21 de maio de 2026

Fontes de energia renováveis podem acentuar desigualdades sociais, aponta Conselho de Biologia

Moradores do entorno de parques eólicos e solares sofrem com desvalorização do terreno e doenças, como estresse e perda da audição
Crédito: Divulgação/ Ari Versiani/ PAC

A revista O Biólogo, produzida pelo Conselho Regional de Biologia, traz uma reportagem sobre as injustiças acentuadas pela transição energética, que submete comunidades pobres a uma série de prejuízos, entre eles estresse, doenças e deslocamentos.

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A publicação destaca o potencial do Brasil na produção de fontes renováveis de energia, especialmente as hidroelétricas. Itaipu, no Paraná, e Belo Monte, no Pará, estão entre as maiores usinas do mundo, mas causaram diversos impactos sociais.  

“Além do impacto ambiental, as hidrelétricas causam principalmente um problema social enorme. Populações indígenas e tradicionais que habitam essas áreas são deslocadas e perdem seu modo de vida e sentido de pertencer a um lugar”, destaca o Prof. Dr. Carlos Joly, professor emérito da Unicamp.

A construção de hidroelétricas atrai trabalhadores, que se instalam nas proximidades da futura usina. Porém, uma vez concluída, estes trabalhadores não têm mais emprego e as vilas construídas para o assentamento tendem a ficar deterioradas. 

Eólica e solar

Promissores, os parques eólicos também apresentam uma série de prejuízos para a população local. Enquanto fazendeiros fecham contratos de arrendamento com as empresas geradoras de energia e deixam a região, os vizinhos sofrem com a exposição à sombra móvel provocada pelo movimento das hélices. 

Morar próximo a um parque eólico causa perda parcial da audição, além de estresse, ansiedade, depressão, insônia e dores de cabeça.

Já a energia solar provoca desmatamento e, consequentemente, a emissão de CO2 e a eliminação de árvores que faziam o sequestro de carbono.

Instaladas em regiões do semiárido, os painéis de energia solar acumulam poeira e demandam lavagens periódicas, o que causa conflito com os moradores que sofrem com a escassez de água, mas veem que as empresas produtoras de energia contratam caminhões-pipa para a higienização das placas fotovoltaicas.

A publicação aponta ainda que há acordos injustos em relação à venda e ao arrendamento de terras para as empresas de geração de energia eólica e solar, pois poucos proprietários conseguem fazer acordos que paguem o que a área realmente vale de acordo com o potencial produtivo. Aos demais, restam os impactos negativos da geração de energia renovável. 

Acesse a revista O Biólogo na íntegra:

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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3 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    30 de março de 2024 11:40 am

    Estamos em um Universo de entropia positiva.

    Não existe energia limpa !

    Sempre terá um custo.

  2. DOUGLAS BARRETO DA MATA

    30 de março de 2024 1:01 pm

    Há muitos outros impactos.

    As células fotovoltaicas são produzidas com materiais que causam enormes danos com a mineração, e depois, com o descarte, já que têm uma vida útil de 15 anos.

    As torres eólicas são feitas de materiais cujo manejo e transformação resultam em poluição (fibras de carbono, aço, etc), e também demandam grandes esforços no descarte

    Enfim…energia limpa? Onde, cara pálida?

  3. Samoi A B Andrade

    31 de março de 2024 10:34 pm

    Pela matéria entendi que ao invés de procuramos soluções e desenvolver o país devemos recusar o progresso, é isso que o autor quer dizer?

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