Coaf responde de maneira “evasiva” sobre investigação contra Greenwald, afirma Bergamo

Segundo Monica Bergamo, havia desconfiança, por parte do TCU, de que a devassa nas contas do jornalista do Intercept fosse um balão de ensaio. Agora, advogados estão preocupados

Jornal GGN – É destaque na coluna da jornalista Mônica Bergamo, na Folha desta quarta (10), a informação de que o Coaf respondeu de maneira “evasiva” sobre a existência (ou não) de um inquérito que investiga as contas de Glenn Greenwald.

O jornalista do Intercept Brasil teria entrado na mira do órgão de fiscalização a pedido da Polícia Federal, subordinada a Sergio Moro. O ministro da Justiça de Bolsonaro é um dos abalados pela divulgação, pelo Intercept, de mensagens de Telegram que expõem a parcialidade da Lava Jato. Glenn vê a suposta investigação como retaliação e grave ameaça à liberdade de imprensa.

Caro leitor do GGN, estamos em campanha solidária para financiar um documentário sobre as consequências da capitalização da Previdência na vida do povo, tomando o Chile como exemplo. Com apenas R$ 10, você ajuda a tirar esse projeto de jornalismo independente do papel. Participe: www.catarse.me/oexemplodochile

Segundo Bergamo, havia a desconfiança, por parte de ministro do Tribunal de Contas da União, de que a devassa feita pelo Coaf era apenas um balão de ensaio. O Coaf foi notificado pelo TCU para prestar esclarecimentos. E, agora, os advogados que tiveram acesso à resposta estão preocupados.

“O órgão respondeu a questionamentos do TCU. Mas foi genérico e não negou procedimentos contra ele [Glenn Greenwald]”, anotou Bergamo.

“As perguntas foram objetivas e as respostas foram evasivas, o que pode ser um indício forte de que a investigação de fato esteja ocorrendo, fora das funções originais do Coaf”, disse o tributarista Marco Aurélio de Carvalho, do grupo de apoio a Greenwald.

O El País afirmou que seguiu as recomendações de Moro – que não confirma ação contra Glenn Greenwald – e entrou em contato com Coaf, pelo Ministério da Economia, e a Polícia Federal. Nenhuma das duas instituições confirmou ou negou procedimento de investigação mirando o jornalista.

Moro e a Lava Jato insistem que as mensagens divulgadas pelo Intercept são produto de crime de hacking e insinuam que Glenn Greenwald teria relação com isso.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora