A verdade é um cavalo bruto, por Romério Rômulo

Na curva sobra traição, sobra carne, sobra raiva

Marc Chagall

A verdade é um cavalo bruto

por Romério Rômulo

De Minas sempre carrego
O hibridismo do corpo
Que eu namoro sem saber
Na montanha revelada.

Na curva sobra traição
Sobra carne, sobra raiva
Que ataca o couro solto
Da gente que mora aqui.

Quantas terras me couberam
Quantas vidas me bastaram
Se, sobre o hálito vivo
Eu bebo meu próprio sangue?

É Minas do pó já lavado
Minas das adjacências
Como se sempre soubesse 
Que a vida dura pouco.

2.
Sou um marujo destes mares falsos.
Sou um Ulisses de sereias torpes.

Romério Rômulo

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