Weintraub deixa o Ministério da Educação e assumirá diretoria no Banco Mundial

"Eu não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe", disse Weintraub, ignorando as polêmicas. Bolsonaro diz que "é um momento difícil".

Foto: Divulgação PR

Jornal GGN – O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou a saída do Ministério da Educação, nesta quinta-feira (18), conforme esperado. Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o ministro leu um texto de despedida, ao lado do presidente Jair Bolsonaro. “Sim, desta vez é verdade. Eu estou saindo do MEC e vou começar a transição agora. Nos próximos dias, eu passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo”, anunciou.

Ainda não foi indicado um substituto de Weintraub para o cargo. No vídeo, ele admite que será um dos diretores do Banco Mundial, em Washington. O Brasil lidera o grupo dos nove países e tem a prerrogativa de indicar o diretor desse grupo. Bolsonaro levará o ministro fiel escudeiro do mandatário ao posto.

“Neste momento, eu não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe. O importante é dizer que eu recebi o convite para ser diretor de um banco. Já fui diretor de um banco no passado. Volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial”, continuou.

No vídeo, o mandatário disse que “é um momento difícil” e afirmou que “jamais deixaremos de lutar por liberdade”. “É um momento difícil, todos os meus compromissos de campanha continuam de pé. Busco implementá-lo da melhor forma possível. A confiança você não compra, você adquire. Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade, sabem o que o Brasil está passando. E o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser.”

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O ministro assumiu o cargo em abril de 2019 e era considerado, por ele mesmo, um ativista bolsonarista. Weintraub é um dos investigados do inquérito das Fake News, no Supremo Tribunal Federal (STF), após atacar ministros da Corte, chamando-os de “vagabundos” durante a polêmica reunião ministerial do dia 22 de abril. O ministro também criou desavenças com a Embaixada da China e com a comunidade judaica, por publicações racistas e ofensivas aos chineses e distorcendo o histórico de perseguição nazista.

No último domingo (14), o ministro participou de um dos atos antidemocráticas, que também geraram inquéritos no Supremo, em frente à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, após o grupo armado “300 do Brasil”, liderado por Sara Winter, disparar fogos de artifício contra o edifício do STF, um dia antes. Sem usar máscara e em meio à aglomeração, voltar a usar o termo “vagabundos”, sem explicar se se referia novamente aos ministros do STF.

 

 

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7 comentários

  1. QUEDE O REVISOR? Ele nao assumirá “a direçao” do Banco Mundial, assumirá UMA DAS DIRETORIAS do banco. É MUITO diferente.

  2. A direita e extrema-direita estão em guerra.
    A direita ou os donos do golpe de 2016 têm as instituições comendo em suas mãos!
    Estamos todos celebrando, mas a esquerda foi retirada do processo e nem uma nota aparece na grande mídia, que não retrocederá um milimetro das propostas já colocadas e conquistadas.
    Sinceramente, para o bem dos mais pobres eu esperava uma maior reação da extrema-direita que poderia vir a enfraquecer os donos do golpe de 2016!
    As instituições os obedecem!
    Realmente somos um país neo-liberal de estado!
    As instituições seguem o dinheiro…

  3. Já não basta c**ar na educação brasileira, esse sujeito vai nos envergonhar lá fora? Devemo mesmo questionar o padrão de nossas universidades públicas porque:

    1- este sujeito entrou e se formou na USP
    2 – este sujeito passou em um concurso e foi admitido como professor da UNIFESP (deve ter havido fraude, não é possível que um ignorante boçal assim passe em um concurso público – e a chave é a “análise de CV e entrevista que fazem com o candidato)

  4. O cara vai aproveitar pra fugir pro exterior? Porque não faz como Lula?
    Fique no Brasil e prove sua inocência!? Vc não passa de um RATO covarde e fujão!!!

  5. Banco Mundial, Weintraub? Rá!
    Pra mim não vai, e se for, não fica.
    Ele não tem competência para ser mais do que boy de banco.
    Mais que isso é colocar em risco a existência do próprio banco.
    O cara é deletério e desqualificado.

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