MST marcha pelo Brasil em defesa da democracia

Jornal GGN – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está em marcha pelo interior do Brasil em direção às capitais. Minas Gerais, Mato Grosso, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Bahia, entre outros estados.

Cerca de seis mil pessoas estão mobilizadas para defender a retomada da reforma agrária e o mandato da presidente Dilma Rousseff. A caminhada de ida termina no dia 1º de maio, quando haverá atos em comemoração ao Dia do Trabalho.

Da Rede Brasil Atual

Sem-terra realizam marchas em cinco estados por reforma agrária e em defesa da democracia

Segundo o MST, cerca de 6 mil pessoas participam das mobilizações, que reivindicam a retomada da reforma agrária e rechaça a proposta de impeachment da presidenta Dilma

São Paulo – A Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária e em Defesa da Democracia, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), chega amanhã (26) a três capitais, após vários dias de marcha pelo interior dos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Paraíba. Hoje, trabalhadores rurais de Alagoas e do Rio Grande do Norte iniciaram suas caminhadas para marchar até as respectivas capitais, “passando por cada rincão deste país, num amplo processo de diálogo na base da sociedade por um projeto popular”, informou o MST em nota.

Cerca de 6 mil pessoas participam das mobilizações, segundo o movimento, que também reivindica a retomada da reforma agrária e rechaça a proposta de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Um acampamento organizado em Salvador, na Bahia, também realiza uma série de atividades nesta semana. Ao final, as marchas vão compôr os atos em comemoração ao Dia do Trabalho, que serão realizados com tema de defesa da democracia brasileira.

As ações também cobram punição dos responsáveis pelo Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 1996 na Curva do S, da rodovia PA-150, no município de mesmo nome. Após 20 anos do assassinato de 21 sem-terra pelas forças militares do estado do Pará, “a paralisia da reforma agrária continua sendo o grande gerador de conflitos no campo brasileiro”, defendeu o MST.

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Em Minas Gerais, cerca de três mil trabalhadores de diversos movimentos populares estão em marcha desde o último dia 21. Eles participaram, em Ouro Preto, da entrega da Medalha Tiradentes, concedida ao do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica. De lá saíram em caminhada por cerca de 200 quilômetros e devem chegar amanhã a Belo Horizonte.

“A marcha é pedagógica para os trabalhadores e trabalhadoras que participam dela e também para os que assistem a passagem. Ao mesmo tempo que demonstramos força e resistência no processo de seis dias de luta, vamos deixando o recado para os brasileiros de que este atentado à democracia não passará tão facilmente”, afirmou Beatriz Cerqueira, presidente da CUT-MG, referindo-se à tentativa de impeachment contra Dilma.

Saídos de Campina Grande, cerca de 400 sem-terra marcham em direção à capital João Pessoa, na 5ª Marcha Estadual do MST da Paraíba. Foram 135 quilômetros de caminhada, passando por sindicatos e universidades, reivindicando o respeito à democracia e a retomada da reforma agrária.

Da zona rural de Cuiabá, cobrando a retomada da Reforma Agrária e a punição dos envolvidos no Massacre de Eldorado dos Carajás, cerca de 300 camponeses se dirigem para a capital do Mato Grosso, percorrendo 40 quilômetros de estradas.

No Rio Grande do Norte, cerca de 500 saíram hoje da cidade de Ceará-Mirim em direção a Natal. Serão 42 quilômetros de caminhada, com objetivo de erguer um acampamento na capital, concentrando atividades da Frente Brasil Popular, sem data prevista para se encerrar. Os manifestantes também vão participar do ato “Zona Norte contra o Golpe”, que reunirá movimentos populares na periferia de Natal.

Na manhã de hoje, outros 1.500 sem-terra iniciaram uma marcha na cidade de União dos Palmares, em Alagoas, berço da resistência negra do Quilombo dos Palmares. Serão, aproximadamente, 80 quilômetros de caminhada até a capital Maceió, onde devem chegar na quinta-feira (28), realizando uma série de atividades culturais pelo caminho. Na passagem pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no município de Rio Largo, será lançado o Comitê Estadual da Campanha Permanente Contra o Uso dos Agrotóxicos e Pela Vida.

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