Associação dos Diplomatas defende escolha de Marielle como patrona de turma

"A escolha do nome da Vereadora representou essencialmente ato de repúdio a seu covarde assassinato e de defesa da  liberdade de expressão, um dos princípios básicos da democracia, e como tal deve ser respeitada e entendida."

Jornal GGN – A embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues afirmou que a escolha de Marielle Franco como patrona da turma de 2016 foi, essencialmente, um ato de repúdio a seu covarde assassinato e de defesa da liberdade de expressão. Em nota pública divulgada nesta sexta, dia 16, a embaixadora defendeu a escolha dos formandos no Curso de Formação do Instituto Rio Branco.

“A escolha do nome da Vereadora representou essencialmente ato de repúdio a seu covarde assassinato e de defesa da liberdade de expressão, um dos princípios básicos da democracia, e como tal deve ser respeitada e entendida”, diz nota assinada pela embaixadora, que é presidente Associação dos Diplomatas Brasileiros.

A embaixadora explica que a escolha do patrono ou patrona de cada turma é democrática e que, em anos de eleições, várias personalidades já foram homenageadas, presentes em todo o espectro político.

A presidente da Associação afirma que a escolha de Marielle Franco não vai “interferir no histórico empenho do Itamaraty na promoção incansável dos interesses nacionais”.

Leia a nota a seguir

Nota pública

A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB/Sindical), que congrega  mais de 1500 associados, vem a público reiterar os valores de integridade, ética, respeito e isenção política, ideológica e partidária que fundamentam a atuação dos funcionários do Ministério das Relações Exteriores.

Nesse sentido, a entidade esclarece que a escolha da Vereadora Marielle Franco como patrona da turma de 2016 do Curso de Formação do Instituto Rio Branco não representa necessariamente opção ideológica dos formandos, menos ainda dos integrantes do MRE, que abriga servidores dos mais diferentes matizes ideológicos, sem que isso interfira no histórico empenho do Itamaraty na promoção incansável dos interesses nacionais.

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A eleição do patrono/patrona de cada turma  é democrática, e ao longo dos anos já foram homenageadas personalidades que perpassam todo o espectro político.

A escolha do nome da Vereadora representou essencialmente ato de repúdio a seu covarde assassinato e de defesa da  liberdade de expressão, um dos princípios básicos da democracia, e como tal deve ser respeitada e entendida.

Embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues

Presidente

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