Levantamento sobre cooperação internacional da Lava Jato omite elos secretos com EUA

Jornal GGN – O jornal Estadão publicou nesta terça (3) um levantamento feito junto à secretaria da Procuradoria Geral da República responsável pelos acordos de cooperação jurídica internacional sobre o volume de dados compartilhados com outros países pela operação Lava Jato. O jornal não abordou, contudo, um assunto que os procuradores de Curitiba evitaram tratar com o GGN: a ajuda informal, ou seja, sem acompanhamento de nenhuma autoridade brasileira, da força-tarefa coordenada por Deltan Dallagnol aos EUA.

Em dezembro de 2016, o GGN confirmou junto à Secretaria de Cooperação Internacional da PGR que a cúpula do Ministério Público Federal não participa das transações feitas entre os procuradores de Curitiba e agentes dos EUA. (Leia mais aqui)

O assunto veio à tona após a defesa de Lula, no caso triplex, levantar suspeitas acerca dessa cooperação informal desrespeitar as leis brasileiras. À reportagem, o procurador Vladimir Aras, chefe da SCI, escreveu que esta era uma questão que deveria ser cobrada exclusivamente da força-tarefa de Curitiba que, procurada, não quis se manifestar.

De acordo com a reportagem do Estadão, os acordos de cooperação da Lava Jato, feitos de maneira oficial – ou seja, devidamente acompanhados pelo Ministério da Justiça e a SCI/PGR -, chegaram a 37 países, e essa lista deve aumentar em 2017 em decorrência da delação premiada da Odebrecht.

“Com três anos de investigações, o Ministério Público Federal – de Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília – têm 159 pedidos de cooperação com autoridades estrangeiras para instruir ações penais, relacionadas às descobertas da Lava Jato”. Na lista, estão Estados Unidos, Canadá, Panamá, República Dominicana, Guatemala, Uruguai, Peru, Ilhas de Man, Andorra, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Suécia, Rússia, Macau, China, Cingapura, Hong Kong, entre outros. 

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Antes da Lava Jato, apenas o caso do Banestado, também julgado por Sergio Moro, registrou um volume considerável de acordos jurídicos internacionais: foram 180, quase todos, com os Estados Unidos.

Para a força-tarefa, a “internacionalização das investigações também tem um aspecto político, avaliam procuradores das forças-tarefas da Lava Jato ouvidos pela reportagem. A atenção internacional no caso brasileiro e o maior volume de investigações pelo mundo, deve ajudar autoridades locais no enfrentamento à “contraofensiva” deflagrada para frear as investigações.”

A reportagem cita que, dessa maneira, a tentativa do Congresso de criar uma lei contra abuso de autoridade e um pacote anticorrupção que desagrada o MPF será frustrada, se a intenção for frear a Lava Jato.

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5 comentários

  1. Crime de lesa patria

    Crime de lesa patria  ..simples assim

    Estava vendo um documentário sobre um inventor Sueco que buscou ajuda com as embaixadas da SUECIA no MUNDO TODO pra divulgar seu invento  ..e obteve  ..é interesse deles  ..esta rico

    Aqui, se ex presidente sem estar de posse do Poder Constituido (o informal é relativo)  ..se vc resolve defender interesses legítimos é rotulado de BANDIDO  ..pior, defendendo intresses brasileiros sendo rotulado e difamado por brasileiros ..incrível ?!

    A Odebrech esta sendo desmontada  ..ela e sua CADEIA de fornecedores e técnicos  ..a Petrobrás e suas reservas doada  ..projetos de Interesse e estratégia Nacioanais, criminalizados, adiados, levados com a barriga (ferrovias, transposição, submarino e caças por exemplo)

    ..por se falar nisso  ..Belo Monte e Jirau  ..respectivamente as 2a e 3a maiores usinas brasileiras  ..inciciadas por lULA, foram inauguradas  agorinha ..você sabia disso ?  ..a m´dia ordinária não noticiou nanda sobre o assunto

    Depois os caras vem me falar que LENINque gostava de apagar a memória dos adversários ?!

     

  2. o estadão,

    tentando guardar um segredo de polichinelo, …  todo mundo sabe o que acontece, …   e naquela redação da marginal tietê, os caras enfiam a cabeça na terra bancando o avestruz, ….

    a quem eles acham que enganam ?

  3. Cooperação estrangeira para

    Cooperação estrangeira para casos de corrupção significa trazer jurisdição de outros paises para dentro do Brasil.

    Cooperação pode ter alguma logica para casos de direito comum mas NUNCA para casos de raiz politica porque

    isso afeta a soberania de cada Pais, significa que estrangeiros passam a participar de disputas politicas e partidarias dentro do Brasil.

    Corrupção não existe sem ligação politca e corrupção é sempre um problema politico.

  4. Levantamento sobre cooperação internacional da Lava Jato omite e

    Para CANALHAS e CACHORRO QUE COME OVELHA só tem um remédio – PAREDON !!!

    VIVA A REVOLUÇÃO BRASILEIRA !!!

     

  5. A LAVA JATO NÃO PRECISA ACABAR..
    A LAVA JATO NÃO PRECISA ACABAR… O QUE PRECISA É MUDAR QUEM TRABALHA NA LAVA JATO, POIS NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL.ESSA EQUIPE DE ENTREGUISTAS, DE LESADORES DA PÁTRIA, PARCIAIS, PERSEGUIDORES, VAZADORES, ESTRELAS DE TV TEM QUE ACABAR E SER SUBSTITUÍDO POR UM LÍDER IMPARCIAL, QUE NÃO SEJA POLITIQUEIRO E QUE NÃO GOSTE DE SE APARECER,QUE TRABALHE EM SIGILO E FAÇA COM QUE SUA EQUIPE TB TRABALHE DA MESMA FORMA. ESSE ESTRELISMO DO JUIZ MORO, JANOT E OS PROCURADORES AVACALHARAM COM A LAVA JATO.ESSE PESSOAL JÁ ERA. NEM CONSEGUIR TRABALHAR SOZINHOS NÃO CONSEGUEM, PRECISAM DA INVESTIGAÇÃO INTERNACIONAL, SOMOS DO TERCEIRO MUNDO E CONTINUAREMOS SENDO DO TERCEIRO. ENQUANTO O BRASIL TIVER AGENTES DA JUSTIÇA COMO ESSES QUE NÃO SABE ANDAR COM AS PRÓPRIAS PERNAS CONTINUAREMOS A SER O QUE SOMOS… UM TERCEIRO MUNDO, COM AJUDA E BENÇÃO DO STF E DO CRETINO PRESIDENTE GOLPISTA.

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