Wadih Damous quer convocar procuradores de Curitiba para CPI

Jornal GGN – O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) convidará, na próxima semana, os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando, coordenadores da Lava Jato em Curitiba, à CPMI da JBS. A informação é do Painel da Folha desta quarta (1º).

Na semana passada, Damous esteve na Espanha com o deputado Paulo Pimenta (PT) para entrevistar o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran. Segundo publicação do Viomundo, Duran confirmou a história de que Carlos Zucolotto, amigo pessoal de Sergio Moro, cobrou propina para intermediar um acordo de cooperação com os procuradores da Lava Jato.

Na terça (31), o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima atacou o deputado Paulo Pimenta nas redes sociais. Ele insinuou que a eleição de 2018 vai limpar o Congresso de políticos que são contra a operação Lava Jato e o instituto da delação premiada. O comentário foi disparado em função de uma opinião emitida por Pimenta contra delações irregulares.

Além dos procuradores de Curitiba, CPMI da JBS já convocou o procurador regional da República Eduardo Pelella, ex-chefe de gabinete de Rodrigo Janot. Ele estaria envolvido no escândalo que virou a delação da JBS após a suspeita de que os procuradores orientaram os empresários a agir sem autorização judicial.

Em nota, a ANPR, Associação Nacional dos Procuradores da República, repudiou o convite a Pellela. “É um atentado à atuação independente do Ministério Público e um desvirtuamento do nobre instrumento que é uma CPI a convocação de um membro do MPF para prestar depoimento sobre fatos relacionados à sua função, principalmente em uma apuração ainda em andamento perante o Supremo Tribunal Federal, que pode implicar membros de Poderes do Estado e levar a revelação de documentos e provas ainda sob sigilo”, disse.

“A atuação da CPMI está desvirtuada, infelizmente, desde o seu início, e foge dos parâmetros constitucionais. Não é cabível o constrangimento imposto a um membro do MPF, quando se pretende obrigá-lo a prestar declarações sobre fatos protegidos por sigilo”, acrescentou.
 
Ainda segundo o Painel da Folha, a CPMI está tentando atingir o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Lava Jato, que avisou que não se deixará intimidar.
 
“Edson Fachin, do STF, não está alheio ao movimento da CPMI para vinculá-lo a Joesley Batista e Ricardo Saud. Aliados avisam: se o objetivo é intimidá-lo, não vai dar certo”, publicou.
 
Ontem, durante sessão da comissão parlamentar, o empresário Ricardo Saud foi questionado sobre a relação da JBS com Fachin, mas preferiu ficar em silêncio por causa do imbróglio envolvendo seu acordo de delação.

12 comentários

  1. Demorou… Já passou da hora

    Demorou… Já passou da hora de colocar estes arrogantes para esclarecer os atentados à constituição e ao direito.

  2. “Edson Fachin, do STF, não

    “Edson Fachin, do STF, não está alheio ao movimento da CPMI para vinculá-lo a Joesley Batista e Ricardo Saud. Aliados avisam: se o objetivo é intimidá-lo, não vai dar certo”

    Se mandou recados é porque já se intimidou.

  3. Não basta convocar.
    Tem que

    Não basta convocar.

    Tem que convocar e mandar prende-los em caso de resistência.

    Durante os depoimentos, os nóias do MPF tem que ser tratados como bandidos.

    E se eles ofenderem os deputados, devem ser criminalmente responsabilizados pelas ofensas.

    Chega de contemporizar e de tratar estes caras de maneira civilizada, pois eles cometeram abusos dignos dos bárbaros.

  4. POR QUE DEVEM SER INTIMADOS!

    Não devem ser convidados esses falantes membros do ministériop público. TÊM QUE SER CONVOCADOS. 

    Se faltarem deverão ser conduzidos sob vara os tais Deltan Dallagnol e Carlos Fernando. E o Moro também.

    É chegada a hora de sabermos como suas altezas atuam. Afinal esses homens da república de curitiba devem satisfações às gentes que somo nós – o povo.

     

     

     

  5. se a lei é para todos, justo

    Falando nisto, descobriram quem financiou o fracasso de bilheteria, filme para bajular a república de Curitiba?

  6. “Ele insinuou que a eleição

    “Ele insinuou que a eleição de 2018 vai limpar o Congresso de políticos que são contra a operação Lava Jato e o instituto da delação premiada.”

    Se o programa de governo da República do Bolsonaro se limita a uma frase só, “porrado em vagabundo”, o da república dos procuradores se limita a uma palavra, “lava a jato”.

    O país não se limita apenas a essa brincadeira de bandido e mocinho dos pós-adolscentes. É bom que eles saibam disso. Portanto vão ter que, num futuro próximo, inclusive ser questionados pelos efeitos nefastas de sua cruzada na soberania nacional. Urge uma CPI do enteguismo também. Nela eles sentarão lado a lado com Temer e quadrilha.

    Portanto a casta que não quer que seus membros sejam constrangidos, por que detém informações sigilosas que eles mesmo vazam para seus amigos no pig, se preparem para ser mais do que constrangidos. Assim que o estado democrático de direto for restabelecido no país.

  7. #

    São funcionários públicos e devem satisfações à sociedade. Ademais, propina nas delações é algo muito vergonhoso. Não pode ficar impune.

  8. Sugestão de inclusão de ícone compartilhamento da rede social VK
    Gostaria de deixar, como um pedido, a sugestão de que fosse incluído o ícone da rede VK, dentre os links para compartilhamento dos artigos do GGN, por conta de reforçarmos esta rede social, proposta como mais uma fonte de divulgação e até como fonte alternativa às redes como o Facebook, YouTube e outros mais populares. Obrigada a toda a equipe por nos proporcionarem a oportunidade da boa informação. Um grande abraço.

    • Monopólio das Redes

      Márcia: sua sugestão é muito oportuna. O controle centralizado das informações está permitindo uma manipulação das redes sociais. Diversas pessoas e blogs estão denunciando uma censura imposta principalmente pelo Facebook.

      Mark Zuckerberg está se transformando no Big Brother, pois já é dono do Facebook, WatsAPP, Messenger e Instagram. Estamos observando a monopolização das redes sociais.

      Ou nos defendemos, ou a Matrix dominará absolutamente.

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