Percival Maricato
Percival Maricato é advogado
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Flamengo continua com maior torcida do país, por Percival Maricato

Os times cariocas e paulistas são os únicos que têm torcida significativa fora de seus estados.

Foto @xerel…

ESPORTE BRETÃO

Percival Maricato

FLAMENGO CONTINUA COM MAIOR TORCIDA DO PAÍS

O time carioca aumentou sua torcida de 19% para 21% dos brasileiros. o Timão também aumentou e foi para 15%, o Palmeiras subiu um ponto e empatou com o São Paulo que caiu um ponto, ficaram ambos em 7%, são resultados do Datafolha. A explicação do aumento recente do Flamengo são os campeonatos ganhos nos últimos anos. Mas o residual, a grande maioria dos torcedores tupiniquins de outras regiões, que lhe dão a vantagem, ainda é resultado dos tempos em que o Rio era a capital do país. Os telejornais da época passados nos cinemas de todo o Brasil (Jean Manzon e outros, todos obrigatórios) antes dos filmes que de fato atraiam espectadores, só davam espaços para os times cariocas, Mengo à frente. E havia ainda as páginas ocupadas nas revistas Manchete e Cruzeiro que privilegiavam os times cariocas, sem contar o Maracanã e o charme da Cidade Maravilhosa. Por fim, some-se a migração de nordestinos, o que explica a ampla preferência do Mengo no Nordeste, mas este fenômeno também beneficiou demais times do Rio e os de São Paulo. Em seguida, com 4% vêm Vasco, Grêmio e Cruzeiro, Santos com 3%, Bahia, Internacional e Botafogo com 2% e finalmente Fortaleza, Vitória, Fluminense e Sport com 1%. Tem também quem só torce para a seleção brasileira, 1%. Os times cariocas e paulistas são os únicos que têm torcida significativa fora de seus estados.

TIME SEM VERGONHA

A torcida do Flamengo chegou ao limite. No sábado, o maior elenco do campeonato, com o mais bem pago ou um dos mais bem pagos  técnicos do país, não conseguiu bater o time reserva do Internacional,  empatou por 1 x 1. A torcida revoltada, vaiou e muito. “Time sem vergonha” fez parte do coro. A oportunidade dos jogadores e do técnico corresponderem está na Cópia Brasil, sem vitória haverá tempestade na  Gávea.

TORCIDA DO CORINTHIANS SUPORTANDO

No mesmo sábado, a torcida do Timão suportou mais um fraco desempenho de seu time. O Timão empatou com o Goiás. Mas até quando? Pode a qualquer momento começar a gritar  o “queremos jogador” e protestar abertamente.

SÃO PAULO PERDE DO LANTERNA, QUE JOGOU COM UM A MENOS

De fato, não faltaram surpresas no fim de semana. O Tricolor perdeu do América, que jogou boa parte do segundo tempo com um jogador a menos. O Palmeiras venceu o Vasco no Allianz pelo magro placar de 1 x 0 e segue na busca do Botafogo, ainda muito distante. O Fogão continua impossível, ganhando de goleada, 3 X 0 no Bahia, ou seja, tudo indica que não se deixará alcançar.

BRASILEIRÃO: POUCAS MUDANÇAS NA CLASSIFICAÇÃO

21ª Rodada – Brasileirão

Classificação Brasileirão 2023 – 21ª rodada

Percival Maricato

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1 Comentário

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  1. As pesquisas têm seu significado, evidente, mas o principal hoje é observar a mudança radical do público de futebol em comparação às décadas de 70,80 e 90. O futebol hoje é business, é produto, e portanto dirigido a um determinado público-alvo, muito distante do romantismo das épocas citadas. Dos apontados 21% do Flamengo, por exemplo, alguém arrisca dizer qual é o percentual real de flamenguistas que de fato se envolve com o futebol? Uma coisa é responder qual clube se tem simpatia. Outra coisa é responder qual é o envolvimento real e puro com o futebol e o clube preferido. Talvez aí surjam as diferenças que as pesquisas não apontam. Não há hoje, por parte de quem gerencia o esporte, o interesse em movimentar e atrair paixão popular em geral, e sim satisfazer (atender) o público-alvo do produto futebol. É exatamente por isso que um ingresso hoje pode custar 180,200 ou 300 reais, um pacote de TV com transmissão exclusiva chega a 200 e quem tem interesse por clube A, B ou C é de certa forma intimado a ser o tal “sócio torcedor”. É um produto direcionado e que busca determinado retorno por parte de um segmento do mercado (sim, mercado, e não torcedor). As coisas caminham para direcionamento de poder e dinheiro a no máximo 5 ou 6 clubes no país, e esses tenderão a deter o comando das ideias, organização e rumo das coisas do futebol.

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