10 de junho de 2026

Nova fase da Lava Jato mira Mantega sem explicar como ele recebeu suposta propina

Na operação pautada por delação de Palocci, dois ex-executivos da Odebrecht foram presos, sendo que um deles foi, de fato, pego com contas no exterior

Jornal GGN – O cunhado de Marcelo Odebrecht, Maurício Ferro, ex-executivo da empresa, assim como Nilson Serson, foram presos pela Lava Jato nesta quarta (21), em operação que apura suposta propina a Antonio Palocci e Guido Mantega, segundo narrado pelo delator. O ex-presidente da Braskem, Bernardo Gradin, foi alvo de mandado de busca e apreensão.

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Não há, contudo, detalhes de como Mantega ou mesmo Palocci foram beneficiados na negociação. Como prova, há apenas um papel com valores descritos.

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Palocci narrou à Lava Jato pagamento de propina referentes à edição das medidas provisórias 470 e 472, sobre refinanciamento de dívidas fiscais que beneficiaram as empresas.

Ferro é casado com a irmã de Marcelo, Mônica Bahia Odebrecht, e comandou a área jurídica da Braskem e da Odebrecht. Ele ainda atuou como advogado no acordo de delação e leniência da empresa decorrente da Lava Jato.

De acordo com as suspeitas da força-tarefa, Mantega teria recebido R$ 50 milhões na transação da Braskem. O valor ficou registrado na planilha que a Lava Jato batizou de “pós Itália”. Não há uma linha na Folha sobre como o ex-ministro teria recebido esses recursos.

Já executivos envolvidos na operação teriam mantido contas no exterior.

Ferro teria sido pego celebrando 18 contratos advocatícios que a Lava Jato considera fraudulentos com a empresa Serson, entre 2005 e 2013, que totalizam R$ 78 milhões. A Lava Jato levantou a informação usando documentos do acordo de leniência.

Há informação apenas sobre 1 dos contratos, que “tratava justamente das discussões sobre o crédito de IPI, mesmo contexto em que ocorreram os crimes investigados”, disse o MPF.

Serson teria recebido R$ 10 milhões por meio de offshores, “por ordem de Ferro”, que recebeu de volta parte dos valores também por meio de contas no exterior.

O nome da operação é Carbonara Chimina, “que remete ao fato de que os investigados eram identificados como “Italiano” (Palocci) e “Pós-Itália” (Mantega) e ainda possui relação com a atividade desenvolvida pela empresa envolvida no esquema.”

Apesar da falta de detalhes, Folha deu destaque para a propina aos “ex-ministros petistas” na manchete do jornal.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Anônimo

    21 de agosto de 2019 2:20 pm

    Por este motivo e mais outros não devemos elogiar a “Falha” de São Paulo, pois ela continua a mesma.

  2. Sidnei

    21 de agosto de 2019 7:07 pm

    Qual é a maior esculhambação?
    A lava jato ou ninguém acabar com ela?
    A lava jato continua destruindo o país, destruindo a esquerda e protegendo os verdadeiros ladrões.
    E as instituições sorrindo, coniventes…

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