4 de junho de 2026

Comércio continua andando de lado, por Luís Nassif

No mês, apenas Hiper e Supermercados registraram alta, provavelmente em função da queda dos preços dos alimentos.
Tomaz Silva - Agência Brasil

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) mostra o setor andando de lado. Em agosto, houve queda de 0,2% no mês, alta de apenas 0,5% em relação a agosto do ano passado e queda de 4,7% em relação a agosto de 2021.

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No mês, dos 7 setores medidos, 4 registraram queda e 3 mostraram alta. Em relação a agosto de 2019 – um período já de indicadores fracos -, houve queda em 5 setores e apenas 2 registraram alta.

No mês, apenas Hiper e Supermercados registraram alta, provavelmente em função da queda dos preços dos alimentos. Mas houve queda em relação a outros bens, como Tecidos, Vestuário e Calçados e Móveis e Eletrodomésticos.

Em relação a agosto do ano passado, houve alta apenas no consumo básico, compras em Hiper e Supermercados, além de Equipamentos para Escritório. Tecidos, Vestuário e Calçados e Móveis e Eletrodomésticos registraram queda, talvez refletindo a invasão do setor por importados através de plataformas.

Em 10 anos, o quadro é trágico. Houve aumento apenas em Hiper e Supermercados, refletindo aumento da população. E quedas substantivas em Tecidos, Vestuário e Calçados e Móveis e Eletrodomésticos, em função da queda de renda e da invasão das plataformas.

No acumulado de 12 meses, em relação ao acumulado de 12 meses atrás, observa-se uma recuperação lentíssima.

Com a explosão de inadimplência e o crédito praticamente inacessível, não se espere nenhuma recuperação expressiva este ano.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. José Carvalho

    20 de outubro de 2023 4:11 pm

    Essa situação contínua de queda na renda de pessoas físicas e jurídicas não afeta apenas o comércio; todos os setores da economia pela falta de recursos para potencializar suas condições de expansão, ficam limitados. Cada setor de comércio sofre mais ou sofre menos de acordo com essa realidade. Uma economia precisa demonstrar o poder de se manter em crescimento, mas com diminuição da capacidade de renda, tanto em produzir quanto em distribuir, tem-se a estagnação. Essa montanha-russa que pouco altera a realidade do País. É necessário romper esse quadro de limitação.

  2. WWagner Indigo

    20 de outubro de 2023 5:35 pm

    Não é só o comércio , é tudo.
    É preciso cutucar o Lula, e lhe avisar que com este ” timeco”
    ele não vai a lugar algum .
    Não adianta contratar o Ancelloti , se o meia tem que ser o
    Neymar .
    Deixar na reserva o Mantega, é tomar bola nas costas, e vai ser
    de 7 X 1 !!!
    Lula está cercado por maridos&esposas , é a neo familiocracia.
    Como apostar em quem não consegue se reeleger à Prefeitua pau –
    lista , tendo todo o aparato nas mãos e ainda tendo apoio do
    Lula ?
    Acham mesmo que Fernando Henrique Haddad governa de olhos no
    Povo e pensando em Lula ???

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