Anvisa deve agora explicar ao STF por que paralisou a CoronaVac

Á imprensa, Anvisa disse ter tido "evento adverso grave". O ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski, deu um prazo de 48 horas para a agência se explicar.

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Com a polêmica suspensão da vacina CoronaVac, anunciada pelo governo Bolsonaro e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para a agência se explicar.

Lewandowski é relator de diversas ações no Supremo que tratam da continuidade da vacina e da obrigatoriedade de vacinação. E, horas após a Anvisa anunciar a suspensão dos testes, argumentando ter tomado decisão “técnica” por “evento adverso grave”, ao se referir à morte de um voluntário que, na verdade, foi causada por suicídio e não tem relação com a vacina, o ministro pediu esclarecimentos.

“Determino à ANVISA, com fundamento no art. 6°, § 1°, da Lei 9.882/1999, que, no prazo de 48 (quarenta oito) horas, observado o âmbito de sua autonomia técnica, preste informações complementares àquelas já ofertadas pela Presidência da República e pela Advocacia-Geral da União, acerca dos critérios utilizados para proceder aos estudos e experimentos concernentes à vacina acima referida, bem como sobre o estágio de aprovação desta e demais vacinas contra a Covid-19”, escreveu no despacho emitido nesta terça (10).

Á imprensa, o órgão justificou que recebeu informações “insuficientes” e “incompletas” do Instituto Butantan sobre a morte do voluntário. Agora, a Anvisa deve explicar ao Supremo os critérios usados para paralisar a vacina CoronaVac.

 

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