Alckmin diz que missão de Lula é “retomar atividade econômica” e ameniza divergências sobre reformas

Potencial vice de Lula, Alckmin viajará o País para "explicar e convencer" o eleitorado sobre sua mudança de partido

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin durante ato de filiação ao PSB, em março de 2022. Foto: Cleber Bonatti/PSB
O ex-governador paulista Geraldo Alckmin durante ato de filiação ao PSB, em março de 2022. Foto: Cleber Bonatti/PSB

Recém filiado ao PSB, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin disse à imprensa nesta quarta-feira (23) que a prioridade de um eventual governo Lula deverá ser “retomar a atividade econômica” e “recuperar as políticas sociais”. Com discurso conciliador, Alckmin tentou amenizar possíveis divergências com o petista em relação a temas econômicos, como as reformas feitas desde o governo Temer, o Teto de Gastos e a discussão sobre responsabilidade fiscal.

Questionado sobre como lidará com a possibilidade de Lula revogar algumas reformas, como a trabalhista, Alckmin respondeu: “Não posso falar em nome de Lula, mas a história dele é a do debate, de entendimento. Não tenho dúvida de que ele vai ouvir”, comentou.

Alckmin declarou que “o importante” no momento, “o grande desafio, é a retomada da atividade econômica geradora de emprego e renda e recuperar as políticas públicas. Esse é o caminho.”

Leia também: “Lula é quem melhor reflete a esperança do povo. Ele é a própria democracia”, diz Alckmin em ato do PSB

Indagado sobre qual seria seu papel ao lado de Lula, caso seja confirmado como vice, Alckmin respondeu que pretende agregar com sua experiência, mas não indicou pretensões sobre cargos futuros.

“Eu sei dos limites e da responsabilidade da minha tarefa. Minha disposição é de ajudar, se esse for o caminho. Acho que reuni experiência executiva e legislativa – fui vereador, deputado estadual e deputado federal constituinte; prefeito, vice e governador. É experiência. As tarefas não são fáceis. Lula, com o pé no chão, tem colocado que é preciso ter uma alianças para vencer a eleição e também para governar”, disse.

Sobre as críticas que têm recebido de ex-correligionários do PSDB por abandonar o partido após mais de três décadas de militância, Alckmin rebateu: “Pessoas de outros partidos não são nossos inimigos. É preciso civilidade, ainda mais no Brasil onde os quadros partidários são fragmentados. É preciso dialogar.”

“TAFERA DO GOVERNO É BUSCAR CONCILIAÇÃO”

Ainda segundo o potencial vice de Lula, “a tarefa de governo não é estimular conflito, inflamar conflito. Tarefa de governo é buscar conciliação baseado no interesse público; dirimir conflitos. O Brasil precisa de conciliação, união em torno de princípios, desprendimento e grandeza.”

VIAGENS PELO BRASIL

O ex-governador também disse que recebeu muitas cartas elogiando a aproximação com o PSB, mas admitiu que há um eleitorado mais conservador que precisa ser “conquistando” pelo ex-tucano. “É uma tarefa. O que tenho observado é um crescente apoio, até de pessoas que eu não imaginava. Fiquei esse tempo todo sem falar, aguardando o momento adequado.”

Alckmin afirmou que pretende viajar o interior de São Paulo e outros locais do País – “irei para onde for convidado” – com o objetivo de “explicar, convencer de maneira respeitosa, mas mostrando a realidade que estamos vivendo e os riscos que o povo está correndo. Não tem caminho para melhorar a vida do povo se não pela vida democrática.”

Confira os principais trechos do discurso de Alckmin no ato do PSB.

Clique aqui e inscreva-se na TVGGN gratuitamente para mais vídeos.

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador