15 de junho de 2026

Com Bretas de férias, juíza substituta transforma Wassef em réu

A acusação diz que o grupo de advogados envolvido no suposto esquema teria recebido indevidamente R$ 4,6 milhões a título de honorários advocatícios

Jornal GGN – Com o juiz Marcelo Bretas de férias, a juíza substituta da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Caroline Vieira Figueiredo, aceitou a denúncia apresentada pela Lava Jato contra Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro.

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Wassef virou réu junto com as advogadas Luiza Eluf e Marcia Zampiron, o ex-presidente da Fecomercio/RJ e delator da Lava Jato, Orlando Diniz, e o empresário Marcelo Cazzo.

A denúncia foi feita no âmbito da operação Esquema S, que investiga se escritórios que foram contratados pela Fecomercio para um litígio contra a Confederação Nacional do Comércio teve irregularidades nos pagamentos.

Nesta mesma operação, a Lava Jato já havia denunciado outras 26 pessoas, entre elas, os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, defensor de Lula. Zanin é acusado de ter indicado advogados a Orlando Diniz, que reclama que os serviços não foram prestados regularmente.

No caso de Wassef, a acusação diz que o grupo de advogados envolvido no suposto esquema teria recebido indevidamente R$ 4,6 milhões a título de honorários advocatícios. A Fecomercio tem convênio com o Sistema S e, por isso, a Lava Jato alega que os recursos pagos aos advogados eram públicos.

Para si, Wassef teria ficado com R$ 2,6 milhões do total questionado. “Foram seis pagamentos, entre 2016 e 2017, do escritório Nagib Eluf para Wassef. O GLOBO apurou que o escritório foi contratado por Diniz e depois subcontratou Wassef para supostamente atender casos de vazamento e falsificação de documentos”, diz o jornal.

Ainda segundo O Globo, o delator disse que “acredita que Frederick Wassef não podia ser contratado diretamente porque a esposa dele era dona de uma empresa de tecnologia de informação com problemas na justiça”. Essas informações foram reveladas pela imprensa quando Wassef foi pego abrigando Fabrício Queiroz em sua casa em Atibaia (SP).

OUTRO LADO

Segundo o diário, a advogada Luiza Eluf lamentou “profundamente a genérica decisão da Justiça” e disse que foi denunciada sem jamais ter sido ouvida pelos procuradores da Lava Jato.

Ela afirmou com “veemência sua inocência, confiante de que comprovará sempre ter trabalhado de forma correta e transparente, e não permitirá que falsas acusações maculem sua vida pública”.

Wassef foi procurador mas não havia respondido à reportagem até o fechamento da edição.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. andre rs t

    30 de setembro de 2020 4:53 pm

    com a teocracia miliciana é só gatunagem

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