Futuro pós-pandemia, por Rui Daher

Em poucos dias, o Brasil contará 300 mil óbitos pela Covid-19. Pergunta o presidente, coonestado pelo pior de nossa raça: “Quando irão parar de choramingar?”

Futuro pós-pandemia, por Rui Daher

Peça de dominó 1-1

Diante de futuro cruel, visto desde que determinado pela pandemia do novo coronavírus, há mais de um ano, exceto o varonil Pátria Amada Brasil do Regente Insano Primeiro, RIP, vivemos com o cu na mão.

Em poucos dias, o Brasil contará 300 mil óbitos pela Covid-19. Pergunta o presidente, coonestado pelo pior de nossa raça: “Quando irão parar de choramingar?”

Talvez, querido, quando você sumir.

Será que o ogro entende perder familiares, amigos e amores próximos? E se fossem 01, 02, 03, 04? Exerceria a coragem de ex-militar que nunca foi a combate, e ficou ausente na política, sem ideias e acovardado?

Esse militar, hoje no banco dos reservas das Forças Armadas, nascido em Glicério, São Paulo, cinco mil habitantes, nem em sua cidade natal conta com proeminência, a não ser de lá ter vindo à luz, por merecimento de seus honrados pais, que não têm culpa de, mais tarde, ele se ter entregado às trevas.

Ainda que fosse na reserva, destino irreversível de subalternos, em julho de 2009, quando a cidade sediou o 1º Campeonato Menor Regional, no estádio Lauro de Castro Magalhães de Glicério, nem no banco esteve. Não jogou e fez gols, embora pudesse, como gazela, dizer correr.

Na época, 54 anos, já estava acomodado na política, desde 1989, vereador eleito pelo RJ.

Não é um genocida. Falta-lhe atributo de inteligência para males piores.

Peça de dominó 1-2

E aí? O que virá de presente tão perverso? A História relata episódios mais funestos, mas não estávamos lá. Hoje em dia estamos amedrontados com o porvir.

Desorientados, cagados, incertos sobre como sairemos disso. Como continuaremos a interagir com familiares, amigos e paixões sob a espada de vírus e, específico ao Brasil, por um verme não genocida, pois a isto é incapaz.

Que futuro teremos? Procuro em boas inteligências planetárias. Cinco opiniões de Martin Wolf, do Financial Times:

  1. Tecnologia da computação e das comunicações continuarão modelando nossas vidas e a economia”; “Hoje em dia, possível que inúmeras pessoas trabalhem em casa (…) provável isso ser revertido, (mas não completamente);
  2. Desigualdade, “apenas trabalhadores de escritórios, com altos salários, como home-office (…) a maioria não, sobretudo de minorias étnicas”;
  3. Endividamento mundial, “são 40 anos assim (desde que a crise de 2007/2008 fez assim”). Estado interveio, com Lula, para salvar bancos e iniciativa privada;
  4. Desglobalização, “o futuro plausível não é de extinção das trocas internacionais, mas provavelmente se tornarão mais regionais e virtuais”;
  5. Tensões políticas, “declínio da credibilidade da democracia liberal, na ascensão do autoritarismo demagógico.

Enfim, é o que pensam Martin Wolf e inúmeros pensadores do planeta. Aí reproduzo e aprendo, com remarques para o próximo texto para o BRD, blog do Rui Daher, nesta GGN.

Inté!

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