Bolsonaro negocia com PP e PL, do Centrão, com nomeações de cargos

O mandatário nomeou Marcelo Lopes da Ponte, ex-chefe de gabinete de Ciro Nogueira (PP-PI), para comandar o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

Foto: Marcos Corrêa/PR

Jornal GGN – Em meio a um impasse por necessidade de base política, o presidente Jair Bolsonaro corre atrás de obter o apoio do chamado “Centrão”. É assim que, nesta segunda (01), o mandatário decidiu confirmar mais uma indicação do governo ao Congresso.

O mandatário escolheu Marcelo Lopes da Ponte, aliado e ex-chefe de gabiente de Ciro Nogueira (PP-PI), para comandar o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), um dos mais atrativos das bancadas, por administrar milhões de recursos do Ministério da Educação.

Neste ano, o Fundo já foi alvo de polêmica, após o ministro Abraham Weintraub divulgar ações do FNDE para a compra de materiais escolares de prefeitos e governadores como se fosse uma ação do governo de Jair Bolsonaro (leia aqui). Na prática, o fundo intermedia e administra as compras públicas, mas os investimentos partem dos próprios estados e municípios.

Mas para outras ações de políticas educacionais federais, como programas de alimentação escolar, livros didáticos, bibliotecas, transportes escolares, etc, o Fundo recebe aportes da União. Somente em 2020, o FNDE recebeu R$ 10,9 bilhões do orçamento.

Após um ano e meio de governo, Jair Bolsonaro ainda não conseguiu consolidar uma base consistente no Congresso para a aprovação de medidas de seu interesse. É com esse intuito que é feita a nomeação na diretoria.

A nomeação ao PP ocorre duas semanas após Bolsonaro entregar uma diretoria do mesmo fundo ao PL, também nesta busca por atrair apoio do Centrão. Garigham Amarante Pinto assumiu a diretoria de Ações Educacionais do FNDE. Ele atuava como assessor da liderança do PL na Câmara dos Deputados, e foi uma escolha do partido para a nomeação de Bolsonaro, em gesto de aproximação do bloco.

Ligado a Ciro Nogueira, Ponte foi chefe de gabinete do senador. A nomeação foi assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter de Souza Braga Netto. Além destas duas indicações, Bolsonaro atendeu ao PP e ao PL em outra cartada de negociações de cargo, no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), aonde nomeou Fernando Marcondes de Araújo Leão como diretor-geral.

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