21 de maio de 2026

Entenda porque não mudou a relação de votos entre Lula e Bolsonaro, por Luis Nassif

A onda pró-Bolsonaro não acrescentou nada a ele depois de encerrado o primeiro turno
Lula e Bolsonaro polarizam as eleições 2022. Fotos: Ricardo Stuckert e Agência Brasil
Lula e Bolsonaro polarizam as eleições 2022. Fotos: Ricardo Stuckert e Agência Brasil

Há uma inconsistência com a matemática nessa sensação de que, na pesquisa Datafolha, Jair Bolsonaro reduziu a diferença de Lula.

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Os resultados do primeiro turno foram um balde de água fria nos eleitores de Lula e um balde de água quente nos bolsonaristas. Dois dias antes das eleições, criou-se uma onda de otimismo em relação a Bolsonaro, que não sabia até onde poderia ir.

A pesquisa do Datafolha foi a primeira a mostrar a nova situação. Comparando exclusivamente os números de Lula e Bolsonaro, houve até um pequeno acréscimo na diferença pró-Lula, estatisticamente insignificante mas que, em todo caso, mostrando que a onda Bolsonaro teve vôo curto.

Compare os números.

No primeiro turno, Lula teve 48,4% dos votos úteis e Bolsonaro 43,2%. No total, foi 91,6%. A diferença se deve aos votos de Ciro Gomes e Simone Tebet.

A diferença pró-Lula foi de 12%. E a participação dos votos de Lula na soma de ambos foi de 52,8%.

No Data Folha, Lula recebeu 53% dos votos válidos e Bolsonaro 47%. A soma deu 100% pelo motivo óbvio de haver apenas dois candidatos.

A diferença entre ambos foi de 12,8%. E os votos de Lula corresponderam a 53% dos votos válidos.

O que significa que a onda pró-Bolsonaro não acrescentou nada a ele depois de encerrado o primeiro turno

Até o segundo turno, muita coisa pode acontecer. Mas, com base nos dados atuais do Datafolha, não ocorreu nenhuma alteração substancial no quadro eleitoral.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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11 Comentários
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  1. Rui

    8 de outubro de 2022 1:10 am

    O Bolsa vai apostar nas abstenções e no antilulismo. Uma das regiões com mais abstenção foi onde o Bolsa ganhou: no Sudeste. Se ele apostar nas abstenções, ele pode estar dando um tiro no próprio pé. Três dos Estados em que Bolsonaro derrotou o Lula, foram os estados com maior número de abstenções. O tiro pode sair pela culatra.

  2. Rui

    8 de outubro de 2022 6:37 am

    É constitucional um presidente da república e candidato a reeleição fazer campanha para que o eleitorado se abstenha de votar?
    Bem, nada obstante o povo tenha sempre vivido na impotência, sendo que atualmente seu poder aquisitivo é insuficiente para comprar algo mais do que ossos para se alimentar, a constituição declara que todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição. Como se vê, o povo exerce o poder que de si emana elegendo seus representantes. Em sendo assim, ao se fazer campanha para que o povo não vá votar, está se fazendo campanha contra o exercício do poder pelo povo através da eleição de seus representantes, sendo portanto inconstitucional.

    Ademais, o art. 14 da Constituição Federal atualmente vigente estabelece que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante plebiscito, referendo e/ou iniciativa popular. Destarte ao fazer campanha por abstenção eleitoral, o Bolsonaro está violando a constituição, pois está tentando impedir o exercício da soberania popular pelo voto direto e secreto. Mas nada acontecerá com o Presidente que jurou cumprir e fazer cumprir a lei, pois o Brasil é uma terra sem lei, exceto a lei do mais forte.

  3. josé Oliveira de Araújo

    8 de outubro de 2022 8:51 am

    Um fato que chamou-me a atenção, foi o apoio do marreco com aspirações tirânicas, ao Boçalasno. a minha surpresa não se dá em virtude da honradez do marreco, pois ele não a possui, mas por que ele foi humilhado pelo coiso. Seria ingenuidade imaginar que ele apoiaria o Lula, pois para tal, precisaria um gesto de grandeza que ele não tem. No entanto, poderia se abster de tomar partido,

  4. Vladimir

    8 de outubro de 2022 9:25 am

    Não houve balde de água fria nenhum nos eleitores do presidente Lula. Nenhuma pesquisa indicava que o presidente Lula venceria com certeza no primeiro turno,pelo contrário, o índice obtido por ele,de 48,4% estava dentro das projeções de quase todos os nistitutos.
    Houve um balde de água fria, e percebi isso ouvindo conversa de apoiadores do sujeito que ocupa a presidência de república,na fila de votação e,posteriormente ,em conversas com alguns ditos arrependidos,na campanha desse sujeito que esperavam o massacre prometido por ele de 60% a 40% no primeiro turno.
    Essa gente,acostumada a pastar somente no seu curral,não acreditava na força do presidente Lula. Um desses arrependidos,inclusive,ficou absolutamente espantado com esta votação.
    É por isso que esse sujeito que ocupa a presidência da república está desesperado e continua a falar em fraude para tentar não espantar essa boiada que ainda acha que pode acreditar no mito, ou melhor,no mitômano.

  5. mateus

    8 de outubro de 2022 11:00 am

    Bom dia.
    Ótima análise, mostra que a onda deixou de avançar.
    Fiquei com dúvida apenas em relação a os dados da “diferença pró-lula”. Não entendi direito de onde veio esta diferença de 12 pontos.

  6. Mat

    8 de outubro de 2022 11:13 am

    Bom dia, ótima análise.

    Fiquei com dúvida apenas sobre o que é o dado da “diferença pró-lula”. Não consegui visualizar de onde vem esses 12%

  7. Paulo Dantas

    8 de outubro de 2022 12:33 pm

    Pelas pesquisas seu Luis estaria montando o ministério …

  8. Lauro Pacheco

    9 de outubro de 2022 7:37 am

    Nassif,

    Não vejo como a Datafolha esteja correta. Se você pegar o resultado de São Paulo, o Lula está ganhando. O que é claramente impossível dado os resultados das urnas e da própria pesquisa pra governador de SP.Logo, é bem provável que o Lula não esteja vencendo!

  9. Leonardo Neder De Faro Freire

    10 de outubro de 2022 11:10 am

    Os 12% não são sobre o total de votos. O dado informa apenas que Lula está 12% maior do que Bolsonaro (por exemplo: 43,2 X 1,12 = 48,4).

  10. Rubem Corveto

    11 de outubro de 2022 9:22 am

    Discordo Luiz Nassif, os dados são preocupantes. Os institutos de pesquisas estão com dados de coleta com ERRO .
    Parece que os pesquisadores estão evitando alguns bolsonaristas radicais, por medo.
    Uma fonte com larga experiência – trabalha no ramo de pesquisas há muito tempo- é que percebeu essa sutileza. Muitos dos bolsonaristas são raivoso e não querem, não gostam de IBOPe, Rede Globo, etc. Assim a amostra fica distorcida.
    Não foi migração de votos de outros candidatos para o bozó.
    A campanha Lula está cometendo muitos erros.

  11. Ricardo Viana

    14 de outubro de 2022 1:23 am

    Nassif, trabalhei por mais de 30 anos com processamento e análise de pesquisas de mercado e políticas em alguns Institutos no Estado do Pará, principalmente, Acertar , Veritate e Insight. Em todo esse período nunca observei algo parecido com o ocorrido no 1o. turno da eleição presidencial. Falo da votação de Bolsonaro. O referido encontrava-se com intenção de voto ,praticamente, imóvel flutuando dentro da margem de erro. De repente ao abrir as urnas um crescimento de 5,6,7 e até 8 pontos percentuais em relação a cada instituto. A votação de Lula não varia tanto fora da margem de erro. Nada natural explica isso. Só uma coisa explica: compra de voto. Faço um alerta. Por favor, repassem a campanha de Lula. Vão tentar comprar 10 milhões de votos no 2o. turno ao preço de 1 bihão de reais. A apreensão de 2,5 mihões de reais no Pará pela PRF corrobora minha tese. E uma pequena amostra. Imagino que os alvos serão as grandes metrópoles, o nordeste (onde cada voto vale dois) e o norte. Não quero acordar no dia 31 de outubro e ler nos jornais ,blogs e sites que as pesquisas erraram clamorosamente.

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