10 de junho de 2026

Dos 24 partidos, apenas PSOL votou integralmente contra perdão da dívida de Igrejas

“O texto aprovado não trata da tributação ou de perdão de dívidas de pessoas físicas relacionadas a essas igrejas", defendeu Orlando Silva, do PCdoB

Jornal GGN – Dos 24 partidos com representação na Câmara dos Deputados, apenas o PSOL votou integralmente contra o projeto de lei que continha um jabuti, que abre caminho para o perdão da dívida de R$ 1 bilhão em tributos de Igrejas. Os dados foram levantados e divulgados pela Folha desta sexta (11).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo o jornal, depois do PSOL, que fechou questão contra o PL, o Novo foi o partido que mais deu votos contrários. Apenas um de seus deputados se absteve da votação.

No total, foram 345 votos a favor, 125 contrários e duas abstenções. O presidente Jair Bolsonaro tem até hoje para decidir se vai sancionar ou não o PL, incluindo o perdão da dívida. Ele tem a opção de sancionar vetando alguns trechos.

Segundo a Folha, o PL “altera a lei de 1988 que instituiu a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) para remover templos da lista de pessoas jurídicas consideradas pagadoras do tributo.”

Cerca de 20 deputados contrariaram a determinação de seu partido e votaram a favor do texto. Entre eles, membros do PT e do PCdoB.

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Orlando Silva publicou um artigo nesta quinta-feira (10) defendendo a emenda.

“o texto aprovado não trata da tributação ou de perdão de dívidas de pessoas físicas relacionadas a essas igrejas. Nem perdoa fraudes porventura existentes. Regula a imunidade já garantida pela Constituição, e alcança todas as denominações religiosas”.

Leia mais:

Fatos X Narrativas sobre o PL 1581/2020, por Orlando Silva

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

8 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Otávio Soares

    11 de setembro de 2020 10:18 am

    Eles não querem se indispor com os crentes. Mas quase a totalidade dos seguidores das igrejas neopentecostais não votam na esquerda![ http://refazenda2010.blogspot.com/linkamos%5D

  2. Bo Sahl

    11 de setembro de 2020 11:00 am

    Repetir aqui uma manchete marota da Folha é lamentável. Por que?
    Porque ela não é honesta, a menos que seja abastecida de todos os votos reais.
    Suponhamos que além do PSOL com 9, tenhamos outros onde, por ex. 45 de 48 também tenham votado como o PSOL, e ainda com a mesma orientação.
    Ora, a unanimidade é ou pode ser apenas um detalhe.
    Se estamos “criticando” partidos, a verdadeira informação carece de mostrar os números dos mesmos na votação.
    Ou a intenção será a de dizer que todo mundo exceto o “integral” é hipócrita?
    Sem desmerecer o aspecto de que num estado laico, tratar de dinheiro de igrejas como empresas privilegiadas dá margem a interesses escusos (que se incentive apenas as (eventuais) obras assistenciais comprovadas).
    Fora a dificuldade evidente em contabilizar sacos de dinheiro vivo em doações de crentes anônimos, némêz?
    Tipo assim: 3 sessões por dia num “templo” arrecadador de 2000 lugares, numa média de R$ 10 “real” por fiel, rende 60 mil “real” por dia. Em 1 mês, UM “templo” arrecadaria R$ 1,8 milhões ou R$ 21,6 milhões por ano. Se de outra forma a “igreja” tiver 100 templos de 200 lugares cada um, isso dará mais de R$ 0,2 bilhões por ano. Sim, sim, apenas elocubrações. Então use as suas!
    Sem nenhuma fiscalização ou contabilização necessária.

    1. jucemir r. da silva

      11 de setembro de 2020 2:52 pm

      Fato é que o Movimento-65(ex-PC do PC do B) e os deputados petistas que votaram “sim” – Benedita da Silva, Carlos Zarattini, Zé Neto e José Ricardo – ficaram abaixo, em termos de coerência, de Kim Kataguiri(DEM) e de quase toda bancada do Novo (um novista se absteve), que votaram “não”.
      No popular: deram mole.
      Nesse episódio, cobre-se dos deputados do Movimento-65(ex-PC do PC do B) e dos quatro petistas – senão do próprio partido -, e não da Folha.

      1. jucemir r. da silva

        11 de setembro de 2020 6:54 pm

        Correção: “ex-PC do B”.

  3. Carlos Elisio

    11 de setembro de 2020 11:11 am

    “Regula a imunidade já garantida pela Constituição, e alcança todas as denominações religiosas”, declarou um dos traíra.
    Minha pergunta: em “alcança todas as denominações religiosas” qual a parte que cabe as evangélicas, principalmente as seitas do maucedo, do malacheia e do outro enganador (o que usa chapéu, indicou semente de feijão para Covid e vendia, ou vende ainda, pedaços de gravata)?

  4. Wilson Ramos

    11 de setembro de 2020 11:50 am

    A lei deveria possibilitar a cassação da isenção no caso de descumprimento de objetivos sem fins lucrativos. Bastaria definir sinais exteriores de riqueza dos religiosos e dos templos, denunciar os fins lucrativos e autuar.

  5. André Lameira

    11 de setembro de 2020 12:16 pm

    Orlando Silva, aquele que veio a público dizer que o PT “é coisa do passado”, agora tenta enganar os incautos com essas explicações que não convencem ninguém.

    O PCdoB adota uma política cada vez mais direitista e oportunista. Basta ver as loucuras que estão fazendo, como se aliar ao PSL em vários municípios, ou a defesa fervorosa de uma “frente amplíssima” com o PSDB e DEM. No próximo período, presumivelmente, vão adotar uma postura anti-Lula.

    Triste fim de um partido de esquerda.

    1. jucemir r. da silva

      11 de setembro de 2020 6:52 pm

      Em vez de “oportunista”, sugiro “eleitoreiro”.

Recomendados para você

Recomendados