Em artigo, ombudsman da Folha destaca força do debate racial

Tema exige muito mais do que bons modos ou adoção de medidas para aliviar culpas; sem destaque, assunto fica perto do esquecimento

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Os veículos de comunicação continuam com força suficiente para manter assuntos cotidianos em destaque, a despeito do avanço das redes sociais. E um assunto pode facilmente cair no esquecimento caso a mídia não dê o enfoque necessário.

E o racismo é um desses temas, como explica a ombudsman da Folha de São Paulo, Flávia Lima, em sua coluna, que cita as diferenças de tratamento dadas à morte da menina Ágatha Félix, em 2019, e de João Alberto Silveira Freitas, além da influência estrangeira na forma como tais fatos foram noticiados – por conta do assassinato de George Floyd, em maio.

No caso de Freitas, assassinado pelos seguranças do supermercado Carrefour, Lima diz que “uma questão que facilmente poderia ter sido tratada como um desentendimento entre cliente e seguranças foi compreendida à luz da história e das construções econômico-sociais dela derivadas”.

Além disso, a ombudsman cita a análise mais crítica da corrida para inclusão de rostos mais diversos em novembro, em detrimento dos outros meses, e os diversos desafios envolvendo a abertura de mais espaços para profissionais negros.

“De modo geral, dialoga-se com a juventude negra, mas esquece-se de ativistas históricos que se formaram nas décadas de 1970 e 1980 e que são as referências fundamentais para a nova geração. O Black Lives Matter é ouvido, mas não representantes de organizações brasileiras, como a Coalização Negra por Direitos ou a Marcha das Mulheres Negras, reforçando a visão de que os americanos se mobilizam enquanto o Brasil vive de ações isoladas”, ressalta.

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