Após impeachment, PSDB e centrão prometem não dar vida fácil a Temer

Jornal GGN – O pós impeachment promete a Michel Temer (PMDB) algum desgaste para manter sua base aliada no Congresso unida e aprovar as demandas econômicas que as forças que ajudaram a derrubar Dilma Rousseff do poder esperam que sejam aprovadas.

O PSDB fará cena reapresentando suas condições para seguir apoiando Temer, com o pedido para que o hoje interino deflagre rapidamente o ajuste fiscal rigoroso que o mercado espera do governo.

Além disso, o tucanato, que tem três potenciais candidatos a presidente, vai exigir de Temer que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, abaixe a bola e contenha suas pretensões de disputar o Planalto em 2018.

Há algumas semanas, o partido presidido por Aécio Neves tem reclamado das concessões feitas por Temer, também criticadas por agentes do mercado.

“Os tucanos dizem estar vendo sinais de que o interino – e especialmente a área econômica do governo – têm sucumbido a uma pauta que consideram ‘eleitoral’ e dizem que o maior sintoma disso está nas concessões que Temer tem feito a determinadas categorias, em detrimento do ajuste fiscal”, publicou a Folha.

Ontem, por exemplo, o tucano Ricardo Ferraço criticou a aprovação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado do reajuste salarial do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Até meados de 2017, Janot passará a receber salário de quase R$ 40 mil. O aumento do PGR puxa outros reajustes nos estados, com precisão de impacto financeiro da ordem de R$ 1 bilhão.

Ferraço chegou a dizer que o impeachment de Dilma deveria “ser pedagógico” e influenciar Temer contra o “populismo fiscal”. “Estamos afastando uma presidente exatamente por ter atentado contra as leis fiscais. Vivemos uma crise econômica de elevada repercussão social. Estamos contratando despesas sem saber se teremos no curto, médio e longo prazo condições de honrá-las”, anotou a Folha.

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Outro grupo que também torna a vida do interino nada fácil é o chamado centrão – bloco de partido médios e nanicos como PP, PSC e PR. Desde já, o centrão, antes comandado por Eduardo Cunha, tem tentado manter o mínimo de articulação para impor demandas a Temer, além de ameaçá-lo com derrotas para demonstrar a força do bloco.

A primeira derrota de Temer se deu de maneira muito discreta, se considerada a cobertura fria que a mídia deu ao fato. Temer foi obrigado a ceder mais uma vez na proposta de renegociação das dívidas estaduais, criando uma situação de desconforto público com Meirelles. “Pelo telefone, o relator da proposta, Esperidião Amin (PP-SC), avisou o peemedebista que, caso não fosse retirado trecho que restringe reajuste aos servidores, ela não seria aprovada.”

Se Temer não dançar conforme a banda tucana e com jogo de cintura para lidar com o centrão, o divórcio pode ser a consequência.

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4 comentários

  1. Após impeachment não adianta

    Após impeachment não adianta nada !!!

    Sinceramente ?? Para mim, passado o impeachment, acaba o Fora Temer !!!

    PResidente indireto eleito pelo congresso ano que vem ? Gozando de suposta legitimidade ??

    Temer até 2018. Melhor que um Tucano ungido pelo congresso em 2017 e “legítimo”

  2. É claro que temer vai ter que

    É claro que temer vai ter que comer na mão deles. temer é um enorme nada e deixaram que ele achasse que era o rei da cocada preta na hora da conspiração. Se o golpe vingar mesmo, tratarão logo de mostrar quem é que manda na zona.

  3. Acredite quem quiser. Esses

    Acredite quem quiser. Esses partidos estão com foco na corrupção e não em projetos paea o país. será que não entenderam isso depois de tanta robalheira? Tudo farinha do mesmo saco.

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