his view, power and knowledge comes from observing others. It marked the transition to a disciplinary power, with every movement supervised and all events recorded. The result of this surveillance is acceptance of regulations and docility – a normalization of sorts, stemming from the threat of discipline. Suitable behaviour is achieved not through total surveillance, but by panoptic discipline and inducing a population to conform by the internalization of this reality. The actions of the observer are based upon this monitoring and the behaviours he sees exhibited; the more one observes, the more powerful one becomes. The power comes from the knowledge the observer has accumulated from his observations of actions in a circular fashion, with knowledge and power reinforcing each other. Foucault says that “by being combined and generalized, they attained a level at which the formation of knowledge and the increase in power regularly reinforce one another in a circular process” (Foucault 1977).

            For Foucault, the real danger was not necessarily that individuals are repressed by the social order but that they are “carefully fabricated in it” (Foucault, 1977), and because there is a penetration of power into the behaviour of individuals. Power becomes more efficient through the mechanisms of observation, with knowledge following suit, always in search of “new objects of knowledge over all the surfaces on which power is exercised” (Foucault 1977).

            When only certain people or groups of people control knowledge, oppression is a possibility. We need to find out who is recording our actions. At least then we will know who has power and who doesn’t.

            But what happens to all the knowledge that is collected through mechanisms of power? Isn’t that the most important question? Foucault painted us a picture but left it up to us to create a process for resistance, and to figure out how to resolve conflicts ourselves. He gave us instruments of analysis, but offered no weapons.

            Where can we draw the line between security and freedom, especially when modern surveillance technology is increasingly used in urban public spaces to control or modify behaviour, tracking people who aren’t incarcerated, but mobile and innocently going about their business? Who determines what our rights are? Can we make the rules together?

            Can we mobilize counter-power to form a resistance against the pervasiveness of an increasingly intrusive electronic society that is trying to manage the information it is tracking and collecting? Can we wage our own battles and develop some strategies to help us retain a semblance of individual anonymity and privacy? Can we develop our own system of power/knowledge as a form of resistance? Or should we just surrender to it? Surrender to the unseen power that endeavours to control us from afar? Or should we continue to adapt and submissively, quietly accept the prevailing philosophy of an increasingly monitored society? Or should we try to overcome?

            If power systems are already immersed in society, does smart mob technology offer any real opportunities for significant counter-power? Should we even bother to hope that we can change the world? Who or what should we develop a resistance against, if we want to see real change? Foucault says it is better to forget the State in our struggle against power, and instead, concentrate on local struggles. Are recent street protests against globalization a good point of departure? Can we really expect that the right thing will be done just because? Can local cooperation and resistance make a difference globally?

            Can smart mobs help by allowing us to organize even more appropriate and more mobilized counter-power protests, and offer a more sophisticated avenue for defending democratic liberties and personal rights? It may be possible that coordination and cooperation, brought about by smart mob technologies, will help us to acquire new forms of social power by organizing just in time and just in place. Perhaps the real power of smart mob technologies lies in their ability to act as agents of change; one group at a time, one place at a time.

    • O PT perdeu para os rentistas…

      A política de governo mudou.

      O Lula vinha numa poítica mais voltada para o Brasil.

      A Presidenta Dilma por conta da crise de 2008, tem uma política econômica voltada para o exterior.

      O governo tem que voltar a olhar pra dentro do país. O Brasil é considerado terra virgem, existe tudo a se fazer.

      Não tem dinheiro então não paga a dívida externa, simples assim. 

      • Falar em não pagar a dívida

        Falar em não pagar a dívida externa?  Mas Lula pagou essa dívida em seu primeiro governo. Esse governo já não administra o país, mas ainda não apareceu alguem pra dizer issio a eles.

    • Talvez entendendo junho de 2013, compreenderemos o Brasil atual

       

      Luis Nassif,

      Em meu comentário anterior eu apontei algumas razões para não considerar a atuação do Banco Central no primeiro governo da presidente Dilma Rousseff e no início de segundo governo dela como ruins, e que são, a saber, a pequena variação da inflação no período e a pequena variação da taxa de juros para enfrentar a desvalorização da moeda.

      Houve um post posterior aqui no seu blog utilizando como conteúdo um texto de Diogo Costa e que aponta outra qualidade na condução da política monetária pelo Banco Central durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. A qualidade é a baixa média da taxa real de juros que se verificou no período quando se compara com a média da taxa real de juros no governo de Lula e no governo de Fernando Henrique Cardoso.

      E o post que mostra esta qualidade do Banco Central é “Crédito, recessão e a evolução das taxas de juros no Brasil, por Diogo Costa” de sábado, 23/01/2016 às 09:07, e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://www.jornalggn.com.br/noticia/credito-recessao-e-a-evolucao-das-taxas-de-juros-no-brasil-por-diogo-costa

      Na verdade se se formos analisarmos item por item do que compõe a política monetária sob o comando do Banco Central do Brasil dificilmente vamos encontrar um período em que a política monetária foi mais bem gerenciada.

      O problema todo diz respeito aos resultados, sendo que os resultados talvez sejam mais bem medidos por dívida pública, geração de emprego e crescimento econômico. E parece que os resultados para o período atual que o governo pode apresentar vão ser os piores.

      Ainda que os resultados sejam ruins, o problema não estaria de todo resolvido, pois é preciso saber se os resultados são fruto de má condução da política monetária pelo Banco Central ou pela má condução da política econômica pelo governo ou pela má situação econômica mundial para países periféricos ou de uma realidade peculiar do Brasil e desvinculada da política monetária ou econômica (esta considerada mais especificamente no seu aspecto fiscal), como o julgamento da Ação Penal 470 pelo STF, as manifestações de junho de 2013 e o desenvolvimento da Operação Lava Jato.

      Em princípio não atribuo à política monetária do Banco Central ou à política econômica do governo federal a responsabilidade pela crise econômica atual que enfrentamos. É claro que minha manifestação é mera opinião de leigo, mas aceito demonstrações em contrários de especialistas. Não vi, entretanto, análises contrárias e fundamentadas de especialistas.

      Há uma realidade mundial ruim para os países periféricos. É só observar o que acontece com a economia russa nos dois últimos anos. Apenas esta realidade mundial não explica, em meu entendimento, a realidade brasileira.

      Em meu entendimento, o julgamento da Ação Penal 470 pelo STF não influenciou na economia. Também não acho que a Operação Lava Jato sozinha tenha tido repercussão na economia. O que teve repercussão na economia foi a queda do preço do petróleo e o endividamento da Petrobras e essa repercussão ocorreu concomitantemente com a Operação Lava Jato.

      A Operação Lava Jato pode ter antecipado a reação da Petrobras em estancar o investimento e sem dúvida o estancamento dos investimentos influenciou a economia. Influência que realmente significou redução do PIB, mas teve um lado benéfico, pois se demorasse a tomar as decisões necessárias para sintonizar com a nova realidade dos preços do petróleo, talvez a Petrobras fosse ficar em situação pior de endividamento.

      Agora, os dados de investimento mostram que houve uma forte inversão nos investimentos no terceiro trimestre de 2013. O país voltou a crescer com índices fortes na taxa de investimentos a a partir do quarto trimestre de 2012, e de repente no terceiro trimestre houve queda expressiva dos investimentos. Em princípio não atribuo esta queda ao aumento da taxa de juros que se iniciou em abril de 2013.

      Em meu entendimento, o problema da reversão dos investimentos originou-se da forte reversão das expectativas que as manifestações de junho de 2013 produziram. É opinião de leigo que aguarda a confirmação ou o desmentido dos especialistas. E diria que as manifestações de junho de 2013 foram bem insufladas pelo julgamento da Ação Penal 470 no STF. Mais uma vez trata apenas de opinião, mas muito provavelmente as enquetes realizadas com os manifestantes de junho de 2013, apontavam para alguma relação entre os dois episódios.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 26/01/2016

      • Sempre defendi o BC, mas por razões diferentes

         

        Luis Nassif,

        Primeiro aproveito este comentário para deixar o link de alguns posts em que eu, ainda que em manifestação de leigo, trato com detalhe sobre a atuação do Banco Central, que em meu julgamento não é nem de longe como você deixa transparecer.

        Primeiro escolho um post de 2014. Trata-se do post “A hora de discutir as metas inflacionárias” de sábado, 19/07/2014 às 11:40, de sua autoria e que pode ser visto no seguinte endereço:

        http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-hora-de-discutir-as-metas-inflacionarias

        Logo no início dos comentários ao post há um comentário meu enviado para você, domingo, 20/07/2014 às 18:03. Lá eu faço referências a antigos posts discutindo a atuação do Banco Central, mas a discussão mais pertinente aqui e que eu faço lá diz respeito ao Regime de Metas de Inflação.

        Você no post não deixou claro, mas subiu para frente do post o comentário de Servidor Público enviado quinta-feira, 21/01/2016 às 18:03, em que ele defende idéias muito próximas as suas, dentre elas a suspensão do Regime de Metas de Inflação.

        É um estilo seu de, dependendo das circunstâncias, elevar um comentário para a frente dos comentários. Às vezes o comentário vem como um contra-argumento ao seu, mas é comum também, como neste post, o comentário vir reforçando o que você disse.

        Eu fiz a crítica ao comentário de Servidor Público, reproduzindo inclusive trechos de comentários meus em que eu fazia a defesa parcial do Regime de Metas de Inflação e por isso vou transcrever a seguir todo o meu comentário junto ao comentário de Servidor Público. Disse eu lá, em comentário que eu intitulei “São boas alternativas, mas a mim não parecem corretas”:

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        Servidor Público (quinta-feira, 21/01/2016 às 09:18),

        Seu comentário parece próprio de quem não é leigo como eu sou. Ainda assim vou aventurar em apresentar os meus senões às suas críticas à política monetária do Banco Central do Brasil e à política fiscal do Poder Executivo.

        Primeiro faço menção ao questionamento que Mauro Silva1, em comentário enviado sexta-feira, 22/01/2016 às 10:26, e que vai ficar logo após o meu, faz ao primeiro parágrafo do seu comentário. Transcrevo primeiro o primeiro parágrafo do seu comentário. Segundo você:

        “Os juros longos subiram. O Tesouro devia encurtar o prazo dos seus papéis para evitar um ágio muito elevado sobre a SELIC.”

        E no comentário de Mauro Silva1 que ele intitulou “mas não é o contrário?” e que transcrevo a seguir ele diz o seguinte:

        “prazos mais curtos não implicam taxas maiores? se o ágio é elevado em prazos longos, encurtá-los não implicaria num aumento dele?”

        Entendo o questionamento dele, mas creio que ele considerou o aumento do ágio como equivalente ao aumento da Selic. Você tem razão em dizer que se se encurta o prazo da aplicação, o juro pode ser menor, pois o mercado pode aceitar um juro menor em um título de curto prazo porque lá à frente se o juro aumentar ele vai poder liquidar o título com menos prejuízo.

        Agora o problema que surge é que papeis de curto prazo constituem déficit público. E, além disso, títulos de curto prazo, possúem mais liquidez e, portanto, são mais inflacionários.

        Ai está um problema que aparece mas ao mesmo tempo se esconde no seu comentário e que é a questão da inflação. Todo mundo tem conhecimento sobre os efeitos práticos da inflação e em geral a grande maioria não gosta dela. As pessoas que possuem um mínimo de conhecimento técnico sobre a inflação não gostam de discutir a respeito dela, pois ficam intimidados de dizer o que realmente pensam, a menos que se põem contra a inflação.

        É difícil expor um ponto de vista favorável à inflação, quando estão todos a criticando e assim sofrer o antagonismo de todo mundo. Não é por outra que os meios de comunicação que precisam de audiência são sempre contrários à inflação.

        O pior é que o antagonismo contra a inflação é de certo modo um antagonismo egoísta. A inflação atinge todo mundo e o desemprego só atinge alguns. Se uma política econômico-fiscal-monetária produz mais inflação e produz mais empregos ela vai ser menos aceita que uma política econômico-fiscal-monetária que produz menos inflação e produz menos empregos.

        Em meu entendimento, quem se põe do lado do combate a inflação, como é o caso da imprensa, incentiva o comportamento egoísta do ser humano. Assim, fiquei muito satisfeito em ver que a essência do seu comentário é o processo inflacionário. E mais, de certo modo, a essência do seu comentário é não considerar o impacto inflacionário como um problema. E o que se conclui da leitura do que consta no primeiro parágrafo do seu comentário e que transcrevo a seguir:

        “A direção correta é uma redução gradual da SELIC, com o abandono, por tempo indefinido, da meta de inflação, até que a política monetária possa voltar a ser exercida sem grande impacto no resultado fiscal e sem esse efeito devastador para a atividade. É indispensável a contenção de gastos pelo governo central, para que o superávit primário amorteça o impacto inflacionário da redução da SELIC.”

        A sua proposta é o abandono da meta de inflação, portanto, você aceita uma inflação maior, e, por isso eu disse que “a essência do seu comentário é não considerar o impacto inflacionário como um problema”. Você, entretanto, não expõe claramente que você defende uma inflação maior. Você apenas propõe “o abandono, por tempo indefinido, da meta de inflação”. E ainda propõe medidas para amortecer o impacto inflacionário que a redução da Selic causará.

        E toda a defesa de uma inflação maior sem, no entanto, expor essa defesa claramente, é ainda reforçada quando no terceiro parágrafo você defende deixar o dólar subir, o que significa que você quer uma inflação mais alta, mas não apresenta explicitamente esse posicionamento menos rigoroso com a inflação. Você não informa sobre o impacto inflacionário que o aumento do dólar causa.

        Além de não explicitar a defesa de uma inflação mais alta, há três omissões na sua argumentação que vale mencionar. A primeira diz respeito ao fato de que você não dá a devida importância à repercussão na política do processo inflacionário. Uma inflação mais alta põe por terra qualquer popularidade de um governante. O egoísmo do ser humano insuflado pela mídia ávida por audiência traz esse efeito político do processo inflacionário. É bem provável também que a mídia receba pressão de quem tem interesse em uma inflação mais baixa para defender a redução da inflação.

        Você, entretanto, não considera este aspecto político da inflação. Implicitamente se percebe que você apenas considera a inflação pelo lado econômico e as grandes vantagens que ela causa sob o aspecto econômico-financeiro: redução das dívidas, aumento de receita, mais condições para a redução das despesas (basta só renovar os contratos sem incluir a inflação passada).

        A segunda omissão diz respeito a falar em contenção de gastos sem se referir à crítica que se fazia a Joaquim Levy pela recessão originada do corte de despesas que ele comandava. Pelo menos para as pessoas que criticavam o Joaquim Levy, a recessão era originada do corte de despesas.

        A terceira omissão é desconsiderar que o regime de metas é uma das heranças malditas do governo de Fernando Henrique Cardoso. É maldita porque não se pode mexer com ela. Veio para ficar até que venham a demonstrar que a inflação baixa é nociva para um país e até que surja um governante que tenha força e coragem suficiente para a enterrar, tendo a mídia e a maioria da populção se posicionado de modo contrária a inflação.

        Não é razoável cobrar de um governo com tão pouco apoio popular e tão pouco apoio no Congresso Nacional uma defesa da inflação mais alta. Nem mesmo de modo dissimulado o governante tem condições de executar uma política econômica que pressupõe uma inflação mais alta sem que se aumente a rejeição ao governante e, portanto, que se diminua a popularidade desse governante. Para melhorar a popularidade, o governo precisa reduzir a inflação.

        E há um ponto a considerar na proposta de abandonar por tempo indefinido a meta de inflação. Existe um aspecto na meta da inflação que é pouco mencionado. Esse aspecto foi bem expresso no comentário de Alexandre Weber – Santos – SP, enviado quinta-feira, 03/03/2011 às 17:25, para junto do post “A inflação distante do umbigo da blogosfera” de sexta-feira, 04/03/2011 às 09:41, aqui no blog de Luis Nassif e constituído de análises de Gunter Zibell-SP a respostas de Luis Nassif ou de análises de Luis Nassif à respostas dele em debate que eles tiveram sobre inflação e câmbio. O endereço do post “A inflação distante do umbigo da blogosfera” é:

        http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-inflacao-distante-do-umbigo-da-blogosfera

        E o comentário de Alexandre Weber – Santos – SP é o seguinte:

        “Falta considerar o tempo nas análises do Gunter, este tempo, em um mercado fechado onde quando um perde sempre um ganha. Neste tempo de oportunidades, os que comandam o mercado ganham quando a bolsa sobe e ganham quando a bolsa desce, não tem perdão, é sempre a mesma ladainha, o dinheiro correndo do bolso dos otários para o bolso dos espertos.

        Não considerar o tempo torna iníqua qualquer análise, pois está dissociada do mais importante fator em mercado de capitais.

        Só por curiosidade, com a dívida pública preponderantemente em Reais, uma inflação que diminua a taxa de juros reais, diminui, sobre qualquer ponto de vista, a transferência de dinheiro do povo para os rentistas. É lógico que os rentistas, a mídia e seus funcionários vão pregar uma redução da inflação e maliciosamente pedir ainda um aumento dos juros nominais para prevenir uma futura inflação que corroeria os seus ganhos.

        Esta estratégia é interessantíssima e seu eu fosse rentista ia mover os Céus e a Terra para implementá-la, como não sou, observo o que acontece.”

        Vale a pena reproduzir a parte do comentário de Alexandre Weber – Santos – SP que explica porque não há como abandonar o Regime de Metas de Inflação, ou melhor, porque existem interesses fortíssimos que não vao permitir que se abandone o regime de metas de inflação. Diz então o Alexandre Weber – Santos – SP:

        “. . . uma inflação que diminua a taxa de juros reais, diminui, sobre qualquer ponto de vista, a transferência de dinheiro do povo para os rentistas. É lógico que os rentistas, a mídia e seus funcionários vão pregar uma redução da inflação e maliciosamente pedir ainda um aumento dos juros nominais para prevenir uma futura inflação que corroeria os seus ganhos. Esta estratégia é interessantíssima e seu eu fosse rentista ia mover os Céus e a Terra para implementá-la . . .”

        Agora o capitalismo é essencialmente dialético, contraditório e paradoxal. O germe que o alimenta é o mesmo que o corrói. Assim no mundo desenvolvido onde o regime de meta veio como uma garantia dos rentistas, a taxa de juros real tem ficado negativa nos últimos anos.Enfim, tudo que os rentistas queriam era o Regime de Metas de Inflação para assegurar uma taxa de juro real positiva, mas parece que o próprio Regime de Metas de Inflação está pondo por terra o qualquer perspectiva de juro real positivo.

        E no terceiro parágrafo, a sua solução de deixar o dólar subir, além de não considerar o efeito inflacionário que o aumento do dólar causa esquece também que o governo vem sendo pressionado a não adotar políticas voltadas para salvar empresas que sofrem prejuízo no mercado.

        No fundo você apresenta solução que possue como melhor qualidade trazer todos os benefícios econômico-financeiros da inflação. Só que o problema da inflação decorre de seus efeitos políticos.

        E no mais sua crítica embora bem construída assemelha-se em tudo com a crítica que Luis Nassif vem fazendo à política monetária do Banco Central do Brasil ancorada no Regime de Metas de Inflação. A semelhança aparece até no aspecto de criticar a utilização dos swaps. E o que é interessante é que como Luis Nassif que defende uma inflação mais alta, mas não tem o rompante de expor essa concepção, você também tenta esconder a defesa que você faz por uma inflação mais alta.

        E não esteja tão certo que a grande imprensa trabalha para a quadrilha que opera em cima das altas taxas nominais de juros. É bem verdade que toda a mídia pega dinheiro emprestado nos bancos, e a eles a mídia fica submissa. E fica submissa até o ponto de defender um aumento de juros, para reduzir a inflação o que pode aumentar o juro real que ela paga aos bancos aos quais se encontra submissa.

        O verdadeiro interesse da grande mídia, em meu entendimento, não é fazer chantagem ou “trabalhar para essa quadrilha que opera em cima das altas taxas nominais de juros”. O interesse da mídia foca-se mais em ter bastante audiência e para isso é preciso fazer o que a audiência quer, e, no atual momento, outra coisa que a audiência quer, além de criticar a inflação, é ver a caveira da presidenta Dilma Rousseff e é isso que a grande mídia tenta repassar.

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        Transcrevi o meu comentário que fora enviado para Servidor Público porque a crítica que faço a ele não difere da critica que faço a você. Você como ele defendem uma inflação mais alta, mas vocês dois repassam essa ideia de inflação mais alta apenas de forma subliminar. Então todo o desenvolvimento da sua argumentação é para criticar a atuação do Banco Central, por impedir que a inflação seja mais alta sem explicitar esta crítica, e anteriormente a sua crítica ao Banco Central  por impedir que o dólar se valorizasse mais.

        Bem, e como segundo post a mencionar aqui, eu deixo a indicação do post  “Serra, o PTerodoxo, vai para o pau contra o PIB” publicado no blog de Na Prática a Teoria é Outra na época em que aquele blog era bastante prolífero e que pode ser visto no seguinte endereço:

        http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=6192

        Lá eu falo de uma série de ideias que eu considero equivocadas que imperam na mídia. Uma das idéias foi da completa autonomia do presidente do Banco Central no período no período em que Henrique Meirelles foi presidente. Para mostrar o quanto equivocado fora o presidente eu faço menção a dois posts publicados no seu blog, embora não tenha deixado os links para os mesmos. Hoje não consigo mais acessar os posts.

        Um dos posts foi o post “O modelo de metas de inflação” de 03/08/2008 às 08:59, aqui no seu blog e de autoria de Andre Araujo, e o outro para o post “Serra e a crítica correta” de 12/05/2009 às 08:09, de sua autoria em que você aplaude declaração de José Serra em reportagem do Valor Econômico com o título “Para Serra, BC sabe pouco de economia; por isso erra”.

        Chamo a atenção desses dois posts porque naquela época eu não defendia Henrique Meirelles das acusações que você fazia a ele. Eu dizia que a acusação não devia ser feita ao Banco Central ou a Henrique Meirelles, mas a Lula. O Henrique Meirelles seria apenas um presidente do Banco Central para inglês ver. A tal autonomia do Banco Central não era tão grande assim na época de Henrique Meirelles.

        Já atualmente eu defendo a atuação do Banco Central porque considero que o Banco Central no momento atual gerencia a taxa de câmbio e a taxa de juros da melhor forma que as condições e circunstâncias oferecem.

        Você continua fazendo as mesmas críticas ao Banco Central em situação diferente não atentando para as circunstâncias. O Banco Central do Brasil nos oito anos de Lula deixou um câmbio em que o dólar foi sendo desvalorizado ao longo de todo os dois mandatos, salvo em dezembro de 2008, quando houve uma pressão externa pela desvalorização e o dólar chegou a 2,4.

        O Banco Central do governo da presidenta Dilma Rousseff vem trabalhando para manter o dólar sempre valorizado, tendo recebido no primeiro governo o câmbio em uma taxa de 1,7 e iniciado o segundo governo com o dólar em torno de 2,6%. Tudo ao contrário do que ocorrera no governo de Lula.

        Clever Mendes de Oliveira

        BH, 31/01/2016 (Em Pedra Azul)

  50. Gostaria de levá-lo a

    Gostaria de levá-lo a pensar.

    Por que a ferramenta taxa de juros?

    Porque investimentos externos como princípio da moeda interna, diante de qualquer crescimento, significa: + 1 dólar = +- 4 reais de endividamento com os títulos públicos – mais juros ao longo do tempo.

    O que fazer? vamos trabalhar, criar valor para concentração dos especuladores no BC, e ficar em silêncio com as atrocidades de uma fome de valor que ninguém sacia o mercado?

    Porque esta emoção tensa entre juros e inflação, bloqueando a leitura da memória nacional, não vai para escola ensinar confusos economistas porque o mundo está desabando sobre eles.

    A cadeia produtiva pode nos dar a lição de que 1 real produzido gera um movimento a mais de 1 real, cujo fluxo interno é valor do crescimento monetário idêntico que se converte em memória da história; portanto, não pagos para se confrontar em si mesmos contra o país.

    Por que o investimento externo se colocou no lugar de nós outros e na grandeza dos direitos humanos? 

    Queria levá-lo a pensar que você tem valor para substituir isto.

  51. Alguém falou em racionalidade

    Alguém falou em racionalidade do Banco Central em relação a economia? Economia é pura especulação. A régua da ciência é o aumento da taxa de juros. Vai discutir o quê, esperar o quê dessa porcaria?

    Não tem cabimento encontrar soluções para os problemas nacionais sobre as consequências disso, daquilo e aquilo outro com endividamento da própria riqueza; você já foi taxado como idiota quando indica um fim particular para situações que não consegue exteriorizar o ideal natural as revelando.

    A dívida pública é o manual coletivo que representa a sociedade explorada pelos impostos desse sistema de capitar valor da alienação intelectual, o qual acerta a sua determinação de dependência no país encerrada na invenção da figura da passividade,  como a base que a si própria se basta. 

    Procurem, em primeiro lugar, encontrar os fundamentos para a conversão do dinheiro nacional em cima de relações da gestão matemática, esta nunca ficaria com o produto pelo resultado.

    Assim você possibilita o país a se livrar do imperialismo americano e do crescimento câmbial inverso/exportações ou expropriação via privatizações.

    Invenções desse gênero representam os 99% dos ricos. 

    É bom lembrar que a modalidade de capitar valor interno, como fazem os bancos, pode se revelar a falta de consciência frente ao engenho de escravizar as pessoas pelo relacionamento digital da realidade concreta, ou seja, a determinação da situação que toma posse da nossa conversão interna para um dinheiro que se presta sem exemplificar a representação científica.

  52. Quem mandou?

    A escolha de Tombini é resultado direto da eleição de Dilma.
    Ora, mas não avisaram inúmeras vezes que ela ia fazer esta besteria?
    Agora o GGN vem criticar como se não fosse um apoiador explicito destas escolhas erradas?

  53. O BC é o menor de nossos problemas.

    Nassif este assunto é de fato complexo e uma análise profunda, mesmo que feita por especialistas, teria controvérsias aos montes. Esta reflexão que nos propõe nos leva a um raciocínio simples. O Banco Central precisa tornar-se independente. A política seja ela qual for: populista ou liberal não pode influenciar as diretrizes econômicas do país. É meio óbvio que estamos discutindo este e outros assuntos porque tudo desabou. Nos tempos de Lula estes assuntos não tinham a menor relevância, pois ele surfava na onda desenvolvimentista do mundo até a crise de 2008. E depois da crise que foi chamada de marolinha por Lula, agora vemos que os desastres provocados por ela afetaram todo o comércio mundial e com isso todos os países fizeram a lição de casa reduzindo seus gastos. Nós, ao contrário, incentivamos o consumo sem nos preocupar com investimentos em infraestrutura (matéria sua recente) e agora colhemos os frutos amargos de uma economia sem sustentação para manter o consumo. Afora isso, nos gastamos muito dinheiro na casa dos outros e criamos rombos históricos em nossas contas e isso sem falar na quebradeira generalizada da Petrobrás e a crise política. Enfim, a inflação, economicamente falando, é o pior inimigo dos pobres. Como contê-la??? Espoliando os ricos? Não, pois isto é comunismo. Reduzindo a taxa Selic? Não, pois isto gera demanda sem oferta e com o cenário político sem cofiança nada vai mudar. Um coisa é verdade: “Não se faz omeletes sem quebrar os ovos”. E sabe quem são os ovos? A classe política. É preciso reduzir drasticamente as mordomias da classe política e o que vemos? Dilma libera 868 milhões para eles através do fundo partidário. Sinceramente, meu caro, o Banco Central é o menor de nossos problemas.

  54. A dívida pública é um esquema de corrupção institucionalizado

    O sistema atual provoca desvio de recursos públicos para o mercado financeiro.

    Dois meses antes de o governo Dilma Rousseff anunciar oficialmente o corte de 70 bilhões de reais do Orçamento por conta do ajuste fiscal, uma brasileira foi convidada pelo Syriza, partido grego de esquerda que venceu as últimas eleições, para compor o Comitê pela Auditoria da Dívida Grega com outros 30 especialistas internacionais. A brasileira em questão é Maria Lucia Fattorelli, auditora aposentada da Receita Federal e fundadora do movimento “Auditoria Cidadã da Dívida” no Brasil. Mas o que o ajuste tem a ver com a recuperação da economia na Grécia? Tudo, diz Fattorelli. “A dívida pública é a espinha dorsal”.

    Enquanto o Brasil caminha em direção à austeridade, a estudiosa participa da comissão que vai investigar os acordos, esquemas e fraudes na dívida pública que levaram a Grécia, segundo o Syriza, à crise econômica e social. “Existe um ‘sistema da dívida’. É a utilização desse instrumento [dívida pública] como veículo para desviar recursos públicos em direção ao sistema financeiro”, complementa Fattorelli.

    Esta não é a primeira vez que a auditora é acionada para esse tipo de missão. Em 2007, Fattorelli foi convidada pelo presidente do Equador, Rafael Correa, para ajudar na identificação e comprovação de diversas ilegalidades na dívida do país. O trabalho reduziu em 70% o estoque da dívida pública equatoriana.

    Em entrevista a CartaCapital, direto da Grécia, Fattorelli falou sobre como o “esquema”, controlado por bancos e grandes empresas, também se repete no pagamento dos juros da dívida brasileira, atualmente em 334,6 bilhões de reais, e provoca a necessidade do tal ajuste.

    Acima temos a explicação da razão pela qual o BC mudou de rumo quando a taxa Selic estava baixa… O “…cenário foi soprado no pé de ouvido da Dilma…” foi na verdade um recado: Ou o Brasil volta a ser uma colônia de banqueiros ou o regime acaba….

    Como vimos, ela cedeu. Colhemos agora todos os frutos desta falta de coragem!

    • A natureza da dívida pública é a mesma do capitalismo

       

      Giancarlo Bianchi (sexta-feira, 22/01/2016 às 16:02),

      O título do seu comentário revela uma crítica à sistemática da dívida pública. Reproduzo-o a seguir:

      “A dívida pública é um esquema de corrupção institucionalizado”.

      Ocorre que esta é a mesma crítica que se pode fazer ao capitalismo. O capitalismo é um esquema de corrupção institucionalizado. A mais valia que sustenta o investimento é a apropriação do trabalho alheio, isto é, consiste em corromper parte do trabalho alheio. É então no roubo institucionalizado que o capitalismo obtem a base do seu crescimento.

      Não é pelo que o capitalismo tem de ruim que o capitalismo é adotado. O capitalismo é adotado no mundo porque ele é o sistema econômico que assegura mais crescimento. Crescimento não significa desenvolvimento, mas tem havido no mundo uma relação estreita entre crescimento e desenvolvimento. Uma nação mais rica oferece mais desenvolvimento do que uma nação mais pobre. Há exceções, mas a regra é esta: o capitalismo oferece mais crescimento econômico e em consequência mais desenvolvimento.

      Assim não dá para atacar algum aspecto do capitalismo apontando característica neste aspecto que é própria do capitalismo, a menos que você esteja criticando o capitalismo. Critica que serve para se ter mais conhecimento sobre o sistema econômico em que se vive. Este conhecimento é útil para entender outros aspecto do sistema capitalista. De certo modo, a superioridade do sistema capitalista em assegurar mais crescimento, apesar de possuir o defeito de se constituir em uma corrupção institucionalizada permite também que sob o aspecto econômico não se possa fazer crítica à corrupção.

      A corrupção só difere do capitalismo porque ela não é institucionalizada, isto é, ela não é permitida pela lei. A corrupção só encontra justificativa de combate quando o que se pretende é fazer prevalecer o império da lei, o império do Estado Democrático do Direito. Quem culpa a corrupção pelo atraso econômico de um país, faz por desconhecimento da natureza do sistema econômico no qual vive.

      Então dizer que a “dívida pública é um esquema de corrupção institucionalizado” é uma crítica que, entretanto, não nos serve para avaliar se a dívida ativa considerada como um esquema de corrupção institucionalizada causa ou não algum atraso no nosso crescimento econômico. Pelo menos de imediato saber a influência da dívida pública no crescimento econômico é muito mais relevante até porque se trata de informação desconhecida do que mencionar a natureza corrupta da dívida pública algo que já é a muito conhecido.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 27/01/2016 (Em Pedra Azul)

  55. O João Bobo

    Todo o problema começa com a alegada “independência” do Banco Central.

    Banco Central tem de estar subordinado à política econômica, nunca definí-la. E também, há de se saber até que ponto o BC é independente, êste é o ponto. Por que afinal, não é o que parece. Uma coisa, são as enfadonhas teorias que economistas adoram desenvolver, normalmente fundamentadas em políticas monetárias desenvolvidas para países estrangeiros. Outra, são os efeitos que acontecem na economia, os quais não se consegue enquadrar nas falas dos teóricos. São os fatos que vivemos. E contra fato, nem há argumento.

    Então vamos aos fatos:

    Os bem falantes economistas, também conhecidos como “analistas de mercado”, em sua grande maior parte, trabalham  (ou são ligados) aos bancos. Suas opiniões vem sempre condimentadas com os interesses de seus patrões. Fato é que, no ano passado, apesar dos pesares, bancos tiveram excelentes lucros.

    Na época Levy, meses de absoluta conversa fiada, falou-se, sem convicção em pontes para o desenvolvimento, em pontos de inversão de curva da crise, em planos de recuperação que jamais saíram do papel, etc, num clássico estilo sincalista do “agora vai”. Não foi. Fato: quem acreditou não deve saber absolutamente nada sobre a história da economia no país.

    O que se tentou, foi a repetição de velhas e desgastadas fórmulas, aprendidas em universidades, importadas de realidades economicas completamente diferentes da nossa. Basta dizer que houve quem afirmasse que “um pouco de desemprego faria bem à nossa economia”. Como se fosse posível medir nossa nossa atividade economica pelo nível de emprego formal. Fato: aliado ao terrorismo jurídico da Lava Jato o emprego formal despencou e a inflação não cedeu.

    Elevou-se a taxa básica de juros sob a alegação de era necessário “enxugar o mercado”, liberaram-se os preços controlados, como se a população brasileira estivesse acendendo charutos Cohiba com petro dólares. Fato: o consumo caiu, derrubando a arrecadação. Sugestão: que se aumentem os tributos. Fato: o consumo caiu ainda mais.

    Alegou-se que a elevação dos juros traria restrições ao crédito, como se todos estivessem vivendo de dinheiro emprestado. Fato: elevou-se o custo de produção, e por consequência, subiram os preços.

    Nada se fez, nem em 2014 e nem em 2015 para conter os absurdos gastos internacionais com cartões de crédito. Se houve redução, foi por conta das elevadas cotações do US$. Fato: sacoleiros internacionais são intocáveis. Em julho de 2014 gastaram mais com esses cartões do que foi o total calculado da entrada de capitais ocasionada pela Copa.

    Levy já foi, pergunto, trabalhar para quem? Um banco. Fato: ele nunca deixou de trabalhar para eles.

    Então por que elevaram as taxas? Simples. Não tem nada a ver com a economia. As taxas foram elevadas para manter ou melhorar a captação. Os bancos captam mais, mais caro, devido a perda de credibilidade do país gerada pela Lava Jato, porém depois emprestam a juros abusivos. Lucram absurdamente com isso. O PT sabe, e permite, mesmo que isso inche a dívida pública.

    E o BC está de mãos dadas com este pessoal.

    Mas o governo sabe que exageraram na dose, nos gastos e nos erros, agora estão tentando conter a voracidade dos planilhadores. E para isso fazem uso de seus arautos, os economistas de banco, também chamados de voz do mercado.

    Fato: o BC faz um papel de intermediário. Joga segundo as regras do chamado mercado (bancos) e da política do governo federal (populismo petista). Assim, um não tem que peitar o outro. Então usam o BC como foco da atenção da população. Assim atrai a ira dos produtores e dos devedores, enquanto tentam amortecer a fome voraz dos banqueiros comprometidos. 

    E isto é o BC, um pelêgo. Petistas já estão convencidos que elevar a taxa de juros não resolve. Precisaram arrebentar a economia para descobrir isso. Perceberam que caíram em uma cilada, mas não podem reduzir as taxas bruscamente porque o sistema bancário está comprometido com captação à juros altos. Uma redução brusca poderia comprometer o sistema bancário, e isso seria um cáos. Então talvez mantenham o patamar ou passem a reduzí-lo gradualmente. O Phd Lula e a mestra em finanças Dilma dirão o próximo passo a seguir nesta experiência sinistra.

    É só isso, nada complicado. E Tombini é um mero instrumento, assim como o BC.

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