Tempus Veritatis: Investigação de golpe chega a Bolsonaro e militares

A atuação dos militares contra as urnas eletrônicas e articulação com ministros e membros do governo Bolsonaro foram antecipadas pelo GGN

Foto: Marcos Corrêa/PR

A Operação Tempus Veritatis, deflagrada nesta quinta-feira (08), mira Jair Bolsonaro, ex-membros do governo, aliados e militares por tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente no poder.

Jair Bolsonaro também foi alvo da Operação. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou o ex-presidente entregar o passaporte em até 24h e sua casa em Angra dos Reis foi alvo de busca e apreensão.

A Operação de hoje é a que investiga núcleos de atuação para disseminar fraudes nas urnas, antes mesmo das eleições presidenciais, para inviabilizar o pleito de 2022. O GGN antecipou a atuação militar e dos membros do governo Bolsonaro em reportagens do especial Xadrez da Ultradireita.

Relembre algumas das reportagens que antecipavam as descobertas da PF:

Os alvos desta Operação

A Operação deflagrada hoje tem como base a delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, que trouxe informações sobre as articulações do governo anterior para anular as eleições ou tentativa de golpe.

Nesta manhã, Bolsonaro estava na casa de veraneio em Mambucaba, Angra, quando os mandados foram cumpridos. Dois ex-assessores diretos de Bolsonaro foram presos: Filipe Martins, que era assessor seu especial, e Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Além deles, foram emitidos mais dois mandados de prisão: contra Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército, e Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército.

Também foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e 48 medidas cautelares.

Foram alvos destes mandados o próprio ex-presidente; o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o ex-ministro da Defesa Braga Netto; o ex-ministro do GSI Augusto Heleno; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira, entre outros.

Também foram alvos os bolsonaristas Tércio Arnaud Thomaz, ex-assessor de Bolsonaro e que deve o celular apreendido; Amauri Feres Saad, advogado citado como “mentor” da minuta de golpe encontrada na casa de Anderson Torres; Eder Lindsay Magalhães Balbino, que teria montado o falso dossiê de fraude nas urnas.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

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