CNMP tira ação contra Deltan de pauta após decisão de “amigo” de Moro

Juiz Nivaldo Brunoni, conhecido como amigo de Sergio Moro, acolheu pedido da defesa para estender prazo para alegações finais

Foto: Divulgação/ALEP

Jornal GGN – Uma ação contra Deltan Dallagnol foi retirada da pauta do Conselho Nacional do Ministério Público depois que o procurador da Lava Jato mudou de advogados e alegou que precisa de mais tempo para apresentar alegações finais.

Quem acolheu o pedido da nova defesa foi o juiz Nivaldo Brunoni, da Justiça Federal do Paraná, que já atuou na Lava Jato e é conhecido como “amigo do ex-juiz Sergio Moro”, informou o Painel da Folha nesta segunda (26).

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“Há claro prejuízo à ampla defesa e ao contraditório do processado [Dallagnol], que deixou de apresentar alegações finais porque o advogado originalmente constituído renunciou/substabeleceu, no interregno do prazo que escoava, os poderes que lhe foram atribuídos, dificultando a ação de seus sucessores – que, por sua vez, não tiveram tempo hábil para, nas horas que remanesciam, analisar os conteúdos do PAD e formular os argumentos defensivos”, assinalou o magistrado.

Dallagnol respondeu no CNMP por ter atacado os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, todos do Supremo Tribunal Federal.

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5 Comentários

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Alexander

- 2019-08-26 17:29:36

Ou extinguir essa porcaria!

Eduardo

- 2019-08-26 16:15:39

O envolvimento de Sérgio Moro com Bolsonaro,Dallagnol,setores da imprensa, políticos ladrões, Desembargadores, corregedores,membros do CNMP, membros do CNJ, ministros de tribunais, todos homens de atitudes questionáveis, personalidade obscura, enfim um antro de imoralidade pública, nunca nos proporcionará justiça. Salve-se quem puder! Lembrem-se todos de que será difícil o povo, as vítimas se salvarem, pois não há justiça no Brasil O que há é poder econômico imperial e os vagabundos por ele mantidos!

Lúcio Vieira

- 2019-08-26 16:04:17

Vem cá, existe como fazer a lista de magistrados e quando algum for um "ficha suja", com "status" de suspeito ou condenado (e piorado se for absolvido pelos seus cartórios e cooperativas de iguais), um réu que vá ser julgado por algum juiz da tal lista pedir a suspeição do mesmo? Neste ritmo em que se vai, o judiciário que não pode ser renovado a cada 4 anos, só vai permitir ao país durar mais uma década. Ainda mais diante desta crise atual onde já faz anos que o que cresceu mesmo foram a exploração ambiental, especulação (exploração capital), precarização (exploração social) e ganância (explorar além da capacidade/necessidade). Ter sorte daqui para frente, é torcer para que a natureza não se antecipe demais ao que é predito e previsto pela ciência que já se assusta por estar havendo uma precipitação de eventos.

Ivan de Union

- 2019-08-26 15:53:56

“Há claro prejuízo à ampla defesa e ao contraditório do processado [Dallagnol], que deixou de apresentar alegações finais porque o advogado originalmente constituído renunciou/substabeleceu, no interregno do prazo que escoava, os poderes que lhe foram atribuídos, dificultando a ação de seus sucessores – que, por sua vez, não tiveram tempo hábil para, nas horas que remanesciam, analisar os conteúdos do PAD e formular os argumentos defensivos”, assinalou o magistrado." Nas horas que me remanescem no interregno do prazo no qual se me escoam os poderes que me sao atribuidos, so resta me, data venia, uma pergunta: De que orificio saiu esse "subestabeleceu"?????? Orificio de quem?????? Se o advogado "subestabeleceu poderes" futuros ta facil, eh so Dallagnol o processar por cair fora do barco pra nao ver o proprio cliente mentir, nao eh mais facil assim? Ja "no interregno do prazo que (o "se lhe" ele esqueceu!) escoava" nao existe salvacao possivel: o Brasil tem juiz de merda que nao escreve como juiz de merda?

Marcos Videira

- 2019-08-26 15:46:19

Os senadores deveriam abrir uma CPI com base nos áudios divulgados hoje pelo The Intercept. O CNMP está corrompido por acobertadores de atos criminosos do Ministério Público. A composição do CNMP precisa ser urgentemente alterada: 50% de juristas indicados por universidades; 30% de advogados indicados pela OAB; 10% de juízes indicados pelo STJ; 10% de procuradores indicados pela PGR

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