Jornal GGN – O vídeo da reunião ministerial de Jair Bolsonaro gerou reações em todo o mundo político nas redes sociais. “Revela um repertório inacreditável de crimes, quebras de decoro e infrações administrativas”, disse o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). “Não há dúvida. PF não faz segurança de amigo. Nem vou falar do nível do governo. Sem condições!”, manifestou Fernando Haddad. Acompanhe algumas dessas manifestações:
Na forma e no conteúdo, a tal reunião ministerial revela um repertório inacreditável de crimes, quebras de decoro e infrações administrativas. Além de uma imensa desmoralização e perda de legitimidade desse tipo de gente no comando da nossa Nação.
— Flávio Dino 🇧🇷 (@FlavioDino) May 22, 2020
Se a preocupação do presidente fosse com a segurança da família, ele não se referiria a “F**** AMIGO MEU”. Não há dúvida. PF não faz segurança de amigo. Nem vou falar do nível do governo. Sem condições!!
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) May 22, 2020
O Brasil está atônito com o nível da reunião ministerial. Palavrões, ofensas e ataques a governadores, prefeitos, parlamentares e ministros do Supremo, demonstram descaso com a democracia, desprezo pela nação e agressões à institucionalidade da Presidência da República.
— João Doria (@jdoriajr) May 22, 2020
Em uma reunião dos ministros em meio à pandemia, o único assunto que não foi abordado foi o combate à pandemia. Houve confissão de crimes, Salles e seus planos de destruir a Amazônia, e ameças a nossa democracia.
— Manuela (@ManuelaDavila) May 22, 2020
Não é uma reunião de trabalho de ministros, é a cúpula do Poder Executivo tramando um golpe contra a democracia. O vídeo liberado pelo ministro Celso de Mello é a confissão do crimes de Bolsonaro e de todo o seu governo.
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) May 22, 2020
Que palavrório chulo na reunião ministerial! E que reações desencontradas. Que nível do debate: cabem as expressões sobre o STJ? Cabe não saber que “diante de vara” é modo tradicional da fala jurídica?Pobre dos cidadãos brasileiros. A escolha foi da maioria. Se repetirá? Duvido.
— Fernando Henrique Cardoso (@FHC) May 22, 2020
Esse homem não tem condições de ser presidente da República. Mal educado, boca suja, desqualificado. Não tem preparo administrativo, político, humano. É agressão e briga o tempo inteiro. Proteção do povo, nada! Nenhuma fala sobre assegurar renda, emprego, vida!#ForaBolsonaro
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) May 22, 2020
O vídeo da reunião ministerial é absurdo. Repleto de crimes, ameaças à democracia, quebras de decoro e de falta de ética p/ gerir uma nação. São inaptos, mas também são abjetos. Bolsonaro não pode continuar a frente da presidência da República! Tem que cair pelo bem do país!
— Randolfe Rodrigues (@randolfeap) May 22, 2020
Golpista! @AbrahamWeint ameaça Ministros do STF de prisão. Quem deveria ser preso é esse golpista! #ImpeachmentJá #ForaWeintraub #ForaBolsonaro pic.twitter.com/Qt37PvTSD1
— David Miranda (@davidmirandario) May 22, 2020
"Enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de Covid, (podemos) ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas."
Ricardo Salles – Ministro do meio ambiente.
Isso chega a ser doentio. Vergonha!
— Humberto Costa (@senadorhumberto) May 22, 2020
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Leandro
23 de maio de 2020 8:39 pmSabem o que é o pior dessas manifestações de repúdio por parte dos políticos, ministros do STF, e alguns “membros da sociedade” ? É que tudo não passa de uma retórica política e de uma retórica “ética” moralista. Sinceramente, qual é a realidade do assombro que um político, um juiz do STF, ou um “membro sensato da sociedade” apresentam diante da divulgação do vídeo da reunião ministerial? Todos os políticos do país sabem muito bem o jogo político que jogam diariamente (tanto os políticos de direita quanto os de esquerda, se é que os últimos ainda existem no país, vide a apatia absoluta para a criação de uma oposição concreta e ativa ao governo atual, oposição que não se resuma à notas de repúdio e à confrontos ou lutas pela troféu da retórica da moralidade, como vemos exemplificado no artigo, mas que fosse ou seja uma ação política concreta contra as reformas trabalhista, previdenciária, contra as ações do governo sobre as empresas estatais e públicas, contra a destruição do estado de direito e a constituição nacional, e que contasse ao menos com uma frente ampla dos partidos de “esquerda” em uma ação de retorno às bases populares, às massas sub-proletariadas, para além dos mesquinhos interesses eleitorais dos mesmos partidos. Mas eu sei, isso é pedir demais nesse país, onde o razoável é utopia) ; Sobre qualquer assombro do STF, será que é preciso lembrar que eles também foram fomentadores do golpe político contra a presidenta Dilma Rousseff, lançando o país no caos em que se encontra hoje? Para hoje quererem ser os guardiões da ética nacional, meu Deus!! ; Agora, sobre os “sensatos membros da sociedade”, dar ouvidos à qualquer palavra de FHC é algo politicamente razoável? E quanto aos outros que fazem parte desse grupo (como os influenciadores digitais, Youtubers, “artistas”), a que nível político e cultural risível esse país chegou para ter que dar ouvidos à pessoas sem qualquer compromisso real com o destino da população pobre e miserável desta terra, porque do que precisamos politicamente da parte da sociedade não é de indivíduos em busca de celebridade e celebração em torno de seu nome, mas sim de anônimos dispostos ao trabalho de conscientização integral de quantos possam, dispostos ao trabalho diário e insistente de uma luta pela pão do dia seguinte. Tirar um dia da semana para aparecer em um veículo midiático qualquer como paladino da sensatez e depois recolher os louros de uma propaganda bem feita é muito fácil, mas abandonar nome e posição para lutar e resistir verdadeiramente, seja como artista, político, servidor público, proletariado, ou pegando em armas, isso é valoroso.