Janio resgata o passado do general cotado para vice de Bolsonaro

 
 
Jornal GGN – O general Augusto Heleno Pereira, cotado para ser o vice de Jair Bolsonaro, integrou uma espécie de rede de espionagem interna ainda durante o governo FHC, mesmo com o ex-presidente tucano afirmando que o Serviço Nacional de Informações estava extinto desde Collor.
 
Segundo Janio, o general recebia do juiz Nicolau dos Santos Neto informações sobre os “graúdos paulistas e seus negócios, os políticos, a imprensa. Entre outros temas”. Era, segundo Janio, a “preservação do policialismo” da ditadura, “com todos os seus defeitos”, revelando a “falsidade da inexistência da espionagem interna”.
 
Heleno foi “auxiliar do general Cardoso no Planalto de Fernando Henrique” e era o “mais frequente contato do juiz Nicolau”, que veio a ser condenado mais tarde por corrupção na obra do Tribunal de Justiça do Trabalho, em São Paulo.
 
Janio também lembrou que Heleno foi retirado, a pedido da ONU, do comando da Força brasileira em missão no Haiti. O motivo nunca foi esclarecido.
 
Para o jornalista, Heleno mostra que Bolsonaro “não é único nas ideias e modos, não tem originalidade. É produto que foi fabricado em série.”
 
O general Heleno, contudo, não deve ser o vice-presidente na chapa de Bolsonaro.
 
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8 comentários

  1. Bolsonaro

    Nada que vem de Bolsonaro me espanta. Se ele colocar o maiior torturador que houve durante a ditadura como vice, acho normal. Eh a cara desse reacionario. O que espanta, mas nem deveria mais, é ver uma certa elite dando apoio para esse tipo de personagem.

    Quanto a FHC… Faz tempo que sabemos que nunca foi um verdadeiro Democrata. 

  2. O gênio e sua coragem

    Desde o dia em que nascemos, passamos a envelhecer. Aliás, envelhecer é sinônimo de viver, já que até hoje não se inventou uma fórmula não patológica que seja capaz de levar as células a se reproduzirem/renovarem continuamente sem que os erros sucessivos se tornem aberrantes, a ponto de comprometer a vida do ser completo que somos, ao fim e ao cabo um aglomerado de aproximadamente 60 trilhões delas.

    Se viver/envelhecer já é um desafio em um mundo inóspito e cheio de competidores e parasitas, viver e envelhecer bem é uma façanha que poucos conseguem realizar. Entre aqueles cuja atividade é pública (escritores, jornalistas, cientistas, pollíticos, operadores do Direito, professores, etc.) poucos conseguem atingir 8 décadas de vida, mantendo a lucidez, a coerência, a honestidade intelectual, sem ser tomado por ressentimentos, ódios, traições e outras más ações e sentimentos. Jânio de Freitas e Mauro Santayana são dois “monstros sagrados ” do jornalismo político que caminham para a nona década de vida sofrendo efeitos do tempo semelhantes aos observados nos bons vinhos, quando acondicionados em ambiente adequado – com luz e temperatura adequadas e sem contato com oxidantes e substâncias químicas do mundo exterior; ou seja, eles conseguem ficar ainda melhores, quanto mais vividos.

    No artigo a que esta nota se refere Jânio de Freitas expõe os intestinos desse generaleco boquirroto, que botou as asinhas de fora, refestelando-se como vice do ex-capitão terrorista, o nazifascista Jair Bolsonaro. Nas limitadíssimas linhas que lhe concede o jornal golpista da família Frias,  Jânio consegue a proeza de mostrar que o SNI (hoje apeliadeo de GSI) NUNCA deixou de funcionar, mostrou a atuação dessa arapongagem no governo neoliberal, privatista  entrguista de FHC e a ligação direta entre o general boquirroto, Augusto Heleno Pereira, e o juiz Lalau, aquele que foi condenado por corrupção no escândalo da construção da sede do TRT-SP. A pá de cal na vaidade do general falastrão foi mostra por que ele foi afastado do comando das tropas brasileiras no Haiti. Quem juntar os pontos desse afastamento com as declarações feitas pelo general boquirroto acerca de intervenção e fechamento do Congresso Nacional matou a xarada.

    Vale a pena citar os três últimos parágrafos da primeira parte da crônica, o mestre Jânio Freitas discorre sobre o general Augusto Heleno.

    Por uma dessas besteiras inexplicáveis o GGN está bloqueando colar o trecho, como se isso protegesse algum pretenso direito de autor; isso é um anacronismo na era digital.

     

      • Ela faz isso para vos intimidar

        A Folha faz isso para intimidar vocês; e vocês mesmos, da família Nassif, da qual o ilustre Luís, Jornalista e Músico de alto calibre, é o mais famoso, já mostraram aqui neste GGN as pinimbas e ressentimentos que marcam a mal resolvida relação/situação do Jornalista para com o jornal, do qual foi articulista por muitos anos. E nós, leitores, sabemos que o Otávio Frias Filho, atual editor/dono do jornal é bastante rancoroso e vingativo. Dito isso, faço saber que citaria apenas três parágrafos da crônica de Jânio de Freitas, não a íntegra.

        Essa postura da Folha só abrevia, ou melhor, abreviou a decadência do jornal; se dependesse das vendas do diário nas bancas ou das assinaturas digitais e mesmo dos anúncios nas páginas impressas e eletrônicas, a Folha já teria entrado em falência. A Folha não vende hoje 200 mil exemplares e não deve ter nem isso de assinantes da versão digital. O Grupo Folha sobrevive de outros negócios, como o portal UOL e o sistema de pagamentos pag-seguro. Embora não divulguem os balanços, é provável que TODO o  setor de impressos do Grupo Folha seja hoje deficitário.

        E não adianta a Folha perseguir e intimidar blogs e portais, como este GGN. Na internet, sem muito esforço, conseguimos acesso ao texto integral das crônicas de Jânio de Freitas, sem precisaramos dar cliques e audiência para os veículos midiáticos do Sr. Frias Filho.

        Com essa postura, a Folha apenas espanta mais e mais leitores, perdendo audiência.

  3. O ruim só pode se unir aos piores. Lei da atração e da traição

    Bolsonaro é um cavalo de tróia onde só faltava na história uma Helana ou Heleno

  4. Exército e seus generais

    Fiquei curioso sobre esse general Heleno.

    Uma boa reportagem documentada seria muito útil para que os brasileiros conheçam seus generais.

    Sabemos que os entreguistas dominam o comando do  Exército e desprezam o povo brasileiro que deveriam defender. Como exemplo cito o general Mourão – aquele que repudia sua identidade étnica e revelou publicamente seu profundo desprezo pelo povo brasileiro.

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