Moraes vê indícios de “associação criminosa” entre alvos do inquérito das fake news

A casa do blogueiro Allan dos Santos, onde funciona um estúdio do site “Terça Livre”, "pode ser a 'sede' da milícia de ataques virtuais", escreveu Moraes

Jornal GGN – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, escreveu no documento em que autoriza a operação policial deflagrada nesta quarta (27) que há “real possibilidade de existência de uma associação criminosa” entre membros do chamado “gabinete do ódio”.

De acordo com as provas colhidas até agora, os empresários, influenciadores e deputados bolsonaristas alvos da operação de hoje têm “ligação direta ou indireta com o aludido gabinete”.

Um depoimento colhido no inquérito aponta a casa do blogueiro Allan dos Santos, onde funciona um estúdio do site “Terça Livre”, como possível “‘sede’ da milícia de ataques virtuais.”

A rede investigada é “dedicada a disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas, às autoridades e às Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática.”

Os empresários Edgar Gomes Corona, Luciano Hang, Otavio Oscar Fakhoury, Reynaldo Bianchi Junior e Winston Rodrigues Lima são apontados como suspeitos de financiar a rede.

Além dos empresários, o STF mira também os influenciadores Allan Lopes dos Santos, Bernardo Pires Kuster, Edson Pires Salomão, Eduardo Fabris Portella, Enzo Leonardo Suzi Momenti, Marcelo Stachin, Marcos Dominguez Bellizia, Rafael Moreno, Paulo Gonçalves Bezerra, Rodrigo Barbosa Ribeiro e Sara Fernanda Giromini (Sara Winter).

 

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