10 de junho de 2026

O neonazismo na alta classe média paulistana, por Luis Nassif

O ovo da serpente do fascismo parece ter contaminado todos os setores. 

Atualização às 18h do dia 19/12 para resposta do Colégio Santa Cruz

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Dia desses, almoçávamos em um restaurante dos Jardins, no dia da derrota do Brasil na Copa. Do lado de dentro, uma rapaziada adolescente, com camisa do Brasil e bandeiras. Do lado de fora, um casal tranquilo, com o detalhe de que o homem – de meia idade, forte – tinha uma camisa com o símbolo foice e martelo. Estavam sentados calmamente, quando foram abordados por um dos jovens, ameaçando brigar. 

Fiquei algo assustado com essa dimensão juvenil da violência.

Conversando com uma pessoa ligado a direitos humanos, soube de episódios preocupantes. Ele deu recentemente palestra no Santa Cruz, historicamente um colégio voltado para a elite progressista paulistana. Lá, soube que há grupos de jovens neonazistas que, nos intervalos, vestem camisas nazistas e desenhar símbolos nos quadros negros. Esse mesmo movimento ele observou em outro colégio progressista. E o que estaria ocorrendo, por exemplo, em colégios conservadores, como o Bandeirantes?

O ovo da serpente do fascismo parece ter contaminado todos os setores. 

Resposta do Colégio Santa Cruz

O Colégio Santa Cruz enviou o seguinte comunicado:

“O Colégio Santa Cruz repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito e não reconhece os fatos citados na matéria, durante intervalos ou em sala de aula. Lamentamos que a escola não tenha sido consultada para averiguação dos fatos”.

Fabio Aidar
Diretor geral do colegio Santa Cruz

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. AMBAR

    18 de dezembro de 2022 8:19 pm

    Nazismo foi moda mortal, neonazismo agora é a moda mortal que volta. Assim como o nazismo passou, o neonazismo passará, e desta vez, esperamos sem deixar o rastro de destruição do seu antecessor.Essas “modas” políticas, tanto quanto as “modas” econômicas como o capitalismo selvagem, são na realidde, doenças do poder que as ambições humanas no seu limite, materializam.

  2. Rui Daher

    18 de dezembro de 2022 10:16 pm

    A exceção é o Vera Cruz. Lá estudaram meus filhos e progressista continua a escola. Nos demais, mudaram os pais envolvidos em projetos de direita.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    19 de dezembro de 2022 8:37 am

    Pois é… Quando estava no poder a esquerda cochilou, eu suponho. Agora ela não poderá mais dormir num berço esplendido. Combater o nazismo tem que se tornar uma política do Estado.

  4. João Ferreira Bastos

    19 de dezembro de 2022 1:07 pm

    Para acabar com o fsacismo duas medidas urgentes

    1. Colocar na cadeia imediatamente toda a familicia, Porcalistas fascistas e influencers fascistas

    2. Povo na rua

  5. 20 de dezembro de 2022 10:01 am

    Nada de novo no front. Somente o retorno do que nunca se foi. Para aqueles que estavam em salas de aulas a partir dos anos 70, seja como estudante ou como docente, a realidade é a presença constante da direita, da extrema-direita e da ultra-extrema direita se apoiando mutuamente. Apoiaram Collor contra Lula; apoiaram FHC contra Lula. Foram tucanos e, como estes, foram se transferindo cada vez mais para a extrema -direita na medida em que o lulismo ocupava o espaço à direita, primeiro com Palloci, após com Haddad, Pimentel, Rui Costa, Jacques Wagner, Virgílio Guimarães, e tantos outros. Restou o espaço da extrema-direita, algo vislumbrado por FHC, mas posto em marcha por Serra. O curioso é que, aquele que se colocava como antípoda de Serra no tucanismo, é o detonador efetivo da adesão definitiva do tucanismo à extrema-direita e sua consequente implosão. As salas de aula refletem a derrota do lulismo na batalha de corações e mentes da classe média/média alta.

  6. Carlos Menezes

    25 de dezembro de 2022 3:23 pm

    Aparentemente o Colégio Santa Cruz tem outras formas de entender e/ou denominar nazismo, racismo etc. Infelizmente nem todas as cruzes são santas.

  7. Carlos Menezes

    25 de dezembro de 2022 3:51 pm

    Aparentemente o Colégio Santa Cruz usa denominação própria além de outro entendimento para discriminação e preconceito. Sendo assim essa cruz não tem nada de santa.

Recomendados para você

Recomendados