Marco Aurélio nega anulação de buscas em gabinete de Paulinho da Força

Câmara dos Deputados recorreu sob a argumentação de que a medida só poderia ser ordenada pela Corte; Paulinho da Força foi alvo da operação Dark Side

Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Jornal GGN – O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da Câmara dos Deputados para a anulação das buscas realizadas no gabinete do deputado federal Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força (SD-SP), efetuadas por ordem de um juiz eleitoral.

Segundo o jornal O Globo, o ministro Marco Aurélio citou decisão tomada pela Corte em 2018, quando se restringiu o alcance do foro privilegiado a supostos crimes cometidos durante o exercício do mandato parlamentar. Desta forma, se a investigação não está ligada à atividade do deputado ou senador, o STF não precisa autorizar a realização da busca e apreensão.

A Câmara pediu a anulação das buscas feitas nos gabinetes de dois deputados: Paulinho e Rejane Dias (PT-PI). No caso de Rejane, a ação é relatada pelo ministro Edson Fachin e ainda não houve decisão, embora a busca em seu gabinete tenha tido o aval da ministra Rosa Weber, do STF.

Ambos são alvos de investigações distintas: enquanto Rejane foi alvo de operação para investigar esquema de desvio de verbas da Educação no Piauí, Paulinho da Força foi alvo da operação “Dark Side”, que apura crimes eleitorais apontados pela delação de executivos e acionistas do Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

 

 

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2 comentários

  1. Nassif: você sabe que na capital de Pindorama “ninguém é culpado, pois todos são cúmplices” (Millôr). Mas tão apostando que no “causo” desse nobre Deputado ele lascou-se. E a força (gravitacional) da operação expôs que ele não era (propriamente dito) uma “estrela”, mas um “buraco-negro” massivo, na constelação dos meliantes congressistas. Como resultado veio à tona sua capivara, que parece não pequena. Lógico, já deve ter dispersado o pezinho de meia, que de bobo não tem nada. Sê (e somente se) condenado (tipo Cunha) a devolver aquilo de que não se tem mais nem notícias, ficará rindo mais que os do bando do PríncipeParisiense. Os próprios comparsas e terceiros interessados (que Tatu não sobe em árvore) manterão seu silêncio a peso de ouro. O Judiciário (se não cúmplice, conivente) levará os louros; a Elite (que ele não frequentava) há de dizer que o meliante é produto da ascensão da povalha aos antros exclusivo deles, e os roubos e maracutáias voltam a normalidade no balcão de negócios chamado CongressoNacional. Sempre foi assim. Mudar prá quê, se tem dado certo?

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