A lógica financeira da CESP

Alguns leitores estão com dificuldades de entender o post sobre a venda da CTEEP.

Qual a lógica? O governo de São Paulo participa da CESP e da CTEEP. Tem uma dívida enorme na CESP (e é avalista de 50% dela) e recebe dividendos da CTEEP.

Há duas formas de avaliar se a venda da empresa é bom negócio. A primeira, o P/L (relação Preço/Lucro) da companhia. No caso da CTEEP, o P/L foi de 10, levando em conta o preço de venda dela e o lucro registrado no ano passado. Grosso modo o retorno do capital investido virá em dez anos. Quanto mais estável a atividade, maior deverá ser o P/L. Transmissão é a mais estável das operações do setor de energia elétrica. O P/L alcançado foi baixo, em parte pelo desinteresse pelos mercados emergentes, que tomou conta do mercado internacional nas últimas semanas.

Outra maneira de avaliar é a relação custo/benefício, saber se o custo financeiro das dívidas da CESP é maior ou menor do que a rentabilidade que o governo tinha por sua participação na CTEEP.

Se a rentabilidade na CTEEP era maior do que o custo médio financeiro da CESP, não se fez bom negócio. Vai pegar um capital que rendia 10% ao ano e colocar em uma dívida que custaria menos.

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