Em nota oficial, PSDB diz que Doria será candidato à presidência: “as prévias serão respeitadas”

"O governador [Doria] tem a legenda para disputar a presidência e não haverá contestação à legitimidade da candidatura", diz Bruno Araújo

João Doria ao lado do deputado Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB
João Doria ao lado do deputado Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB. Foto: Prefeitura de São Paulo

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, emitiu uma nota oficial na tarde desta quinta-feira, 31 de março, afirmando que as prévias do partido serão respeitadas e a legenda será do governador de São Paulo, João Doria, para disputar a presidência da República em 2022.

“As prévias serão respeitadas pelo partido. O governador tem a legenda para disputar a presidência da República. E não há, nem haverá qualquer contestação à legitimidade da sua candidatura pelo partido”, escreveu Araújo em comunicado aos diretórios estaduais do PSDB.

Doria abriu uma crise no partido nesta quinta, ao ameaçar desistir da corrida presidencial e tentar a reeleição em São Paulo. A decisão teria ocorrido após o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, renunciar ao mandato e se colocar à disposição do PSDB para ser o candidato a presidente.

Leite e Doria disputaram as prévias do PSDB em novembro, e o governador paulista saiu vitorioso. Leite, por outro lado, afirma que tem mais condições de agregar à chamada “terceira via”, um projeto que, até agora, demonstrou-se natimorto segundo as pesquisas de opinião. No último Datafolha, tanto Leite quanto Doria não ultrapassaram a cada dos 4% de intenção de voto. A eleição tende a ser polarizada entre Lula (PT), líder nas pesquisas, e Jair Bolsonaro (PL).

A candidatura de Leite ganhou projeção na voz do deputado federal Aécio Neves, que vem articulando nos bastidores para puxar o tapete de Doria. Aécio quer também candidatura própria do PSDB em Minas Gerais.

Leite tem a seu favor o alto índice de desconhecimento do público, o que o torna menos rejeitado do que Doria. Autoproclamado “pai da vacina”, Doria não conseguiu converter o embate com Bolsonaro durante o auge da pandemia de Covid-19 em votos.

O governador paulista, por outro lado, fez acordo político com o DEM e prometeu renunciar ao mandato para deixar Rodrigo Garcia, vice-governador, buscar a eleição para o Executivo investido do cargo. Se Doria não disputar a presidência e levar o governo estadual até o final, Garcia não sairá candidato em São Paulo, afirmam tucanos.

Doria havia agendado um evento para as 16 horas desta quinta, para anunciar se renunciaria à candidatura a presidente, mas após pressão, o tucano recuou.

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