Bebianno pretende juntar documentos sobre campanha de Bolsonaro, diz jornal

Nos corredores da Câmara dos Deputados, Bolsonaro está sendo comparado ao ex-presidente Fernando Collor de Mello

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil

Jornal GGN – O ex-ministro Gustavo Bebianno disse para pessoas próximas e que apoiaram a sua permanência no governo que estuda reunir documentos para se proteger de eventuais histórias sobre a campanha do presidente Jair Bolsonaro. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

O também ex-presidente do PSL, havia dito ao mesmo jornal, dois dias antes da divulgação de áudios de conversas suas com o presidente, que não iria atacar o chefe do Executivo. “Eu não vou fazer isso. O Brasil não merece. Eu não tenho nada a declarar sobre o presidente”, afirmou. Mas, agora, o cenário é outro. 

Ainda, segundo a coluna de Bergamo, nos corredores da Câmara dos Deputados, Bolsonaro está sendo comparado ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, impeachmado em 1992, depois de uma eleição avassaladora, quando venceu com 53,3% das intenções de voto, contra 46,97% do oponente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter perdido para o petista em apenas três estados.

Entenda

A crise institucional no governo se aprofundou há duas semanas, após reportagens da Folha revelando um esquema de candidaturas “laranjas” nas eleições, envolvendo o PSL, quando Bebianno era presidente da sigla.

Mas, após a divulgação dos áudios entre ele e o presidente, surgiu outro fomentador da crise: um encontro agendado entre Bebianno e o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet. Ao saber que a reunião, que não chegou a acontecer, foi marcada, Bolsonaro se sentiu traído.

“Gustavo, o que eu acho desse cara da Globo dentro do Palácio do Planalto: eu não quero ele aí dentro. Qual a mensagem que vai dar para as outras emissoras? Que nós estamos se aproximando da Globo. Então não dá para ter esse tipo de relacionamento”, disse Bolsonaro.

Leia também:  Collor diz que Bolsonaro repete mesmo erro de 1992 e pode sofrer impeachment

“Inimigo passivo sim, mas trazer o inimigo pra dentro de casa é outra história”, acrescentou.

Setores do governo tentaram evitar a saída de Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência. Entre eles, Rodrigo Maia, recém-eleito presidente da Câmara, o vice-presidente Hamilton Mourão, militares e a turma que aprova a reforma da Previdência. Eles alegam que, com a exoneração do ex-presidente do PSL, as negociações entre o governo e o Congresso podem ficar comprometidas.

Mas, ao ser enfrentado sobre o risco de comprometer as mudanças na Previdência, Jair Bolsonaro chegou a dizer que “se quiserem acabar com a reforma por causa de Bebianno, que acabem”.

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7 comentários

  1. A hipocrisia da sociedade e a subserviência da imprensa nacional são chocantes. Sem esquecer de um aparente “pollyanismo” geral.
    No percurso o caso Bebianno é o menor dos problemas dos Bolsonaros. O seu problema, deles, está na origem e no percurso. Parece que todos creem que o laranjal restringe-se aos diretórios do PSL de Pernambuco, no caso do presidente do partido, e de Minas Gerais, no caso do ministro do Turismo. Esse laranjal, o caixa 2 e o resultante dinheiro arrecadado financiaram uma campanha nacional, inclusive para presidente, que foi tudo menos legal. Na origem encontramos Queiroz e a milícia do Rio das Pedras, sem esquecer os estreitos e comprovados vínculos com o chefe do Escritório do Crime, bando de assassinos a soldo suspeitos, para não dizer culpados, de matar Mariele Franco.
    A reforma da previdência parece uma pedra de toque, a pedra fundamental cujo poder de alquimia vai transformar em um paraíso para se viver esse cenário de caos e miséria grassando desenfreados rumo ao anunciado desastre.
    De factoide em factoide, com pedidos e rogos de não se olhar para o passado, como o fez ontem, na sessão com a imprensa, o general arauto, cava-se mais fundo aumentando o potencial de desastre.
    Alguns poucos veículos da imprensa em notas de rodapé mencionam a manobra articulada pelo governo dos USA contra a Venezuela. Há que supor como possibilidade, embora remota, que a intenção real seja a ajuda humanitária ao povo venezuelano. Mas, mesmo nessa hipótese temos que reunir os elementos de risco inerentes de uma operação dessa natureza e nas circunstâncias em que ocorre. Estamos falando da Venezuela em profunda crise, dividida entre dois governos sem legitimidade factual à beira de uma guerra civil envolvendo a ação liderada por uma grande potência cujo mandatário, textualmente, ameaça uma invasão militar daquele país. Foi permitido pelo governo brasileiro que essa ação humanitária conjunta se dê em Roraima, na fronteira com a Venezuela em desafio ao poder de Maduro que, obviamente, se opõe e conta com forças militares e populares ao seu lado. Também, obviamente, isso envolverá forças militares de apoio à operação fornecidas, a priori, pelas forças armadas do Brasil, sem descartar a evidente possibilidade de forças armadas norte-americanas operando em conjunto em solo brasileiro. Ainda no terreno das possibilidades não podemos desconsiderar a hipótese de forças militares antagônicas postas próximas causarem um incidente fortuito e entrarem em conflito. Também, apoiados pela historiografia de ações semelhantes promovidas pelos USA, seria lícito supor que um incidente possa ser causado por um ato deliberado de provocação para justificar a invasão da Venezuela.
    Ir a reboque de um plano geopolítico de poder do governo norte-americano, cujo momentum é dado pela necessidade de criar diversionismos para atender a uma presidência acuada e incapaz de exercer a liderança da maior potência do globo, é, por parte do governo brasileiro, um ato de irresponsabilidade tamanho que gera dúvidas sobre a sanidade de todos os envolvidos e de sua condição de conduzir os destinos da Nação.
    Os fatos estão postos e como disse alguém, “é direito de cada um ter sua própria opinião, mas não seus próprios fatos”. Fato é um governo inviável pela natureza de seus membros, sem projeto real para o País, sem tempo, espaço político e sequer capacidade para criá-lo.
    Fato é esse governo sobreviver apoiado por grupos de interesse que se unem para privatizar empresas estratégicas, áreas sensíveis de ação precípua do Estado como previdência, saúde, educação e segurança, além é claro, de se apropriar do seu patrimônio e reservas naturais, inclusive a água.
    Fato é que, para preservar a implementação desse projeto, não podendo fazê-lo com critérios empíricos e em meio a um certame interminável de desastres de toda a ordem cujo vencedor em grandeza de destruição é vencido pelo imediatamente seguinte, entra-se no terreno da guerra de manchetes, na guerra simbiótica pela narrativa. Nessa guerra há desde armas ridiculamente concebidas e usadas como vimos ontem na apresentação do projeto de alteração do lei criminal pela triste figura de Moro, como veremos hoje na apresentação do projeto para previdência de Guedes até, aventuras absolutamente despropositadas como estamos prestes a assistir na fronteira com a Venezuela.
    A tudo isto assiste inerme a população brasileira enquanto a hipocrisia reina nos salões do poder, no meio das lideranças empresarias e nos lares de uma autoproclamada elite.

  2. Impeachment é para quem não conhece a profecia do Blackout, na letra de General da banda, perfeita para estes tempos de Carnaval: “Mourão, mourão, catuca por baixo que ele vai”

  3. Se liga na imagem acessável no link abaixo:

    https://g1.globo.com/politica/noticia/2019/02/20/bolsonaro-chega-ao-congresso-para-entregar-proposta-de-reforma-da-previdencia.ghtml

    Bolsonaro tá com um sorriso forçado, a fim de passar confiança. O sorriso não convence. Maria tenta sorrir, mas a tensão não lhe permite. O Onyx estampa um riso falso e, portanto, amarelo. O Guedes está bastante tenso. Eles não disfarçam a tensão, tal qual assaltantes quando vão assaltar um banco não conseguem ficar tranquilos.
    Tirem a mão do bolso dos aposentados e pensionistas, seus Ratos.

  4. Eu tenho uma rádio pirata. Na programação da madrugada, o Bebianno me ligou e ofereceu para o Bolsonaro a música Terra Plana, de Geraldo Vandré:

    “Se um dia eu lhe enfrentar
    Não se assuste, Capitão
    Só atiro pra matar
    E nunca maltrato não
    Na frente da minha mira
    Não há dor nem solidão
    E não passo por um castigo
    Que a Deus cabe castigar
    E se não castiga ele
    Não quero eu o seu lugar
    Apenas atiro certo
    Na vida que é dirigida
    Pra minha vida tirar”.

    https://www.google.com/search?q=bebianno+metralhadora&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjzwIGmwsrgAhWsEbkGHdUqAdsQ_AUIDigB&biw=1600&bih=768#imgrc=eTU2se9C7ixP6M:

  5. Já está ha uma semana com esse mimimi……..,.

    Ou solta o que sabe ou fica calado……………

    Certo domingo topei na tv com um pastor que até então desconhecia, aquele mesmo, metido a metrossexual……estava reclamando de outras igrejas, que ia falar tudo, falava, falava e não dizia nada, mas na semana seguinte iria revelar tudo…… sei, cão que ladra não morde, ainda assim coloquei no domingo seguinte assisti ao referido canal pra ver do que se tratava, e o cabra nem tocou no assunto…….ou seja, se o cidadão quer jogar no ventilador não fica com frescura e nem deixa para depois……………………….

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