Incongruências, por Gustavo Gollo

Diariamente, os meios de comunicação ajustam suas notícias, compondo assim uma narrativa comum, despojada de contradições. É importante para eles que todos contem a mesma história; é a ela que acreditam dever coerência, não aos fatos.

Mostrarei 2 exemplos claros de desconexão entre as notícias e o mundo.

A execução de Marielle ocorreu do seguinte modo: em 2 carros, os assassinos a seguiram desde a casa das pretas, onde ela participou de um debate público, até o local da execução, onde um dos carros fechou o veículo no qual ela se encontrava, obrigando-o o parar e se tornar alvo fixo. Do segundo veículo, o executor disparou as rajadas que a mataram.

A utilização de 2 carros no assassinato foi relatada por testemunhas e comprovada pela localização das cápsulas dos tiros disparados. O fato foi amplamente noticiado durante um ano, até a apresentação de 2 únicos suspeitos supostamente responsáveis pelo crime.

A versão construída pela polícia e ministério público na ocasião foi endossada pelos meios de comunicação: 2 homens, apenas, teriam decidido, planejado e executado o crime. Lembremos que se trata de um crime cometido por milicianos, criminosos caracterizados por sua intimidade com o pessoal da polícia, do ministério público, do judiciário e dos meios de comunicação.

A versão disparatada culpa apenas 2 assassinos, embora se saiba que havia pelo menos 3 ocupantes em um dos carros. O esquecimento do segundo carro, cuja placa nunca foi divulgada, esvazia a necessidade de explicação da falha providencial de todas as câmeras de trânsito durante o percurso até o local da execução. (Imagens de câmeras de prédios recolhidas pela polícia foram destruídas pelos milicianos).

Atualmente, todos os meios de comunicação contam a mesma farsa comprovadamente absurda inventada pela polícia e Ministério Púbico.

Outra farsa endossada por todos os meios de comunicação narra a origem do petróleo que há quase um ano vem emporcalhando as praias brasileiras.

No final de agosto de 2019, manchas de petróleo começaram a aparecer nas praias do nordeste. Na ocasião, o presidente dos EUA andava incitando uma invasão da Venezuela. Em vista disso, lançaram-se boatos de que o petróleo que emporcalhava quase toda a costa do nordeste viria da Venezuela, disparate evidente.

A sandice teria sido desmascarada por análise do petróleo vazado feita pela Petrobrás, que indicaria o poço do qual o petróleo era oriundo. Surpreendentemente, mancomunado com a petroleira, Biruliro instituiu sigilo sobre o relatório, insinuando, ao mesmo tempo, tratar-se de petróleo venezuelano. Ministros e outras autoridades do governo endossaram a balela.

Pouco tempo depois, o Fantástico, da Globo, apresentou uma farsa “provando” que o petróleo vinha da Venezuela, refazendo a análise química do petróleo, idêntica à que havia sido feita pela Petrobrás. Sorrateiramente, os mandingueiros da Globo mostraram que o petróleo das praias era muito diferente do petróleo do Oriente Médio e não era idêntico ao de um poço brasileiro, portanto, concluíram os matreiros, o petróleo vazado era venezuelano!

A tortuosidade do abstruso raciocínio, no entanto, foi sobejamente compensada pela convicção do repórter e contundência das imagens; houvera ainda qualquer dúvida, deixou de existir após o enfático argumento, por certo patrocinado por prodigalíssimo mecenas.

Uma breve olhada no mapa, contudo, é suficiente para demonstrar o absurdo da farsa, obrigando os farsantes a emendar o embuste com novo remendo, inventando a história de que o petróleo venezuelano teria vazado de um navio (de modo a favorecer a farsa, o navio grego Boubolina foi, de algum modo associado ao PT).

Pior a emenda que o soneto, diriam os antigos. O petróleo continuava chegando às praias cada vez mais intensamente, estendendo-se desde o Pará (onde um grupo da Marinha permaneceu fazendo buscas e limpando as praias) até o Rio de Janeiro, na forma de manchas, a maior extensão já ocorrida em desastre de tal natureza.

A busca por satélite, encomendada pela Polícia Federal, localizou uma mancha monstro de petróleo no oceano, do tamanho da Ilha de Madagascar. A quantidade de óleo nessa mancha que resultou na primeira vaga a emporcalhar as praias daria para encher centenas de navios petroleiros.

Em vista de tão contundente desmistificação da farsa, o Ministério do Meio Ambiente tratou de negar a autenticidade do método padrão reconhecido internacionalmente para a detecção de vazamentos de petróleo, afirmando-se tratar de um acúmulo de algas, embora, com as manchas, só tenha chegado petróleo às praias.

Dias atrás, no final de junho de 2020, o petróleo voltou a emporcalhar as praias do nordeste. Trata-se de material novo, não intemperizado, como atestam as imagens, ao contrário do que afirma a Marinha, inacreditavelmente empenhada em ocultar o crime. Análises confirmam tratar-se de petróleo do mesmo poço originário da catástrofe de 2019, atestando que o vazamento ainda não foi controlado.

O crime ambiental continua. Trata-se do maior vazamento já ocorrido em águas oceânicas de todo o planeta. Para os meios de comunicação, no entanto, todos eles alinhados ao mesmo absurdo, o óleo vazado de um navio estaria poluindo milhares de quilômetros de praias há quase um ano.

Denúncias como essas são chamadas “teorias de conspiração” pelo simples fato de negarem a versão oficializada pelos meios de comunicação. A expressão “teoria de conspiração” significa exatamente negação da versão divulgada pelos meios de comunicação, transformada assim em dogma.

Se o leitor pesquisar, descobrirá que a gripe suína ─ que nos informaram ter matado milhões ─ não passou de uma gripe comum, com letalidade equivalente à de uma gripe comum, que continua por aí, uma gripe entre outras.

Outra pesquisa o levará a concluir que o vírus HIV1 causador de AIDS chegou aos EUA ─ de onde foi dispersada para o mundo ─ levada por haitianos. O vírus, no entanto, ocorre em estado selvagem em macacos africanos. A constatação sugere fortemente que o HIV1 tenha migrado de macacos africanos para haitianos através de vacinas testadas no Haiti ─ país centro-americano ─, elaboradas com o plasma de macacos africanos.


O novo coronavírus

Contam-nos, os meios de comunicação, que o novo coronavírus eclodiu na China, em novembro de 2019, de onde teria se espalhado pelo mundo.

Um estudo espanhol, no entanto, revelou a presença do vírus em amostras do esgoto de Barcelona, coletadas e congeladas em março de 2019. Estudos análogos confirmaram o vírus em duas cidades italianas e em Florianópolis bem antes das expectativas prévias, em novembro/dezembro.

A admissão da presença do vírus em Barcelona, muito antes de sua eclosão na China, destrói a narrativa oficial dos meios de comunicação e impõe uma pergunta inquietante:

Se o novo coronavírus já estava circulando pelo mundo em março de 2019, por que as mortes por COVID só passaram a ser notificadas após a implantação das medidas de confinamento, quase um ano depois?

Existe, aliás, uma desconfortabilíssima associação entre o estabelecimento do confinamento e o subsequente aumento no número de mortos, em cada local.

A contradição entre o estudo espanhol e a narrativa oficial estabelecida pelos meios de comunicação é gritante e merece esclarecimento. Tudo indica, no entanto, que os meios de comunicação não estejam dispostos a rever sua narrativa, assumida desse modo como dogma. Nesse caso, o estudo espanhol será rotulado como teoria da conspiração, o que impedirá sua menção nos meios de comunicação e o tornará quase invisível na internet. O impedimento se estenderá sobre estudos análogos que o confirmem. Vimos recentemente o véu de censura imposto sobre os estudos que mostram a não transmissibilidade dos assintomáticos, revelados por diretora da OMS.

A notícia de que o novo coronavírus já se encontrava nos esgotos de Barcelona em março de 2019, de qualquer modo, exige um esclarecimento e não pode ser deixada em branco, deliberadamente esquecida, como se irrelevante.

Por mais contundentes que sejam as provas, no entanto, não será fácil convencer pessoas convictas de que o vírus eclodiu no fim de 2019, de que ele tenha surgido em data muito anterior à divulgada até agora. Lembremos que é muito mais fácil enganar uma pessoa que convencê-la de que foi enganada.

Leia também:

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