Comissão do Senado debate lucro excessivo da Petrobras


A audiência foi realizada na Comissão de Direitos Humanos (CDH) – Foto: Pedro França/Agência Senado
 
Jornal GGN – A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado debateu nesta terça-feira (12) a alta margem de lucro da Petrobras, a regulação dos preços sobre os combustíveis, em críticas diretas à gestão da estatal durante o governo Temer.
 
O secretário da Frente de Defesa da Soberania Nacional, Samuel Gomes dos Santos, lembrou que após a greve dos caminhoneiros pressionar à redução dos lucros da Petrobras, saiu de 150% para 126% a margem, mantendo-se inadmissível. “Por que a Petrobras mantém esses lucros tão absurdos? É preciso mediar isso e usar de maneira racional esse bem finito, mas fundamental para o futuro do Brasil”, afirmou.
 
Para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que integrou a mesa de parlamentares, as medidas do atual mandatário não têm contribuído para o desenvolvimento do país. “A mudança de diretoria colocou o capital financeiro no controle da Petrobras. Nós queremos que os senhores abram as planilhas, queremos ver as contas. Quem lucra com ganhos tão absurdos? Os acionistas, claro”, desafiou o parlamentar.
 
A pergunta foi direcionada ao gerente de Marketing da Petrobras, Flávio Santos Tojal, e ao diretor-geral da ANP, Decio Oddone. Anteriormente, Tojal tentou justificar que a alta dos preços dos combustíveis se devia à cadeia de produção e distribuição do álcool e do biodiesel. 
 
A culpa seria das distribuidoras, segundo o gerente de Marketing, porque os produtos puros da Petrobras são apenas a gasolina e o diesel, sendo os demais combustíveis agregados componentes das distribuidoras, influenciando no preço final.
 
“Do valor de comercialização, 55% se refere à parcela que cabe à Petrobras, nos custos com matéria-prima, produção e margem de lucro da companhia. Ou seja, hoje, o combustível que sai da estatal a R$ 2,03 chega na bomba por praticamente o dobro – destacou”, afirmou.
 
Sobre o lucro da estatal, ele afirmou que os impostos prejudicam. Afirmou que dos R$ 4 mil, em média, pagos pelos caminhoneiros para completar um tanque de mil litros de diesel, a Petrobras fica com aproximadamente R$ 2 mil, enquanto os outros R$ 2 mil são impostos. “É o mesmo que acontece com o botijão de gás, que custa, em média, R$ 22,00 para a Petrobras, mas é revendido ao preço médio de R$ 77,00”, acrescentou.
 
Já Oddone justificou que a ANP atua segundo as políticas determinadas pelo governo atual. “Temos uma competição imperfeita no nosso modelo, porque a Petrobras retém 98% da capacidade de refino. Uma empresa que, embora estatal, tem mais de 50% de ações nas mãos de investidores privados e que tem suas atividades voltadas a maximizar o lucro dos acionistas”, disse.
 
 
 

7 comentários

    • Quais estão recebendo pra

      Quais estão recebendo pra ajudar o amigaço dos coronéis cearensens?

      Qual a fonte?

      Falar em escandalo, esse pessoal do sportgolp tv se leva a sério quando falam de escandalos do futebol? Será que leram o livro do vice desinformado? Ou “investigações internas”  lhes disseram o contrário? Muita cara de pau…..

    • Debate sobre os lucros da Petrobras é inócuo e secundário

      Discutir quais taxas de lucratividade e de rentabilidade são “justas” em qualquer empresa e na Petrobras é pura perda de tempo e desvio de atenção ao núcleo da questão. Em economias capitalistas o objetivo do acionista e o esperado dos executivos é maximizá-las, simples. Aqui, no caso da Petrobras,  em se tratando de empresa pública estratégica, o que se deveria discutir é qual seria a sua missão e a razão, ante os interesses da sociedade brasileira, de sua criação e existência e não, e tão somente, restrigir-se às questões do desempenho econômico-financeiro da operação.

      A pergunta seria: vamos permitir que reservas estratégicas de petróleo e gás, toda uma base tecnológica e uma estrutura industrial de extração, refino e distribuição que deveriam reverter em benefício do País e de seu futuro, sejam desperdiçadas sem salvaguardas ao desenvolvimento nacional,  ao investimento produtivo e à geração de emprego e renda locais?

      O que parece não ser discutido com a propriedade e o foco exigidos são as circunstâncias e a forma com que o desmonte da Petrobrás está sendo feito.

      Em primeiro, está sendo feito por um governo ilegítimo que não foi  eleito, não obteve referendo para essa plataforma e que está agindo em desacordo com o desejo majoritário do povo brasileiro. Releve-se que o argumento foi e é usado com tamanha frequência, mas sem a devida exposição e força, que se transformou em um bordão de oposição, do tipo “o povo unido jamais…”. É dito, mas não é registrado pela sociedade na dimensão que tem e na relevância que requer. Deveria-se ir muito além de discursos ou do frame da disputa eleitoral. Deveria ter um papel central na discussão e iniciativas de entidades como a da FUP ou da AEPET deveriam contar com apoio total das forças ditas progressistas, inclusive, com apoio financeiro para trazer via campanhas publicitárias massivas luz ao debate público do tema. O que vemos é, a exemplo de outros eventos recentes de extrema importância, deixar-se a narrativa por conta dos interesses que apoiam o desmantelamento de uma das maiores empresas do mundo.

      A seguir, cabe discutir, quem de fato são os investidores, em sua absoluta maioria acionistas preferenciais, que detém a maior parcela do capital da Petrobrás. Assumimos que são os investidores tradicionais do mercado de risco, bancos de investimento, megainvestidores e fundos. Seus objetivos primordiais, essenciais e prioritários se reduzem a dois fatores simultâneos: a maximização do retorno sobre o capital investido e a geração de caixa livre para pagar dividendos. O seu horizonte de realização é sempre o mais curto possível. Praticamente, nenhum desses agentes de mercado projeta manter posição em longo prazo. A forma clássica e conhecida de se alcançar tais objetivos é a que está sendo aplicada na Petrobras.

      Funciona em dois eixos. O primeiro consistem em usando da hegemonia da companhia no setor nacional de petróleo e gás, o que lhe confere poder de martek pricer, elevar os preços locais. E, na sua condição de global player, definir, com base em critérios de maximização de lucro, o mercado de origem para aquição de insumos e o de destino da sua produção, sem maiores considerações com a balança comercial ou com os reflexos sobre a economia local. Importa destacar que, dado o imenso porte relativo da Pretobras na economia nacional o lucro adicional gerado por essas ações de mercado é, por certo, inferior às externalidades negativas decorrentes e o seu impacto sobre a sociedade brasileira.

      O segundo eixo se concentra na redução de overhead por ampliação da terceirização, redução de investimentos e desimobização de ativos. Não há compromisso com fundamentos estratégicos e de longo prazo. O que se busca é maximizar a geração de lucro e gerar caixa livre no curto prazo. Ao passo em que dispensa mão-de-obra qualificada, cede operação em áreas estratégicas, cede tecnologia e vende ativos subavaliados para realização de lucro contábil na alienação comprometendo o potencial de crescimento e a sustentação futura da empresa.

      Cui bono (a quem beneficia)? Óbvio, aos investidores de mercado e à concorrência. A concorrência se beneficia diretamente por razões claras e diretas que dispensam comentar. Já os investidores, muito provavelmente, se beneficiarão duplamente. Diretamente, pelo recebimento imediato de dividendos e na sequência pela realização de lucros na venda das ações. Mas, também, beneficiarão-se indiretamente das consequências.

      Já foram apontados quem são, por quê e como agem. Agora, considerando os efeitos no mercado de petróleo e gás e nas companhias concorrentes da Petrobras, é esperado que estas, na medida em que se beneficiam das reservas adquiridas e das operações incorporadas no desmonte, em contrapartida registrem aumento no seus respectivos valores de mercado. Lógico e esperado é reconhecer que os ora investidores da Petrobras, seguindo o fluxo, abondonem em todo ou em parte suas posições na companhia, migrando para outras potencialmente mais lucrativas nas companhias que foram, estão sendo ou serão beneficiadas no processo em curso. Também, não seria de estranhar, se estes mesmos investidores, por ora acionistas da Petrobras, ao tempo em que compram posições acionárias nas outras petroleiras não estejam financiando a aquisição dos ativos da companhia em compras alavancadas, conhecidas como leveraged buyouts. Assim, ganham de todos os lados, na extração de lucros momentâneos da companhia, no resultado de seu desmonte, nas operações de financiamento estruturadas para as aquisições e na valorização das empresas beneficiadas por toda essa “engenharia”.  

      Portanto, parece viável concluir que os interesses desses ora investidores da Petrobrás, a quem tanto se protege e defende, não têm a menor aderência aos reais interesses da companhia e aos de seu acionista controlador, o Brasil, estando restritos apenas ao desejo e objetivo de extrairem ao máximo lucros imediatos, realizados na suas próprias operações.

      Nada do que está ocorrendo é inédito. Há inúmeros exemplos de situações semelhantes que levaram ao desaparecimento de empresas ícones em passado recente. Lamentavelmente.

  1. margem de lucro, não é o caso

    esta conta de margem de lucro é uma métrica usada pelas empresas para balisar seus marqueteiros e vendedores. Ela deve ser definida em cada negócio levando em conta a velocidade de venda dos ativos (turn over). É uma forma simplificada de passar às equipes comerciais uma métrica complicada de retono do investimento.

    Explicando para quem quiser/puder enteender:

    Retorno do investimento = lucro / capital ; definir lucro em cada negócio é fácil, mas capital investido em cada negócio é complicadíssimo.

    Margem de lucro = lucro / vendas ; essa é fácil de contabilizar em qualquer negócio

    Giro dos ativos = vendas / capital ; só os especialistas podem calcular, já que capital de cada negócio requer estudo.

    Especialistas calculam o giro dos ativos e com ele definem uma margem de lucro adequada para cada negócio. Aí fica fácil para quem odeia números e finanças. Sabendo os custos conseguem entender a que preço precisam vender.

    Assim com uma conta simples, um cálculo de margem feito contadores, são guiados para garantir o mais importante, o retorno:

    margem * giro = retorno

    lucro / vendas * vendas / capital = lucro / capital 

    Então os parlamentares tem que pedir muito mais informação aos especialistas da Petrobrás para entender o preços dos combustíveis.

  2. margem de lucro, não é o caso

    esta conta de margem de lucro é uma métrica usada pelas empresas para balisar seus marqueteiros e vendedores. Ela deve ser definida em cada negócio levando em conta a velocidade de venda dos ativos (turn over). É uma forma simplificada de passar às equipes comerciais uma métrica complicada de retono do investimento.

    Explicando para quem quiser/puder enteender:

    Retorno do investimento = lucro / capital ; definir lucro em cada negócio é fácil, mas capital investido em cada negócio é complicadíssimo.

    Margem de lucro = lucro / vendas ; essa é fácil de contabilizar em qualquer negócio

    Giro dos ativos = vendas / capital ; só os especialistas podem calcular, já que capital de cada negócio requer estudo.

    Especialistas calculam o giro dos ativos e com ele definem uma margem de lucro adequada para cada negócio. Aí fica fácil para quem odeia números e finanças. Sabendo os custos conseguem entender a que preço precisam vender.

    Assim com uma conta simples, um cálculo de margem feito contadores, são guiados para garantir o mais importante, o retorno:

    margem * giro = retorno

    lucro / vendas * vendas / capital = lucro / capital 

    Então os parlamentares tem que pedir muito mais informação aos especialistas da Petrobrás para entender o preços dos combustíveis.

  3. margem de lucro, não é o caso

    esta conta de margem de lucro é uma métrica usada pelas empresas para balisar seus marqueteiros e vendedores. Ela deve ser definida em cada negócio levando em conta a velocidade de venda dos ativos (turn over). É uma forma simplificada de passar às equipes comerciais uma métrica complicada de retono do investimento.

    Explicando para quem quiser/puder enteender:

    Retorno do investimento = lucro / capital ; definir lucro em cada negócio é fácil, mas capital investido em cada negócio é complicadíssimo.

    Margem de lucro = lucro / vendas ; essa é fácil de contabilizar em qualquer negócio

    Giro dos ativos = vendas / capital ; só os especialistas podem calcular, já que capital de cada negócio requer estudo.

    Especialistas calculam o giro dos ativos e com ele definem uma margem de lucro adequada para cada negócio. Aí fica fácil para quem odeia números e finanças. Sabendo os custos conseguem entender a que preço precisam vender.

    Assim com uma conta simples, um cálculo de margem feito contadores, são guiados para garantir o mais importante, o retorno:

    margem * giro = retorno

    lucro / vendas * vendas / capital = lucro / capital 

    Então os parlamentares tem que pedir muito mais informação aos especialistas da Petrobrás para entender o preços dos combustíveis.

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