Com Bolsonaro no poder, Brasil chega a 500 mil mortes por Covid-19

O País se tornou o segundo no ranking mundial de mortalidade na pandemia, perdendo apenas para os Estados Unidos

Jornal GGN – O Brasil atingiu neste sábado (19) a marca de meio milhão de mortos por Covid-19. O País se tornou o segundo no ranking mundial de mortalidade na pandemia, perdendo apenas para os Estados Unidos, que somam mais de 600 mil óbitos desde o começo da crise sanitária nas Américas, no começo de 2020.

Com 17,8 milhões de casos confirmados e menos de 12% da população brasileira completamente vacinada com duas doses, o ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Marcelo Queiroga, divulgou uma mensagem nas redes sociais lamentando as mortandade e afirmando que trabalha “incansavelmente” para vacinas a todos.

“500 mil vidas perdidas pela pandemia que afeta o nosso Brasil e todo o mundo. Trabalho incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível e mudar esse cenário que nos assola há mais de um ano. Presto minha solidariedade a cada pai, mãe, amigos e parentes, que perderam seus entes queridos”, escreveu.

Candidato virtual ao governo de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL) culpou a falta de vacinas pela maior parte das mortes. “Foram 300 mil mortos entre janeiro e hoje. A causa mortis não foi só Covid. Foi falta de vacina causada por um genocida no poder”, escreveu no Twitter.

O governador Flávio Dino, do Maranhão, decretou luto oficial. “Estou decretando hoje LUTO OFICIAL de 3 dias, no âmbito do Maranhão, em face da enorme tragédia representada por 500.000 mortes por coronavírus no Brasil. Todas as vidas são sagradas e o mal não pode ser banalizado. Minha solidariedade às famílias brasileiras.”

Correspondente internacional, o jornalista Jamil Chade chamou atenção para as 500 mil mortes, um número maior do que as baixas de guerra. “Com 500 mil mortos, Covid no Brasil supera guerras e ameaça estabilidade e democracia no país. Mortes no país representam 5 vezes os óbitos em conflitos armados no mundo em 2020.”

A CPI da Covid no Senado já revelou que Bolsonaro deixou de responder a mais de 80 e-mails da Pfizer oferecendo vacinas. O governo federal poderia ter comprado vacinas para metade da população brasileira, em primeira dose, via Covax Facility, mas decidiu comprar apenas 10%. As ações e omissões de Bolsonaro apontam para uma tentativa deliberada de atrasar a saída do Brasil da pandemia.

Relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros apontou para o negacionismo de Bolsonaro, responsável por induzir parte da população a afrouxar os cuidados e se expor à doença. ostentando um tratamento precoce que não existe. “O presidente idealizou a sua mais ousada e infame rachadinha: dividir o país entre cloroquina e vacina. A rachadinha do negacionismo é aposta que gerou resultado: meio milhão de mortos. Até agora.”

Neste sábado (19), mais de 400 cidades em todo o Brasil recebem atos pelo impeachment de Bolsonaro.

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1 comentário

  1. Nassif: sem qualquer sarcasmo, essa dos 500 mil deve ter sido festejada, nos círculos dos militares de verde e em alas superiores do Ministério da Saúde e do Ministério da Economia, que defendem a filosofia de imunização do rebanho, com a maior alegria. Penso até que rolou champanha dentre alguns deles. Em defesa devem proclamar que 17 milhões escaparam e devem estar imunizados, economizando gasto com vacina. Logico, se manifestarão para o “rebanho” e para grande mídia com aquela cara deslava de comoção e tristeza, tão falsas como nota de mil reais. Tão falando que a estratégia de todos, sob a batuta do Capitão Jagunço, é que até primeira a terça-feira do próximo novembro, dia de finados, consigam dobrar esse número. Em estatísticas mostrarão o crescimento econômico das funerárias, dos fabricantes de urnas e velas e outros badulaques correlatos. Os cemitérios empregando cada vez mais, sem falar dos vendedores de água e sacolés. E na Ordem do Dia alguns haverão de comentar, para orgulho de quem foi treinado para matar, que superaram os mandões do hemisfério norte no número de tombados na guerra da Pandemia. Porque guerra é guerra…

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