No Xadrez de Mendonça 1, mostramos o crescimento vertiginoso do ITER, instituto de ensino criado por ele logo após assumir o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Abordamos também o contrato firmado com o governo de Cláudio Castro no Rio de Janeiro. A assinatura e a liberação da verba ocorreram apenas 11 meses depois — e 17 dias após o voto favorável de André Mendonça contra a inelegibilidade de Castro. Um caso clássico do casto Mendonça com Cláudio, o Castro.
No Xadrez de Mendonça 2, expusemos os negócios do ITER com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o envolvimento dos principais associados no caso Master e os contratos insólitos celebrados pelo CFC com o instituto: um destinado ao curso “A Arte e a Ciência da Oratória” e outro focado em uma “imersão de liderança e governança destinada a até 100 pessoas: presidente, vice-presidente, conselho consultivo, diretores e técnicos do CFC e dos Conselhos Regionais”.
O Xadrez de Mendonça 3 revela outro contrato suspeito: desta vez, de R$ 1,2 milhão com o Cioeste, consórcio público intermunicipal que reúne 12 municípios da região oeste da Grande São Paulo (Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista).
O acordo, no valor de R$ 1,2 milhão, previu um ano de cursos e palestras nas áreas de direito e administração pública para uma “Escola de Governo” do consórcio.
A Escola foi criada em 28 de abril de 2025, e o contrato com o ITER acabou sendo assinado menos de três meses depois.
Onde está o ponto nebuloso?
O contrato foi assinado por Guto Issa (PSD), então prefeito de São Roque e presidente do consórcio na época. Em 2024, o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) de São Roque aplicou R$ 93,15 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, registrando o segundo maior prejuízo municipal entre os 18 fundos previdenciários atingidos pela quebra da instituição — ficando atrás apenas de Maceió.
Em 2025, à medida que o caso Master avançava, Guto Issa contratou conferências do Ministro Gilmar Mendes, seguidas por apresentações do Procurador-Geral Paulo Gonet e, por fim, pelo contrato milionário com o ITER.
Até o momento, não há notícias de providências adotadas contra a prefeitura de São Roque nem contra os escritórios de contabilidade envolvidos. Enquanto isso, Cláudio Castro ostenta os votos contrários à sua inelegibilidade proferidos pelo casto Mendonça e por Kassio Nunes Marques.
A doação em off
Três dos cinco maiores contratos do ITER são de entidades direta ou indiretamente envolvidas com o caso Master ou com votações de Mendonça no TSE: Cláudio de Castro, Conselho Federal de Contabilidade e Cioeste.
Ao mesmo tempo, Mendonça publicou um vídeo no qual orava fervorosamente ao “Santo Multiplicador de Contratos”, assegurando que doaria 90% dos ganhos para obras de caridade.
Paralelamente, transformou o ITER em uma sociedade anônima fechada.
Segundo a Lei das S/As:
Em uma S.A. fechada, diferentemente do que ocorre em uma sociedade limitada (Ltda.), a movimentação acionária não exige alteração contratual pública a cada transferência. Assim, é possível conhecer o dividendo total distribuído sem conseguir identificar imediatamente seus destinatários individuais.
De um lado, Mendonça alardeia a caridade; de outro, reduz a transparência de sua empresa — estratégia similar à adotada por Deltan Dallagnol.
Se quisesse ser levado a sério, Mendonça registraria a promessa em um cartório e conferiria a alguma entidade acima de qualquer suspeita a responsabilidade de auditar os gastos.
Jeremias 9:5 — “E cada um engana o seu próximo, e não falam a verdade; ensinaram a sua língua a falar a mentira.”
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Fábio de Oliveira Ribeiro
26 de agosto de 2026 7:36 amO candidato a ocupar o cargo de Ministro do STF deve ter :
1- mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade;
2- notável saber jurídico;
3- reputação ilibada.
Ao que parece existe um quarto requisito não especificado no texto constitucional:
4- dinheirismo.
O dinheirismo dos Ministros do STF se manifesta de diversas maneiras: negócios esquisitos e potencialmente suspeitos envolvendo contratos de prestação de serviços através de empresas ou fundações criadas pelo Ministro; contratos de prestação de serviços de escritórios de advocacia de propriedade da esposa, filho e/ou parente do Ministro; negócios lucrativos envolvendo patrimônio pessoal feitos pelo Ministro; nomeação de filho ou filha do Ministro para cargo de Desembargador pelo quinto constitucional com ajuda da OAB; etc…
Ninguém é santo. A santidade obviamente não é um requisito para ser Ministro do STF. Mas me parece que falta decoro a vários ocupantes do STF. Mesmo que não seja especificamente criminoso, o “dinheirismo” de alguns dos Ministros em exercício e de vários que se aposentaram é uma mácula que compromete a respeitabilidade da instituição. Colocar os interesses pessoais mesquinhos acima do dever de dizer o Direito e da dignidade do cargo exercido é algo realmente asqueroso.
Na política o “mar de lama” do dinheirismo é moeda de troca. Na atividade judiciária, a toga respingada de lama sempre será objeto de escarnio jurídico e de repugnância popular.
João de Deus
26 de agosto de 2026 9:03 amComo seria bom se tivéssemos como CNJ um Conselho Nacional de Justiça, em vez desse Clube Nacional de Juízes.
Naldo
26 de agosto de 2026 2:37 pmSó serviu para unificar salários com o argumento que a justiça é uma só, antes cada Estado tinha o seu salário. Já os penduricl6cada um criou o seu
Rui Ribeiro
26 de agosto de 2026 9:39 amDe acordo com o referido Ministro, o magistrado não pode ter a pretensão de ficar rico. Será que ele acha que uma pessoa rica pode se tornar juiz? Ou terá que empobrecer antes?
WALTER JOSÉ RINALDI FILHO
26 de agosto de 2026 10:07 amE a pergunta que fica: assim como o Toffoli foi acuado e, sem força/personalidade declinou da relatoria do caso Master, não seria o caso também dos demais integrantes da Corte pressionarem o Min. terrivelmente invangélico a declinar, em face desses negócios obscuros com o “probo” Castro, também envolvido até o pescoço com o Master????
emerson57
26 de agosto de 2026 10:39 amDoa 90%.
Çei.
O resto é o dízimo.
ed.
26 de agosto de 2026 2:29 pmO ministro pescador terrivelmente bozogélico conseguiu UNIFICAR a função de JUIZ (legal e eleitoral!) com as de PROCURADOR e DELEGADO-CHEFE. Algo que na lava-jato era “compartilhado” por Dallagnol, Moro e PF do “bem” (era o Thiago? MA?).
E ainda tinha um relator lava-jatista que só anos depois “descobriu” o que todos já sabiam desde o início: que o foro não era o do Moro e do TRF-4. Aí tentou usar este fato para não julgar a evidente PARCIALIDADE do juiz amarrecado.
Agora este relator “fachinho” preside o STF e parece em sono profundo diante de fatos muito mais graves dos que os que considerou do Toffoli, quando marcou uma reunião “público-secreta” para avaliá-lo, conseguindo sua renúncia, apesar de nenhum voto questionando sua então relatoria do mesmo caso.
O mesmo que discursou elogiando e agradecendo a Globo, seus executivos e até alguns de seus futricalistas, digo jornalistas.
Já a míRdia se escandalizou hitericamente com Toffoli mas está extasiada com Mendonça! Faz uma blitzkrieg sobre investigar UM Lulinha e silencia sobre dezenas a centenas de publicamente evidenciados bandidos envolvidos numa inédita “festa” de DEZENAS DE BILHÕES!
Tem também a interferência estrangeira de Trampa e seus agentes brasileiros confortamente foragidos em solo americano, sussurando fofocas mil, até do retumbante contrabando da rua 25 de Março e o do uso de moeda corrente em Reais, prejudicando injustamente o uso do Dólar e de cartões de crédito na tentaiva de compartilhar 6% do PIB de pagamentos com seus (com)parças.
Pra culminar, temos um eleitorado zumbi que mesmo diante disso tudo na cara, poderá eleger gente como: Flavio Vorconaro e seu inacreditável vice, Moro, Tarcisio, até Micheque (!), detentora de assombrosas propostas e memoráveis feitos para a nação.
Quanto a doar para igrejas, onde o dinheiro (isento!) desaparece em sacos e não se sabe qual a sua distribuição e uso,”rachar” e “lavar” dinheiro é a “mór moleza”, nénão? Que nem show de sertanejo em prefeituras do interior. “Um pra mim, outr pra prefeito”…
É, caros brasileiros: se “Squid”, o internacionalmente respeitado “apedeuta”, detentor de cerca de 40 doutorados “honoris causa” e outras distinções, realizador de incontáveis feitos em favor do povo brasileiro, eleito democraticamente para 3 mandatos, ganhar essa eleição será o fechamento de uma carreira política de poucos na história do mundo.
Oremos!