STJ anula condenação de Paulo Preto, o operador de propina do PSDB

Argumento é o de que o ex-presidente da Dersa tem direito a se manifestar depois de delatores na fase de alegações finais, na primeira instância

Jornal GGN – O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Reynaldo Soares da Fonseca, anulou a condenação do engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, considerado operador de propinas do PSDB. O ex-diretor da Dersa foi condenado em São Paulo a 145 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e peculato (desvio de dinheiro público).

Acusado de ter desviado R$ 7 milhões de verbas de indenização destinadas a famílias que viviam no traçado do Rodoanel, Paulo Preto deveria ter sido ouvido ter o direito de entregar as alegações finais de seu processo depois de seus delatores. O entendimento, dado pelo Supremo Tribunal Federal, é novo, e tem levado uma série de condenações de volta à primeira instância.

O operador tucano está preso no Paraná desde fevereiro. Pela Lava Jato em Curitiba, ele é acusado de administrar a propina da Odebrechet e de ter movimentado ao menos R$ 130 milhões em contas na Suíça, de 2007 a 2017.

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