Movimento externo afasta capital de empresas sem sustentabilidade

Empresas com passivo ambiental correm risco de receber menor volume de aportes ou pagar mais por financiamento internacional

Jornal GGN – A falta de uma agenda de sustentabilidade ou a existência de passivos ambientais deve comprometer o financiamento de empresas nos próximos anos, seja por conta do aumento do custo ou pelo risco de receber menos aportes.

E empresas no Brasil já começam a sentir essa exigência dos investidores internacionais: segundo o jornal O Estado de São Paulo, o Norges Bank, fundo soberano norueguês apontado como o maior do mundo, retirou a Vale e a Eletrobrás de sua carteira de investimentos após reunião do conselho executivo, que considerou como fatores de risco a contribuição das empresas para danos ambientais e violações aos direitos humanos.

No caso da Eletrobrás, a exclusão do fundo norueguês está diretamente relacionada aos problemas no desenvolvimento da usina de Belo Monte e, no caso da Vale, a ligação é com os acidentes de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais.

Quem está passando por algo parecido no momento é a petroquímica Braskem, que tenta captar aproximadamente US$ 1 bilhão para reduzir sua dúvida, mas enfrenta dificuldades com os investidores quanto ao seu passivo ambiental em Alagoas.

 

 

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