Mídia internacional repercute operação da PF que encurralou Bolsonaro e aliados

Jornais destacaram desde a devolução de passaportes a documentos que incriminam os envolvidos nos planos golpistas

Reprodução: Capa/Le Monde

A Operação Tempus Veritatis, da Polícia Federal, que investiga a tentativa de golpe de Estado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, chegou aos holofotes da imprensa internacional. Deflagrada nesta quinta (08), a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, alguns países deram destaque aos intentos golpistas de Jair e sua horda bolsonarista, desde a devolução de passaportes a documentos que incriminam os envolvidos nas ações golpistas.

O The New York Times detalhou todas as frentes da operação, desde ataques ao sistema eleitoral brasileiro, às vacinas da Covid-19, falsificação de registros de vacinação e o roubo de fundos do governo e presentes estrangeiros que estiveram sob as mãos do presidente. Além disso, citou os mandados de busca, de prisão e a entrega obrigatória dos passaportes dos investigados. “Quando, de fato, perdeu para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro recusou-se a ceder inequivocamente e os seus apoiantes organizaram protestos de meses que culminaram num motim em Janeiro de 2023 no Congresso do Brasil, no Supremo Tribunal e nos gabinetes presidenciais”. 

A CNN Internacional também informou os pilares da investigação e relatou o posicionamento da polícia, que de início, optou por não falar sobre o envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro e as prisões de seus assessores. Também fez menção à entrevista de Lula na rádio Itatiaia, ressaltando que o presidente sofreu uma condenação que foi, posteriormente, descartada. “Lula também disse esperar que Bolsonaro tenha ‘a presunção de inocência’ que não lhe foi dada no passado”. 

O Jornal britânico The Guardian usou o título “Jair Bolsonaro entrega passaporte em investigação de tentativa de golpe”, apresentando ainda o contexto da visita realizada pela Polícia Federal. “Eles visitaram a casa de férias de Bolsonaro, no litoral sul do Rio de Janeiro, onde ele teve 24 horas para entregar o passaporte e foi proibido de fazer contato com os outros suspeitos”. O foco na operação que visava aliados do presidente da “extrema-direita” também foi utilizado. 

A alemã Deutsche Welle fez uma cobertura mais dinâmica e simultânea, dando ênfase, inclusive, às provas que mostram os objetivos e ações dos golpistas e do ex-presidente do país, mostrando “os principais trechos da reunião de Bolsonaro com ministros”. 

O Al Jazeera também citou as provas que incriminam os envolvidos na operação, do “ex-líder, um populista de extrema-direita muitas vezes comparado ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump”. 

Já o The Washington Post deu destaque à devolução do passaporte e informou que desde a perda das eleições, o ex-presidente “e seus aliados se defenderam de investigações e alegações de corrupção que variaram desde mentir às autoridades dos EUA sobre o estado de vacinação de Bolsonaro, manuseio impróprio de joias do Estado e uso de vigilância governamental para espionar os oponentes”. 

Na mesma linha, o Le Monde aproveitou o título e a linha-fina do jornal para informar que “O ex-presidente teve o passaporte cassado e pode ser preso”. 

O jornal Clarin fez uma cobertura mais densa e simultânea, reunindo maiores desdobramentos, como a prisão de Valdemar Costa Neto.

Veja a cobertura completa do Jornal GGN abaixo, com detalhes da decisão do ministro Alexandre de Moraes:

Carla Castanho

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