Governo usa apenas 28% dos recursos para despesas emergenciais na saúde

Segundo IFI, a baixa execução do capital revela falta de zelo, o peso da burocracia e a falta de coordenação do governo Bolsonaro

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Embora os gastos emergenciais estejam autorizados para o combate à covid-19, a maioria deles apresenta um baixo nível de execução, como mostram dados divulgados pela Instituição Fiscal Independente (IFI).

Segundo informações do jornal Valor Econômico, a área de saúde gastou efetivamente apenas 28,3% dos R$ 12,5 milhões autorizados para uso. Ao todo, as despesas autorizadas para o governo federal somam R$ 403,9 bilhões, sendo que apenas 33,6% foram gastos até o momento.

Alguns dos problemas de responsabilidade do governo federal estão rodando em ritmo abaixo das expectativas: por exemplo, integrantes da equipe do governo já admitiram a existência de falhas na linha de financiamento direcionada para o pagamento de folhas salariais, e ajustes já estão em debate com o Congresso Nacional. Apenas R$ 17 bilhões dos R$ 34 bilhões autorizados para o programa foram liberados, e nem tudo foi aplicado.

Ao mesmo tempo, o último boletim da entidade cortou a projeção nominal do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano de R$ R$ 10,6 trilhões em novembro de 2019 para R$ 9,6 trilhões.

“A revisão dos cenários macroeconômicos indica que a recessão deverá ser de 6,5%, em 2020, no cenário base, podendo superar 10% no cenário pessimista. Os dados de alta frequência para a produção e o mercado de trabalho são muito negativos e apontam para uma queda do PIB, no segundo trimestre, de 10,6%, após queda de 1,5% nos três primeiros meses do ano. Em 2021, prevê-se recuperação lenta, com crescimento de apenas 2,5% no cenário base”, diz o documento.

 

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