Paulinho diz que Cunha ficou indignado com liminar “como todos nós”

Jornal GGN – Paulinho da Força, deputado federal (SD-SP), esteve com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na manhã de hoje, e disse que o parlamentar do Rio de Janeiro reagiu à liminar “como todos nós, indignado”. Para Paulinho, a decisão de Teori Zavascki foi uma “intervenção de um ministro do Supremo na Câmara”. “Por essa base ele cassa mais 200 deputados que têm processos no STF”, afirmou.

Paulinho diz também que a discussão sobre a sucessão da presidência da Câmara ainda não foi aberta, mas a direção da Casa considera que Eduardo Cunha já está afastado do cargo e que não cabe recurso dá liminar de Teori Zavascki.

Do O Globo

 
Deputado vai ao Jaburu se encontrar com o vice-presidente Michel Temer
 
O deputado Paulinho da Força (SD-SP) esteve com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na manhã desta quinta-feira, na residência oficial da Câmara, ouvindo advogados sobre como recorrer da liminar que afastou o presidente da Câmara do mandato. Ele disse, ao chegar ao Palácio do Jaburu, onde se encontrará com o vice-presidente Michel Temer, que Cunha reagiu à liminar “como todos nós, indignado”.

— O que teve hoje, na prática, foi uma intervenção de um ministro do Supremo na Câmara. Tira o Eduardo fora disso, ele cassou um mandato de um deputado com uma liminar. Por essa base ele cassa mais 200 deputados que têm processos no STF — disse Paulinho.

Ele disse que a discussão sobre sucessão da presidência da Câmara ainda não foi aberta e está à espera da decisão do plenário do STF nesta tarde.

A direção da Câmara considera que o deputado Eduardo Cunha já está afastado do cargo e não cabe, segundo entendimento da área jurídica da Casa, recurso do Parlamento à liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.

Presidente interino da Câmara até o julgamento do processo de Cunha, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), entrou de repente no plenário nesta quinta-feira e encerrou, convocando outra para amanhã cedo. Revoltada, a deputada Luisa Erundina (PSOL-SP) assumiu a cadeira da presidência e deu sequência à sessão, mas Maranhão mandou desligar as transmissões da TV Câmara.

 

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