Sobre a Petrobras e a lógica do comentarista econômico, por Luis Nassif

Aí, quando cai o preço do petróleo, expõe-se a fragilidade da empresa e @ comentarista justifica sob a alegação de que a Petrobras tem que vender suas subsidiárias para ficar apenas com a parte em que há maior risco.

Diz @ comentarista, aprovando a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de permitir a venda de subsidiárias da Petrobras’s:

“A Petrobras está passando por momentos difíceis, devido à queda nas cotações de petróleo. Por isso precisa vender suas subsidiárias para dar foco no seu objetivo central, que é a exploração de petróleo”.

Análise a dificuldade em contextualizar a questão e se subordinar aos bordões do jornalismo econômico atual:

  1. A Petrobras está em situação difícil por conta da queda do preço do petróleo.
  2. Na cadeia do petróleo, há a prospecção, o refino, a distribuição, o transporte. A queda na demanda por petróleo afeta todos os setores. Mas os movimentos especulativos com as cotações afeta especialmente a prospecção. Refino e distribuição trabalham com margens de lucro – independentemente do preço do petróleo. O mesmo acontece com a transporte.
  3. Por isso mesmo, o maior hedge de uma indústria petrolífera é a atividade integrada. Quando cai a rentabilidade da prospecção, ganha-se com os demais elos da cadeia produtora.

O que os atuais dirigentes da Petrobras estão fazendo é se desfazer de todos os elos, deixando a Petrobras apenas com a parte mais vulnerável da produção, que é a prospecção de petróleo. Aí, quando cai o preço do petróleo, expõe-se a fragilidade da empresa e @ comentarista justifica sob a alegação de que a Petrobras tem que vender suas subsidiárias para ficar apenas com a parte em que há maior risco.

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