Covid-19: crise sanitária aprofunda diferenças sociais

Cálculos do Banco Mundial projetam que mais 115 milhões de pessoas estão sendo empurradas para miséria, e fortuna de bilionários subiu 27%

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A pandemia de covid-19 não só causou centenas de milhares de mortes pelo mundo, como gerou estragos consideráveis na economia global.

Dados do Banco Mundial mostram que, apenas em 2020, cerca de 115 milhões de pessoas estejam sendo empurradas para a pobreza extrema, naquele que é o primeiro avanço de tal indicativo em mais de duas décadas. E os prognósticos para 2021 não são dos melhores: a projeção indica 150 milhões entre os mais carentes.

Desta forma, a pobreza extrema passará a atingir entre 9,1% e 9,4% da população global – o que reverte as projeções feitas antes da pandemia, que indicava uma queda da pobreza para 7,9% em 2020.

Segundo o Banco Mundial, a pobreza deve avançar em países que já apresentam índices elevados de pobreza, tanto que 82% do total projetado seria em países considerados de renda média.

Por outro lado, relatório do banco UBS aponta um aumento de 27,5% na fortuna dos bilionários, chegando ao recorde de US$ 10,2 trilhões. Os ultra-ricos acabaram favorecidos pelo investimento no mercado acionário em baixa, entre março e abril, lucrando em seguida diante da retomada das ações. As informações são da BBC News.

 

 

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