21 de maio de 2026

Havan é condenada a indenizar trabalhadora pressionada a votar em Bolsonaro em 2018

Depoimentos mostram que a empresa Havan, de Luciano Hang, fazia "pesquisa de voto" com os funcionários da rede

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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região condenou a Havan, do empresário bolsonarista Luciano Hang, a indenizar uma trabalhadora da rede em R$ 35 mil por danos morais. Ela buscou a Justiça para relatar que sofreu pressão para votar em Jair Bolsonaro na eleição de 2018.

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Vídeo divulgado na rede social, naquele ano, mostrou Hang afirmando em encontro com seus empregados que postos de trabalho seriam fechados se o PT vencesse a eleição com Fernando Haddad. O vídeo foi citado em reportagem do GGN que Hang tentou censurar na Justiça. O GGN derrotou Hang no Supremo Tribunal Federal em fevereiro de 2022. Relembre aqui.

Segundo reportagem do site Migalhas, durante o processo por danos morais, a Justiça tomou conhecimento de depoimentos dando conta de que a Havan fez “pesquisa de opinião de voto” com os funcionários, em 2018. A ação violou o direito à intimidade e privacidade dos funcionários. A empresa recorreu contra a decisão de primeira instância.

No TRF-2, a desembargadora Ivani Contini Bramante afirmou que o vídeo em que Hang ameaça os trabalhadores é ilegal e inadmissível. A 4ª turma do TRF-2 apoiou o entendimento e condenou a Havan por unanimidade.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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1 Comentário
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  1. Valdeir Silva

    19 de maio de 2022 4:10 pm

    Que todos os funcionários que foram coagidos a votar nesta milícia que desgraçou o Brasil, entre em processo contra este veio picareta da Havan.
    E a justiça de causa ganha para todos os funcionários.

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