Rebaixamento da S&P reforça discurso pela reforma da Previdência

Créditos externos ficam mais caros e decisão da agência internacional reforça entre governistas discurso pela reforma da Previdência 
 
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
 
Jornal GGN – A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s anunciou nesta quinta-feira (11) o rebaixamento da nota do Brasil, de BB para BB-, ainda dentro do espectro do grau especulativo e três abaixo grau de investimento seguro. O argumento, segundo o comunicado da S&P, foi porque o “governo Temer fez progressos menores que o esperado” e por não aprovar a reforma da Previdência ainda em 2017, acrescentando ainda o quadro de incertezas políticas do país. 
 
A decisão interfere na economia porque torna os financiamentos externos para empresas do Brasil mais caros. A Standard &Poor’s está entre as três principais agências de risco contratadas pelo governo brasileiro (ao lado a Fitch Ratings e Moody’s), todas sediadas nos Estados Unidos e mantidas por agentes do mercado. Elas são especializadas em analisar para os clientes a capacidade de um país honrar dívidas de curto e longo prazo com notas que determinam desde o selo de bom pagador até o carimbo de elevado grau de mau pagador. 
 
Em entrevista à Folha, o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale disse que a decisão da agência revela que o Congresso docilmente conseguirá passar a reforma da Previdência até fevereiro, já o diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman pontuou que a queda na nota pode servir “para que os parlamentares se atentassem da importância da reforma da Previdência”, apesar de arrematar que o impacto real da medida “deve ser nulo”, no debate político. 
 
Na verdade, o rebaixamento era esperado desde o final do ano passado, mas segundo a S&P ela adiantou o anúncio para evitar fazê-lo mais perto das eleições, correndo o risco de ser acusada de interferir na campanha eleitoral. O comunicado também aponta o cenário fiscal ruim e a falta de perspectiva de melhora da economia ao longo de 2018 que pode se estender no início do próximo mandato presidencial. 
 
O ministro Henrique Meirelles chegou a se reunir em dezembro com representantes S&P, Fitch Ratings e Moody’s pedindo mais tempo antes de tomarem alguma decisão. O que não funcionou, pelo menos para a S&P. É preciso aguardar agora se Fitch Ratings e Moody’s, vão seguir reduzindo a avaliação do Brasil.
 
Leia também: Meirelles diz que avalia condições “políticas” e “eleitorais” para candidatura
 
Além da Previdência, o rombo fiscal e a repercussão do debate sobre a regra de ouro, que proíbe a União fazer dívidas para pagar gastos correntes, que o governo Temer tinha a intenção de suspender até 2026 e depois voltou atrás, teriam contribuído também na decisão da S&P. 
 
Em abril 2008 o Brasil foi classificado pela primeira vez com o grau de bom pagador passando da categoria de especulação (BB+) para grau de investimento (BBB-) pela S&P, seguido pela Fitch Ratings, em março do mesmo ano e, somente em setembro de 2009, pela Moody’s. O Brasil começou a perder o grau de investimento durante crise política intensificada no governo Dilma, em 2015, inicialmente em setembro daquele ano pela S&P. 
 
 

10 Comentários

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    1. Porque fariam isso? Ganhariam

      Porque fariam isso? Ganhariam o que? A S & P dá nota a 130 paises e 5.500 empresas, seu maior capital é a reputação,

      é uma empresa que vale bilhões de dolares, não dão nota “a pedido” ou de orelhada, uma nota sai como conclusão de um relatorio de 60 ou 70 paginas, nunca se ouviu falar que eles dão nota de favor ou por sugestão, isso é lenda.

  1. Comentário.

    Fico ouvindo rádio, que é uma dessas coisas que vc sabe ser a “fonte” de muita gente.

    Incrível como se fala da S&P, como se fossem a verdadeira autoridade.

    Nem se lembram da sujeira que fizeram na crise de 2008. Melhor não lembrar. O pessoal que fez o curso de Excel Avançado mas foi reprovado.

    E continuam fazendo.

    Aliás, a imprensa a soldo fala da “reforma” como favas contadas, invevitável. Vc só fica olhando a coisa acontecer.

  2. Rebaixar a nota do Brasil quando a economia está em recuperação?

    A $tandard & Poor’s rebaixa a nota de crédito do Brasil justamente no momento em que o governo garante que a economia está em recuperação?

    O Thomas Morus escreveu em seu livro Utopia que quem fala muita besteira , esporadicamente diz uma verdade. A Miriam Leitão nem sempre fala merda, como se pode conferir abaixo:

    “Mas as agências de crédito têm crédito? Elas não deveriam ter, mas têm. Na economia globalizada, acabam influenciando coisas concretas. O fato de terem errado no passado em classificações de risco que, depois, se revelaram equivocadas, não tirou delas o seguinte poder: os grandes bancos e investidores internacionais – os “emprestadores” – olham para a classificação de risco dada pelas agências. E a empresa que tem mais credibilidade, a que é mais levada em conta, é a agência Standard & Poor´s. Um fundo de pensão americano, por exemplo, na hora de emprestar, considera o grau de investimento de um país ou de uma empresa”.

    1. As agrencias de rating, S &

      As agrencias de rating, S & P. Moody´s e Fitch perderam sua importancia não só por causa da crise de 2008 e sim pela tendencia dos grandes fundos de investimentos tipo BlackRock, com 7 trilhões de dolares de ativos, de montar seus proprios departamentos de pesquisas, da mesma forma que os fundos de pensão. O Canadian Pension Plan-CPP quando investiu no Brasil em alguns projetos mandou equipes de  analistas aqui, ficaram duas semanas, visitaram o Instituto de Economia Agricola da USP, foram ao interior, ao porto de Santos, o CPP já investiu muito dinheiro no Brasil sempre com analises proprias, o departamento de analise deles é enorme e os analistas ganham bonus quando acertam, o CPP é um pace setter, modelo,

      é o fundo de pensão dos funcionarios publicos federais do Canada, nem tomam conhecimento de agencias de rating, seu disso porque participei de um dos projetos deles e acompanhei as equipes de analise.

      As agencias de rating tem uma importancia relativa, muito menor do que há 15 anos atrás, quando elas eram exclusivas

      nessa area, hoje o peso das notas é muito menor e pouco afeta o fluxo de capitais, Miriam está atrasda nesse assunto.

  3. XADREZ URGENTE: Impacto da Inflação nos salários e na dívida

    Tempos atrás o IBGE divulgou a adoção de uma “Nova Metodologia” que impactava de maneira brusca nos indicadores do governo. A imprensa brasileira divulgou com normalidade que indicadores negativos agora seriam reajustados para positivos. Apenas a Carta Capital parece ter abordado o tema com desconfiança.

    Agora o governo divulga um resultado de inflação que deixou muita gente se questionando: como uma inflação de 2,95% mesmo com forte aumento de combustíveis, gás e de energia elétrica??? Que mágica é essa??? Tem algo de errado aí…

    1-IMPACTO DA INFLAÇÃO NO REAJUSTE DOS SERVIDORES E TRABALHADORES

    O governo pode ter dado um enorme golpe nos trabalhadores de todo o país. Manipulando a inflação com a tal “Nova Metodologia” e reajustando os salários ainda abaixo da inflação manipulada, isso vai diminuir o rombo do governo às custas dos servidores e ainda aumentar o ganho dos empresário. Na realidade os salários devem ter perdido muito poder de compra com essa jogada.

    2-IMPACTO DA INFLAÇÃO NO PAGAMENTO DOS TÍTULOS DA DÍVIDA

    Os títulos da dívida são reajustados com o IPCA… ou seja… essa “Nova Metodologia” pode significar perda de Bilhões para os investidores e para o Sistema Financeiro. Desde quando o governo “passa a perna” no Sistema Financeiro que o colocou no poder??? Desde quando um governo corrupto engana os “Liberais da imprensa” indispensáveis para se manter no poder??

    3-O GOVERNO ENGANOU O SISTEMA FINANCEIRO E A MÍDIA OU NEGOCIOU AS PERDAS???

    Será que o Sistema Financeiro aceitaria uma perda de Bilhões baseada apenas em uma “Nova Metodologia”??? Logo eles, tão atentos às pequenas ocilações do mercado… não vão procurar a justiça??? Ninguém questionou o IBGE??? Nada???

     

    Reportagem da Carta Capital sobre a “nova metodologia”:

    https://www.cartacapital.com.br/politica/ibge-sob-suspeita-de-favorecer-pib-de-temer

  4. Qualquer pessoa que não tenha

    Qualquer pessoa que não tenha um grave bloqueio da faculdade de imaginação sabe que se Temer tivesse renunciado, como deveria, o ano que se inicia não estaria envolvido nas trevas que nos assolam. Sem Temer, assumiria Maia, a ‘reforma’ da previdência seria aprovada, talvez alguma reforma tributária, o ‘mercado’ acalmaria, haveria uma reaproximação do governo com o estamento judiciário, o espectro dos candidatos a presidente se definiria (com Lula) e, assim, todo este ano seria menos tóxico, permitindo às pessoas e grupos pensarem melhor, livres de ressentimentos e rancores. Tudo isso é plausível. Infelizmente, com o propósito de proteger a si e aos seus do alcance da Justiça, o sr. “Tem que manter isso aí, viu?” não deixou nada disso acontecer. Agora, haja mentiras e justificativas e seja o que zeus quiser…

     

  5. NO DIA EM QUE A BOIADA

    NO DIA EM QUE A BOIADA ESTOUROU ABANDONANDO POR BREVE RECESSO, A SONOLÊNCIA, PROVOCADA PELO SOM DO BERRANTE.

    Como de hábito, todo fim de tarde o vaqueiro sopra o berrante, e a boiada mansamente vai atrás pra beber água no brejo.

    Num belo dia, sem quê nem para quê, a boiada refuga, esbugalha os olhos, e corre em passeata desembestada atropelando panelas, deus e o mundo. Num primeiro momento, se imaginou: o gado ficou assustado com uns patos da lagoa.

    Até os pecuaristas da bancada do boi foram convocados ao plenário. Foi vaqueiro
    nervoso tocando berrante desafinado. Boi brabo abanando o rabo. Vaca fazendo stript
    na avenida, e o diabo. Uma verdadeira esculhambação. Até dos USA enviaram agentes.

    Para ao cabo, tudo se revelar uma simplória pantomima.

    Ao que apurou a Polícia Federal junto aos rapazes do PGR. Conforme relatório enviado ao juízo de piso da comarca de Aleivosia no Paraná. Os bichos se assustaram com uma perigosíssima Jararaca vinda no século passado, de Garanhuns, agreste pernambucano.

    Orlando

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