As articulações em torno à quarentena para magistrados e Moro em 2022

Projeto de lei prevê 6 anos de espera para que magistrados possam se candidatar às eleições. Medida tem ou não relação com Moro?

Foto: Marcelo Cabral/ABr

Jornal GGN – Em meio às discussões sobre o projeto de lei que prevê 6 anos de espera para que magistrados possam se candidatar às eleições, o governo vem negando que o avanço da medida esteja relacionado a uma possível candidatura de Sérgio Moro.

Mais especificamente, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), foi o responsável por dizer que Jair Bolsonaro não estaria preocupado com Moro nas eleições 2022. “Não vemos o presidente preocupado com candidatura do Moro ou qualquer outro candidato”, disse o senador, ao blog de Andréia Sasdi, nesta segunda (03).

A proposta em tramitação na Câmara propõe uma quarentena de 6 anos para que magistrados possam se candidatar, enquanto que hoje é de apenas 6 meses.

O autor do projeto, o deputado Fábio Trad (PSD-MS) também dissocia a medida a Moro, explicando que ainda que a lei seja aprovada, não impediria o ex-juiz da Lava Jato de se postular às eleições.

“Essa questão do Sergio Moro está contaminando o debate. Já na apresentação o Projeto de Lei é categórico, não vai retroagir. A Constituição proíbe retroatividade. Reafirmo, Sergio Moro não pode pensar nesse projeto, porque ele não é atingido”, afirmou, à Jovem Pan, na manhã de hoje.

Entretanto, de acordo com o blog de Sadi, integrantes do governo e também da oposição estariam se articulando para modificar o texto do Projeto de Lei, de forma que possa barrar a possibilidade de Sérgio Moro disputar 2022.

 

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1 comentário

  1. O império do casuísmo: a Lei é clara, não retroage senão para beneficiar o “réu”. MORO NÃO É MAIS MAGISTRADO, quarentena com Lei nova para magistrado NÃO O ATINGE. Que tal discutirmos o que realmente importa, a demora de Gilmar em pautar a suspeição de Moro (esperando a aposentadoria do Decano e a indicação do “terrivelmente evangélico” de Bolsonaro para o STF?)

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