Mais alertas sobre golpes com consignados, comentário de Amoraisa Morais

Por Amoraisa Morais
comentário no post Cuidado com o golpe da portabilidade do crédito consignado, comentário de Paulo Pinto

Por sofrer de assédio diuturno de oferta de renegociação de empréstimo consignado, entrei com duas reclamações junto ao BACEN denunciando as seguintes maracutaias:
1.a – Escritórios representando bancos de investimentos invadiam cadastros de clientes de empréstimo consignado oferecendo ofertas mirabolantes que prometiam diminuir em até 60% o valor das prestações SEM AUMENTAR O PRAZO.
Esses escritórios disponibizavam funcionários para, pessoalmente levar essas ofertas ao cliente.
Quando perguntados sobre como eles conseguiram dados tão sensíveis sobre o nosso empréstimo consignado tais como prazo e valor, diziam que quando assinamos o contrato demos autorização expressa sobre o acesso aos nossos dados.
2.o- Esses escritórios ofereciam como interessados em comprar a carteira do nosso empréstimo o Banco Itaú, o Banco Panamericano, a Porto Seguro, o Daycoval, entre outros

De tanta insistência por parte deles, consenti em comparecer em horário marcado num desses escritórios, na Rua 7 de abril, em SP, onde uma moça me atendeu em sala hermética.
Pedi-lhe que me mostrasse o contrato e a planilha de cálculos com a evolução das prestações e a respectiva taxa de juros, caso eu optasse pela operação.
Disse-me a pessoa que isso não era possível, a menos que eu liberasse a minha margem para consulta.
Fiquei de decidir.
Os telefonemas continuaram e outras “empresas” continuaram também a me oferecer milagres.
Uma tal de brenda, de voz fina e cortante, dizendo-se da Daycoval, mostrou-se furiosa quando mais de uma vez perguntei-lhe como invadiu a minha privacidade.Ela, já gritando, acrescenteu que eu estava sendo “muito sem educação para a minha idade”. Chamei-a de cachorrinha (um sinônimo, na verdade) e desliguei o telefone, imaginando que a criatura, de posse dos meus dados, poderia querer me processar. Desliguei o número do telefone, por estava de saco cheio.
Mas, como não poderia ficar sem telefone indefinidamente, religuei e, claro, os telefonemas voltaram, minha paciência, agora testada, me levou a atender àquela pessoa que visitei no escritório para apreciar a oferta de “portabilidade vantajosa” do empréstimo consignado.
Então ela contou:”
“É assim: a gente pega a sua margem, faz um empréstimo com ela e usa o valor para abater, mês a mês o valor da sua prestação do empréstimo principal”
Quer dizer que eu vou ter que pagar dois empréstimos e um deles sem o meu consentimento?
“Não é bem isso, a gente tem um gerente que faz um contratinho que se compromete a dar quitação assim que termina o empréstimo principal”.
E a minha margem fica comprometida sem o meu conhecimento?
“Bom, a gente quita tudo, é só falar com o nosso gerente.”
Oi?, disse-lhe.

Bem, levei ao conhecimento do BC a patranha e ele, “gentilmente” pediu satisfações ao daycoval, ao itaú, à porto seguro e à principal entidade – meu banco emprestador – que disponibilizara os meus dados a despeito de meus protestos, e cada um lavou as mãos com álcool gel, desincumbindo-se de qualquer responsabilidade ou conhecimento sobre o assunto.
Como não acredito em milagres, achei que deveria esperar momento mais propício para renegociar meu contrato.
E esse momento está chegando.

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